
Com um elenco de luxo, feito de nomes como Josh Hartnett, Bruce Willis, Morgan Freeman, Sir Ben Kingsley, Lucy Liu (é impossível não gostar da personagem dela) e Stanley Tucci, Lucky Number Slevin é um bom filme, com um argumento forte recheado de momentos de humor. E se os nomes no genérico já prometiam, as interpretações em si não ficam atrás, com os trejeitos de Kingsley, a impassibilidade de Hartnett e a pose de Willis a destacar-se. A quem ainda não viu, chamo a atenção para os papéis de parede ao longo de todo o filme. Pena foi que, pelo menos no meu caso, a história se tenha tornado previsível a partir dos 30m. Em todo o caso, é um filme a ver, sendo uma espécie de mistura entre um filme de Tarantino e um filme de Guy Ritchie.
Friday, August 25, 2006
Cool Slevin
Partida, largada, fugida!
Serve este singelo post (já que a falta de imaginação impera) para assinalar o começo de mais uma Primeira Liga ou Liga BWin ou Campeonato da Primeira Divisão ou lá como raio decidiram chamar-lhe este ano...
O The Live Parrot faz votos para que seja uma competição saudável... E que ganhe o melhor... Ou pelo menos o menos mau...
Sunday, August 20, 2006
Tuesday, August 15, 2006
Friday, July 21, 2006
It's educational
A mesma atitude de sempre... Sem grandes (ou pequenos) diálogos...
A mesma música de sempre... Diferente, única, intensa...
A mesma Kim Deal de sempre... Completamente fora...
O mesmo Frank Black de sempre... Gutural, distante, genial...
Pixies... Sempre iguais a si próprios e a nada mais...
E nada mais foi igual desde então...
Thursday, July 20, 2006
Piada seca inventada há poucos minutos atrás...
Vives em Espanha e combinas ir beber um café com o teu amigo Paul, que é de Londres mas que está está a passar uns dias na tua cidade.
À última hora ele telefona-te e diz-te que não vai dar para ir...
Isso é o quê?
El Corte Inglês !
(Peço desculpa... Não consegui evitar colocar isto aqui...)
Tuesday, July 18, 2006
Sunday, July 16, 2006
Wednesday, July 12, 2006
Wish You Were (still) Here
Não podia deixar passar sem uma nota no blog o falecimento de Roger Keith Barrett (1946-2006) ou, como era conhecido, Syd Barrett, que foi, juntamente com o seu vizinho de infância Roger Waters, um dos membros fundadores dos Pink Floyd.
Barrett
participou na composição de 10 das 11 músicas do primeiro álbum (e primeiro sucesso) dos Pink Floyd, de seu nome The Piper At The Gates Of Dawn (cujo título vem de um dos capítulos de um dos livros preferidos de Barrett, The Wind In The Willows). Um lançamento que foi um sucesso imediato, para uma banda que já tinha uma enorme corrente de admiradores na “swinging London” dos anos 60. gerada pelos lançamentos antecipados dos singles Arnold Layne e See Emily Play que cativaram, entre outros, Pete Townshend, Paul McCartney, Eric Clapton e até o ainda desconhecido David Bowie a serem “clientes habituais” do clube UFO, onde os PF actuavam regularmente, num misto de música alucinada e efeitos de luz psicadélicos.
Numa época em que tudo era permitido, Syd Barrett inovou na forma como tocava guitarra, percorrendo os trastes com o seu isqueiro num movimento que se generalizou entretanto, mas a sua estabilidade emocional sucumbiu ao uso excessivo de LSD, entrando no que se poderá chamar uma borderline madness em que, sem nunca ser possível diagnosticar-lhe qualquer doença neurológica, os momentos de sanidade mental rareavam, e em palco chegava a passar concertos inteiros sem mudar de nota.
Afastado pelo resto da banda (não sem ter ainda composto uma música - Jugband Blues - para o segundo álbum, A Saucerful Of Secrets) por ser incomportável manter alguém que chegava a não aparecer em concertos, Barrett lançou ainda dois álbuns a solo (The Madcap Laughs e Barrett), que só vieram fortalecer a sua imagem de génio louco.
Desapareceu de cena durante os últimos 34 anos, perdido entre hospitais psiquiátricos e um retiro no campo, mas ficará sempre famosa a sua aparição-surpresa no estúdio onde era gravado o nono (!!) álbum dos Floyd (Wish You Were Here), curiosamente quando estava a ser trabalhada uma música que lhe era dedicada (numa mistura de admiração e ressentimento) a famosa Shine On You Crazy Diamond.
Monday, July 10, 2006
E pronto... Acabou...
Findo este Mundial, sinto aquela necessidade compulsiva de comentá-lo (ou não fosse eu Português)...
4ª lugar
Antes de mais, quero deixar bem claro que me sinto orgulhoso deste 4º lugar. Para uma nação com dez milhões de habitantes e com parcas condições para a prática deste desporto, sabe bem estar entre a elite mundial da modalidade. O balanço é, portanto, quanto a mim, bastante positivo. É claro que estou triste por sentir que poderíamos ter ido mais além mas, se me dissessem antes do torneio começar que iríamos jogar no dia 8 de Julho, tenho a certeza que iria ficar em êxtase (com direito a noite de copos)...
Mas, como já alguém disse, este Mundial há-de ficar para sempre na nossa memória como o Mundial que poderíamos ter ganho...
Scolari
Ao contrário da maior parte das opiniões que tenho ouvido, não sou um grande fã deste brasileiro. Reconheço-lhe méritos imensos a nível da preparação psicológica e mentalidade de grupo mas, em quase tudo o resto, falhou redondamente. Se por um lado, neste tipo de torneios, os aspectos psicológicos são fundamentais (nenhum jogador vai aprender aspectos técnicos para a selecção), o saber escalar um onze, saber ler jogos ou fazer substituições acertadas são igualmente aspectos cruciais.
Se por um lado, desde que vejo futebol, não me lembro de ver uma Selecção Portugesa tão unida e com tanto espírito de grupo, também não me lembro de ver uma Selecção Portuguesa com tanta estrelinha, não tendo feito um único jogo que me “enchesse o olho”.
E aquela insistência no Pauleta... Porquê?
Portugal vs Angola
Contra uma das piores selecções deste Mundial, Portugal jogou qb. Após o golo madrugador limitou-se a gerir o resultado (não sem ter apanhado um valente susto perto do final que nos poderia ter custado o empate).
Portugal vs Irão
Um dos nossos melhores jogos contra uma selecção que não é nenhum bicho papão. Boa exibição e vitória incontestável.
Portugal vs México
Exibição sofrível. Dois golos madrugadores ajudaram a criar a ilusão de que se tratou de um jogo fácil. Na segunda parte os Mexicanos (com menos um jogador em campo) mandaram no jogo e falharam pelo menos três golos na cara do Ricardo.
Portugal vs Holanda
Boa primeira parte de Portugal. Na segunda parte apenas defendemos (o que é compreensível dadas as circunstâncias). Tenho a certeza de que se aquela bola do Cocu entra já não haveria pulmão para recuperar...
E tivémos ainda sorte no facto da Holanda ter um treinador chamado Van Basten que, felizmente, tem tanto de bom treinador como teve de mau ponta de lança. Expliquem-me porque é que uma equipa em superioridade numérica, com dois extremos fabulosos (Robben e Van Persie) opta por fazer chuveirinho a partir da zona intermediária durante toda a segunda parte! E, como se não bastasse, opta por este estilo de jogo com o Van Nistelrooij no banco! Vá lá um gajo perceber...
Claramente mais demérito dos Holandeses do que mérito nosso...
Portugal vs Inglaterra
Jogo muito fechado, muito poucas (ou nenhumas) oportunidades de golo, equipas muito encaixadas uma na outra e tudo muito equilibrado... Pelos menos até à expulsão do Rooney. A partir daí portugal instalou-se no meio campo adversário e mostrou ao mundo como se faz um carrocel com a bola a ir do flanco esquerdo do ataque até ao flanco oposto (e vice-versa) mas passando sempre pelos trincos ou pelos centrais no meio do processo... Tudo isto sem um remate perigoso ou um desequilíbrio... Vazio total... Valeu-nos a azelhice do Eriksson (tirar o homem mais criativo e que podia causar mais desequilíbrios no meio campo – Joe Cole – quando ficou reduzido a dez homens foi de mestre)...
E valeu-nos, claro, o grande Ricardo!
Portugal vs França
Para mim não há dúvidas. Foi mesmo penalti sobre Henry e não foi mesmo penalti sobre o Cristiano Ronaldo.
Era difícil fazer melhor. Com um Pauleta e um Deco ausentes do jogo, um Figo esforçado mas completamente nas lonas, um Cristiano Ronaldo também esforçado mas inconsequente, restou-nos um Maniche que, sozinho, nunca conseguiu impôr-se a esta (ainda) grande equipa Francesa.
Mais uma vez, Scolari devia ter mexido na equipa mais cedo e a solução penso que não passava pelo Postiga...
Um super meio campo Francês liderado por um super Zidane (ninguém lhe tirava a bola) afundou, quanto a mim, justamente uma equipa Portuguesa que, a perder desde cedo, nunca mostrou argumentos para disputar a final.
Portugal vs Alemanha
Talvez o melhor jogo de Portugal neste Mundial (para provar que o que nos inibe não são os adversários mas a pressão das grandes decisões). A sorte não quis nada connosco pois ainda com o resultado em 0-0, falhámos duas ou três excelentes ocasiões de golo.
Jogadores que mereciam mais
Ricardo – Só falhou quando ninguém podia levar a mal: no primeiro golo da Alemanha. De resto, um Mundial irrepreensível recheado de boas intervenções e com entrada directa no Livro de Ouro dos Mundiais: primeiro guarda-redes a defender três grandes penalidades numa série de cinco.
Ricardo Carvalho – Grande torneio! A provar que é um dos melhores centrais da actualidade. A título de curiosidade refira-se que o momento em que deixei de acreditar que íamos ser campeões do mundo foi o momento em que o Ricardo Carvalho viu o cartão amarelo contra a França.
Fernando Meira – Surpreendeu-me bastante. Seguríssimo. Nunca comprometeu (que é o que se pede a um central).
Miguel – Seguro a defender e acutilante a atacar. Um dos melhores Portugueses no torneio.
Maniche – Enorme! Pressiona, corre o campo todo, ataca, defende, joga e faz jogar. E é o único português com o culto de chutar fora da área (e como o faz bem).
Figo – A classe do costume, cada vez mais esbatida por uma falta de força cada vez mais notória... Começou o torneio em grande e foi descendo gradualmente... Mas nunca desiludiu e acabou a carreira na Selecção da forma mais emblemática possível: um centro teleguiado “à Figo” para a cabeça do Nuno Gomes.
Jogadores que mais valia terem visto o Mundial na SporTV
Costinha – O que raio foi aquilo contra a Holanda? Mas este gajo é parvo ou quê?
Deco – A um jogador com esta classe pede-se mais do que um golo de antologia frente a uma equipa do Médio Oriente. E aquele lance contra a Holanda podia ter deitado tudo a perder...
Pauleta – Porque é que eu tinha a sensação que estávamos sempre a jogar com dez jogadores quando ele estava em campo?
Itália
Foram passando, passando, passando (a maior parte das vezes sem saber como) até que... "Olha...! Ganhámos isto!"
Zidane
Para mim, a par do Figo, o melhor jogador pós-Maradona. Não vou ficar com má impressão dele devido àquele lance da final porque, felizmente, acompanhei a sua carreira e sei que não foi a dar cabeçadas em adversários que ganhou fama. Vou ficar com a impressão de que era um jogador fantástico que não levava desaforos para casa e que cegava quando era insultado.
Sunday, July 09, 2006
King exibe os melhores do ano
Para quem gosta de cinema e quer rever, ou ver algum filme que na altura tenha perdido, aqui está mais uma chance.
Tuesday, July 04, 2006
A seguir: Figueira da Foz
Pois é... Uns diazinhos na Figueira vêm a calhar. E aproveito para dar continuidade à superstição deste Mundial: ainda não vi um jogo no mesmo sítio. A saber:
- Portugal vs Angola em Siena (Itália);
- Portugal vs Irão em Odivelas;
- Portugal vs México em Lisboa;
- Portugal vs Holanda em Sintra;
- Portugal vs Inglaterra na Parede.
Wednesday, June 28, 2006
O futuro
Talvez tenha sido o facto de ver os 3 parrots reunidos na mesma sala (coisa que já não acontecia há mais de um mês) a fazer com que a minha vontade de escrever regressasse (não, não está mal escrito)... Ou talvez tenha sido o facto do mundial ter feito um interregno de 2 dias... O que importa é que aqui estou novamente, cheio de vontade de partilhar coisas com o mundo... Esta que me mandaram ontem, merece mesmo ser vista... Ora atentem.
Sim, ainda aqui escrevo...
Uns (poucos) dias depois do meu último post, eis-me de volta. Vejo-me nesta altura obrigado a fazer um mea culpa. Não tenho tido tempo nem pré-disposição mental para blogs. Também não existem muitas novidades para contar... Basicamente, desde que aqui escrevi pela última vez, só descobri que ia ter uma filha, fui de férias para Itália (Milão, Veneza, Siena, Florença, Roma e Pisa), marquei casamento e, pelo meio, houve um gajo que se meteu na cama com a minha namorada. Como vêem, não aconteceu muita coisa...
Ah! E Portugal já está nos quartos-de-final...
Sunday, June 11, 2006
Os Mutantes segundo Brett Ratner

As minhas expectativas para este “X-Men: The Last Stand” já não eram muito altas desde que tinha tido conhecimento da saída de Bryan Singer do lugar de realizador. A mente responsável por “The Usual Suspects” resolveu tomar as rédeas de “Superman Returns” (vamos lá ver o que vai sair dali) e foi chamado Brett Ratner, o realizador da saga “Rush Hour” e do filme “After the Sunset”. Se bem que gostei de qualquer um dos seus filmes anteriores, pois são agradáveis e divertidas comédias, não me parecia que Ratner fosse o nome mais indicado para um filme de acção e que tem um grupo de seguidores fiéis, por conta do culto Marvel. Se é verdade que qualquer adaptação de uma BD/um livro de culto vai ter sempre críticas (vide o caso de “The Lord Of The Rings”), os anteriores X-Men tinham sido relativamente bem recebidos. Só que este é, na minha opinião, inferior a qualquer dos outros, embora a nível de argumento lance algumas questões interessantes (haverá um X-Men 4?).
Ficam as interpretações de Hugh Jackman, Halle Berry (aparece um pouco mais depois das passagens discretas pelos 2 filmes anteriores) e Famke Janssen, o eterno duelo entre Ian McKellen e Patrick Stewart, a excelente caracterização de Kelsey Grammer como Beast, a presença cómica de Vinnie Jones como Juggernaut e a figura sempre cativante de Rebecca Romjin como Mystique. Para além destes, temos novos mutantes como Angel, Callisto, Kid Omega ou Multiple Man (mais um motivos para algumas críticas dos adeptos mais fiéis dos comics, pois alguns destes não existiam ou viram os seus poderes alterados na adaptação).
Resumindo, “X-Men: The Last Stand” é um filme a ver para os seguidores da saga ou para quem goste de um filme de acção bonzito que nunca chega a excepcional.
Saturday, June 03, 2006
O filme do momento

Tanto se fala de “The Da Vinci Code” que decidi retomar os meus comentários cinematográficos com a tão badalada versão do best-seller de Dan Brown. Mas primeiro tenho de dizer que não sou grande admirador de Ron Howard, acho-o demasiado “by the book”, sem nunca ser brilhante. Falando do filme em si, embora tenha um ou outro bom momento (gostei particularmente da cena final), sofri daquele que é o seu maior problema: já tinha lido o livro. Perde o seu impacto e, na minha opinião pessoal, perde naquilo que mais me agradou no livro: a explicação da teoria (é natural, ficaríamos com um filme de algumas horas).
Em todo o caso, voltando ao filme em si, Audrey Tautou está óptima (tem sempre muito bom aspecto, esta senhora), Tom Hanks parece-me mais em piloto automático e é Paul Bettany quem mais brilha, no papel do albino Silas. É um filme que não desagrada, que certamente será mais admirado por aqueles que não leram o livro (sim bU, estou a falar de ti), mas que penso que não ficará para história.
Friday, June 02, 2006
Música, calor e cerveja, eis os festivais de verão (Parte II)
O segundo dia do Act 1 do SuperBock SuperRock começou com boas e más noticias. Fui mais cedo prevendo nova entrada lenta, e entrei em 10 minutos. A má noticia foi que estavam temperaturas bem elevadas e entrar mais cedo não foi uma boa opção, pois esperei mais de hora e meia pelo primeiro concerto, e a cerveja a certa altura deixou de ser uma boa solução, pois se quisesse hidratar à velocidade que desidratava, ficava embriagado bem cedo.
A música começou com os Primitive Reason, uma banda que nunca tinha apanhado em concerto e gostei de ouvir, embora seja certamente mais agradável com menos 10 graus (pelo menos). O calor retirava as forças necessárias para acompanhar a banda, cheia de ritmo e energia, cujo ponto alto (a nível pessoal) passou pelo (bom) uso de um Didjeridou.
Este foi um dia fraco a nível da “Quinta dos Portugueses”, pois nenhuma banda me agradou. Primeiro actuaram os DaPunkSportif, que deram azo a uma volta pelo recinto. Este tinha algumas distracções como Matraquilhos, Body Painting ou até mesmo uns minutos a olhar o Rio Tejo.
A seguir entraram no palco principal os Alice In Chains, numa actuação muito aguardada (pelo menos por mim) desde que se soube que iam entrar em tournée pela Europa, com a entrada do novo vocalista. E bem que o podiam ter ido buscar a um “Chuva de Estrelas” ou algo assim, pois tem um registo praticamente igual ao do falecido Layne Staley, pelo que permitiu reviver bons momentos de grunge ao seu melhor nível, com "Rooster" ou "Man In The Box", entre outros. Pena o sol por trás do palco ter cortado um pouco o ambiente, mas foi bom ver nas caras de quem assistia ao concerto uma sensação de alegre nostalgia.
De volta à “Quinta dos Portugueses”, actuaram os If Lucy Fell mas, como já adiantei, também não me agradaram.
Em grande estiveram os Deftones, com o som excelente e a criar uma óptima relação com o público. Inclusivamente Chino Moreno, o vocalista (com uns quilos a mais), chegou a interpretar uma música em cima das barreiras para o público, agarrado por todos aqueles que estavam ao alcance de um braço, e exibindo uma bandeira portuguesa que alguém lhe atirou.
Após uma breve passagem dos X-Wife pelo palco secundário (mesmo assim foram os menos maus da noite, digamos assim), aproveitada para uma volta pelas bancas da bebida e comida, chegou uma banda cuja sonoridade não me agrada (desatino particularmente com a voz), os Placebo. Deram um concerto muito profissional, sem falhas e que aparentemente agradou aos adeptos (alguns incondicionais mesmo) da banda, mas que me pareceu demasiado frio, sem qualquer relação com o público. Não me recordo de ter ouvido mais do que um “Boa noite!” em todo o concerto, com as músicas a sucederem-se umas às outras sem qualquer interrupção. Destaque (pessoal) negativo para o facto de não terem tocado a única musica que realmente gosto ("Pure Morning").
Uma palavra em particular para o vocalista da ultima banda da “Quinta dos Portugueses”, os Vicious Five: Menos pose, menos arrogância e maior qualidade musical, se quiserem chegar a algum lado. Não estavam a agradar a ninguém e ainda por cima agiam como se fossem a maior banda a tocar naquela noite. Tocaram “Fight For Your Right” dos Beastie Boys naquela que seria a sua última música da noite, e quando até podiam ter saído na altura certa, o vocalista resolve anunciar que vão tocar mais uma, sendo mesmo vaiado(!!).
Após 30 minutos de silêncio angustiante (este segundo dia tinha bem mais gente que o primeiro, e a maioria queria mesmo era ver a última banda da noite), os Tool concluíram de forma brilhante este Act 1, com um grande investimento visual a acompanhar a excelência musical de Maynard James Keenan (sempre ao fundo, sem qualquer tipo de luz, como que a dar primazia aos instrumentistas), Adam Jones, Danny Carey e Justin Chancellor. Foram, também eles, algo frios na relação com o público, e nem sequer houve qualquer encore, mas provaram o porquê de serem os cabeças-de-cartaz da noite.
Thursday, June 01, 2006
Música, calor e cerveja, eis os festivais de verão (Parte I)
Já que se falou aqui de concertos e festivais de verão, deixo aqui as minhas impressões sobre o Act 1 do SuperBock SuperRock.
No primeiro dia, comecei logo por passar uma verdadeira “seca” à entrada, com mais de uma hora na fila e ao calor. Esta demora foi provocada por “excesso de zelo” na entrada, com 3 pontos de controlo, e fez com que entrasse já depois do concerto de RAMP (que por acaso até queria ouvir…) e a primeira banda da “Quinta dos Portugueses”, os Devil In Me.
Estava praticamente a começar o concerto de Moonspell, e posso dizer que o dia não estava a melhorar. A entrada, que devia ser em grande com o single de apresentação do novo álbum, falhou por completo pois o som estava péssimo. Só após o início da segunda música é que alguém conseguiu resolver o problema e o som lá melhorou. Não ficou bem, mas melhorou. No entanto, quando a vocalista dos Cinemuerte (dos quais falarei mais à frente) foi chamada para fazer segunda voz, também não foi minimamente audível (o que, conforme direi também mais à frente, foi uma pena).
O concerto seguinte, no segundo palco, foi dos Twenty Inch Burial e o melhor que posso dizer é que não me agradou, e aproveitei para dar uma volta pelo recinto, que estava bem estruturado, com muitas opções para comer e beber e uma zona de “esplanada” bem agradável. Até TelePizza e MacDonald’s havia.
Logo a seguir (os concertos estavam bem ordenados e encadeados, começando sempre poucos minutos após o final da actuação do outro palco) entraram em cena os Soulfly que, não sendo o meu estilo de música preferido, deram um bom concerto e que parece ter satisfeito o público-alvo, tendo em conta as reacções dos fans.
Voltando à “Quinta dos Portugueses”, seguiram-se os já falados Cinemuerte, que eu não conhecia mas que tinham uma sonoridade agradável, guiados por uma voz excelente (a tal que não se ouviu a acompanhar os Moonspell). Além disso, serviram como um óptimo “aperitivo” para quem se seguia.
Os Within Temptation agradaram mesmo a quem não estava lá para os ver, com uma voz magnífica a liderar e que não falhou uma única nota, e com o som já devidamente ajustado. A presença dos restantes elementos da banda parece justificada apenas como acompanhamento para a voz de Sharon den Adel, que sai perfeita sem qualquer esforço aparente. Para além disso, um palco devidamente decorado tornou este espectáculo um dos melhores da noite.
A fechar o palco secundário estiveram os Bizarra Locomotiva que, com muitos anos de rodagem, deram um concerto sólido, num som entre os Rammstein e os Mão Morta, mas que estão um pouco ao lado do meu gosto pessoal.
Este primeiro dia do SBSR terminou com Korn. E terminou bem, pois se excluirmos o facto do som não estar perfeito (a voz desaparecia sempre que o resto da banda começava a “abrir”), foi um concerto com muita energia, com os clássicos a serem todos visitados e com 8 (oito!) elementos em palco, incluindo duas baterias mais um percussionista a “ajudar” nalgumas músicas.
Saturday, May 27, 2006
Teorias da conspiração...
Já me irrita quando por exemplo temos 2 bons filmes a passar na televisão nacional, mas em canais concorrentes claro... e supresa das supresas começam à mesma hora, fazem intervalos ao mesmo tempo, etc... Podemos estar um mês sem um filme de jeito, mas quando aparecem, temos automaticamente de decidir qual deles é que vemos. O mesmo se passa agora com o Rock in Rio e o Super Bock, Super Rock. Podemos estar meses sem concertos que valham a pena, mas quando temos, são todos ao mesmo tempo. Mais uma decisão para tomar... a qual deles vou. Escusado será dizer que a super bock não aparece em lado nenhum como patrocinador do rock in rio. Têm a Sagres Chopp (que novidade).
Irrita...
Thursday, May 25, 2006
Decisions, Decisions
Tenho tanto concerto que quero ir ver, que acho que entre Maio e Setembro vou à falência. Ora bem... :
- Franz Ferdinand;
- Gotan Project;
- Belle & Sebastian;
- The Strokes;
- Gomez (descobri que vão tocar em Paredes de Coura, só os vi uma vez em Nova Iorque, tive uma sorte de lá estar ao mesmo tempo que eles e foi um concerto espectacular no Roseland Ballroom);
- Pearl Jam;
- Pixies (embora os tenha visto no super bock);
- Rolling Stones;
e há mais... mas já vou ter que começar a fazer uma "selecção", infelizmente.
Friday, May 19, 2006
Coincidências
Nunca vos aconteceu lembrarem-se de uma pessoa que não estão há anos.. e nessa semana ou num curto espaço de tempo encontrarem essa pessoa? Será apenas uma coincidência? Isso acontece-me de vez em quando... No outro dia lembrei-me por exemplo de um livro... e nem 2 horas depois recebi uma sms a referir esse mesmo livro, mais tarde vi uma pessoa tb a ler o mesmo... tem que ser mais que uma simples coincidência.
Wednesday, May 17, 2006
Saturday, May 06, 2006
Stick It!
Ok, eu sei que é infantil...
Ok, eu sei que é uma forma de gastar dinheiro...
Ok, eu sei que vão gozar comigo...
Mas, incentivado por dois amigos meus que já estavam a fazer, comecei a colecção de cromos do Mundial.
Tenho lá em casa, de quando era miúdo, algumas cadernetas de eventos anteriores, por exemplo do Itália 90, do Euro 92 e mais algumas que não me lembro. E tenho de admitir que é engraçado reviver a emoção de "abrir uma carteirinha" e ver se já tenho os que lá estão, ou de sair o Figo, o Ronaldinho, o Messi, o Rooney (vamos ver se não é um "cromo" ausente na Alemanha) ou até mesmo o Mantorras ou o Zé Kalanga :)
Tudo isto e ainda com a vantagem de não ter de cravar o dinheiro à minha mãe para comprar as carteiras e de, dentro do nosso grupo, nós darmos mesmo os repetidos uns aos outros.
Para mais informações, vejam aqui.
P.S. - Já agora, alguém tem cromos para a troca? :)
Sunday, April 30, 2006
Tesouros Gastronómicos
No seguimento do post colocado em baixo, ficam aqui alguns dos meus sítios preferidos em termos de gastronomia:
- Frutalmeidas da Av. da Roma - pasteis de massa tenra e sumo de morango... (agora tb já existe no saldanha residence, uma boa alternativa ao mau atendimento do primeiro, mas mesmo isso já se tornou um clássico).
- Gelataria Itália - super conchanatas...
- Lizarran (qq um deles, embora prefira o da latino coelho) - tapas de salmão fumado fabulosas
- Restaurante Colina ou Galeto - Pão torrado como entrada... divinal
- Qualquer restaurante em carnide, mas especial destaque ao Porto de Galinhas que faz óptimas caipirinhas e tem uma pasta de atum para entrada que é excelente
- Restaurante Crepes & Grill em Cascais - é caro, mas tem uma entrada de mexilhões com manteiga de alho que vale bem a pena
- Restaurante Edmundo - fica em Benfica, costuma estar sempre cheio, não há um prato que se distinga porque é tudo óptimo, comida típica portuguesa, posso destacar a entrada misto de ameijoas e gambas que é de comer e chorar por mais
- Restaurante La Siesta - Mexicano situado em Algés, fazem margaritas de morango óptimas, bebem-se 2 ou 3 e já se canta com os mariachis... destaco também a entrada de cogumelos recheados (têm outras coisas boas, mas não sou grande fã de comida mexicana, vou mesmo só pela bebida :P)
- Pasteis de Belém (Belém) e Travesseiros de Sintra (piriquita) - não queria deixar de fora os óbvios.
Ao reler, vejo que falo mais em entradas, bebidas, doces do que propriamente comida... mas estes pequenos pormenores também contam imenso... :)
Saturday, April 29, 2006
Não está fechado para obras... mas quase
Quando a inspiração falha é complicado... e mesmo com três parrots... a coisa não anda famosa. Novidades existem muitas, mas há algumas que simplesmente não são para ser partilhadas com o resto do mundo.
O calor chegou e toda a gente que conheço que entretanto já conseguiu ir à praia está doente. O que me faz pensar que se calhar a ideia de passar estas folgas estendida na areia é uma má ideia.
Continuo com a minha busca por um restaurante italiano que seja tão bom como o xaramba (que fica no funchal). Até agora só o Bella Italia é que pode fazer algum tipo de concorrência mas mesmo assim não se compara. Se me puderem dar sugestões... agradeço.
Dica: Os queques de chocolate do pingo doce são bons.
Como Lisboa é uma cidade cheia de recantos, e sítios que mesmo que uma pessoa a habite durante anos nunca chega a conhecer... quem quiser partilhar um dos seus espaços preferidos desta capital lindíssima, ficaria grata tb... Estou numa de descobertas.. achei por bem começar pela cidade onde moro.
Monday, April 17, 2006
Nutshell
We chase misprinted lies
We face the path of time
And yet I fight
And yet I fight
This battle all alone
No one to cry to
No place to call home
Oooh...Oooh...
Oooh...Oooh...
My gift of self is raped
My privacy is raked
And yet I find
And yet I find
Repeating in my head
If I can't be my own
I'd feel better dead
Oooh...Oooh...
Oooh...Oooh...
(Alice In Chains)
Distante…
Nos últimos tempos tem havido pouca movimentação no blog. A Whatever ainda tem dado alguma emoção, entre mentiras de 1 de Abril e ansiedade pelo descanso, mas o cansaço, a falta de tempo e a falta de imaginação têm ganho à criatividade (pelo menos no meu caso). Uma sensação de vazio invadiu o meu cérebro (há quem diga que já lá estava, o vazio...).
Pelo facto peço desculpa aos leitores habituais. Aproveito para deixar uma letra bem a propósito.
Thursday, April 13, 2006
Finalmente...
Quinta-Feira... nunca mais chegava. Passei o dia no site da brisa a ver o trânsito online para saber se saia de Lisboa às 19h ou se ainda jantava por cá e partia mais tarde... Ainda não me decidi. Mas finalmente... chegou quinta.
Monday, April 10, 2006
Escapes...
Não que a páscoa me diga alguma coisa. mas estou ansiosa que chegue porque vou para o Avelar / Rascoia. Para quem não sabe onde é... situa-se sensivelmente a 35km este de Pombal. Já é considerado vila, mas tem o sossego e vive-se com a mesma calma de uma aldeia. São dias de descanso, a jogar snooker, beber ( com moderação :P ), estar com a família... no fundo um escape do dia-a-dia. Nunca mais chega quinta-feira...
Sunday, April 02, 2006
E finalmente os vencedores...
Praga

Liverpool
Saturday, April 01, 2006
Boas Notícias
Ontem...( eu que não costumo ter muita sorte neste tipo de coisas ) ganhei uma quantia considerável no euromilhões :). As duas primeiras pessoas a comentarem este post ganham um fim-de-semana em qq cidade da europa à sua escolha.
Hoje sinto-me assim... uma "mãos largas" :)
Friday, March 31, 2006
Lost
Isto era o post original, mas depois o ryder lá colocou alguma coisa :P
"24 de março, a última vez que alguém escreveu qq coisa aqui... visitantes devem abrir este blog e pensar que já foi abandonado... Ryder: não tens ido ver filmes? não queres espetar aqui umas letras de canções ou argumentos para preencher "lacunas" ? Ficaste maravilhado com o "puro génio" dos queen... e ficaste sem inspiração para escrever aqui qq coisita.
bU: foste multado, tiveste de largar 60 euros à emel, é chato eu sei... uma vez larguei 90 e tive de andar a telefonar à dita empresa para saber onde me tinham "guardado" o carro... mas podias contar aqui as tuas aventuras com a emel, as tuas novidades... o que achaste do "Dirty Dancing"... :)
Já repararam no fenómeno "Lost"?
A minha família directa ( com excepção do meu pai ) anda completamente viciada naquilo. Quando souberam que eu tinha a second season até ao episódio 11 até gritaram... e estilo cartoon os olhos quase que saiam das órbitas... "Tens de nos arranjar isso" ( A sério que cheguei a ter medo... nunca tinha visto a minha mãe assim ). Nos dois dias que levei a fazer as devidas cópias, recebia telefonemas a perguntar se tudo estava a correr bem e se precisava de alguma coisa...nem doente a atenção era tanta. Na altura da distribuição da "droga" foi o tempo de me arrancarem os cd's e desaparecerem durante horas para saciar o vício... Esta segunda série é composta por 16 episódios, já consegui arranjar até ao 15. Infelizmente, quando gravei os episódios 12 e 13, 14 e 15, enganei-me e gravei o 11 e o 13... nem 5 minutos depois de ter largado a mercadoria, já recebia queixas... "Falta o 12, não posso seguir sem ver o 12... quando é que podes corrigir isto... " notava-se tensão na voz... é impressionante..."
Violência gratuita

O novo filme de David Cronenberg, “A History Of Violence”, é um retrato cru do que é uma escalada de violência e dos efeitos que a mesma pode ter na vida de alguém. Mas é um retrato diferente, feito de um misto de vários componentes como a piada simples e a ironia subtil, o amor do pequeno toque e o sexo bruto, a violência gráfica e a violência “apenas” implícita. Cronenberg é um excelente realizador com uma visão muito própria e prova-o nesta adaptação de uma “graphic novel”. Viggo Mortensen, aqui bem longe do registo que o celebrizou como Aragorn, está bem no papel principal tal como Maria Bello, mas é a William Hurt que cabe brilhar em apenas 10m, que lhe valeram uma justíssima nomeação. Nomeado foi também o argumento, que lança algumas questões interessantes. Resumindo, mais um filme a ver e mais uma prova de que 90% das nomeações para melhor argumento justificam a ida ao cinema.
Friday, March 24, 2006
Puro génio
Juntamente com o filme abaixo falado, chegou-me o DVD do Making Of de “A Night At The Opera”, dos Queen, considerado um dos melhores álbuns de sempre. Assim que cheguei a casa aproveitei para ver o DVD e só posso dizer que é algo que deve, perdão, TEM DE ser visto por todos aqueles que gostam realmente de música e que gostam de a estudar ao pormenor nunca ignorando o produto final. Se é
verdade que eu sou um pouco suspeito pois considero que os Queen foram, são e serão a maior banda do planeta, não deixa de ser impressionante ver onde se pode chegar quando se dá liberdade criativa a quem é genial. Da forma leve e divertida como surge “Seaside Rendezvouz” à agressividade do rock em “I’m In Love With My Car”, do recado bem directo ao antigo manager em “Death On Two Legs” à surpreendente destinatária de “Love Of My Life”, da guitarra trabalhada para soar como uma orquestra em “In Good Company” à viagem espacial retratada em “’39”, do jogo de vozes que vem de um sonho de Brian May em “The Prophet Song” à leveza nostálgica de “Lazing On A Sunday Afternoon”, terminando na pura genialidade criativa demonstrada em “Bohemian Rhapsody”, aquela que foi eleita em várias votações a musica do Século XX. É impossível passar ao lado daquele que foi um groundbreaking album em vários aspectos, como o facto de ter um single de seis minutos com secções de ópera e rock misturados ou o videoclip que fugia ao habitual na altura (que passava por filmar a banda a tocar). Imperdível!
The Hacker’s Manifesto
Estava a conversar com o bU sobre o facto de ter encomendado o DVD do “Hackers”
(um filme de culto no meio, que embora esteja longe de ser factual, faz um bom trabalho no que toca a transmitir o que é o espírito Hacker) na Amazon, quando fui ao sempre fiável IMDB. Lá fui espreitar as quotes do filme (algumas são excelentes) e encontrei uma parte do “The Hacker’s Manifesto” que é lida numa determinada cena. Nunca tinha tido a curiosidade de ir ler o manifesto na sua totalidade, mas após esta conversa lá fui eu ao Google e descobri que foi escrito em 1986 (já fez 20 anos!) por um Hacker conhecido como “The Mentor” que tinha acabado de ser preso. Aqui fica, pois achei um texto bastante interessante.
by
+++The Mentor+++
Written on January 8, 1986
Another one got caught today, it's all over the papers. "Teenager Arrested in Computer Crime Scandal", "Hacker Arrested after Bank Tampering"...
Damn kids. They're all alike.
But did you, in your three-piece psychology and 1950's technobrain, ever take a look behind the eyes of the hacker? Did you ever wonder what made him tick, what forces shaped him, what may have molded him?
I am a hacker, enter my world...
Mine is a world that begins with school... I'm smarter than most of the other kids, this crap they teach us bores me...
Damn underachiever. They're all alike.
I'm in junior high or high school. I've listened to teachers explain for the fifteenth time how to reduce a fraction. I understand it. "No, Ms. Smith, I didn't show my work. I did it in my head..."
Damn kid. Probably copied it. They're all alike.
I made a discovery today. I found a computer. Wait a second, this is cool. It does what I want it to. If it makes a mistake, it's because I screwed it up. Not because it doesn't like me...
Or feels threatened by me...
Or thinks I'm a smart ass...
Or doesn't like teaching and shouldn't be here...
Damn kid. All he does is play games. They're all alike.
And then it happened... a door opened to a world... rushing through the phone line like heroin through an addict's veins, an electronic pulse is sent out, a refuge from the day-to-day incompetencies is sought... a board is found.
"This is it... this is where I belong..."
I know everyone here... even if I've never met them, never talked to them, may never hear from them again... I know you all...
Damn kid. Tying up the phone line again. They're all alike...
You bet your ass we're all alike... we've been spoon-fed baby food at school when we hungered for steak... the bits of meat that you did let slip through were pre-chewed and tasteless. We've been dominated by sadists, or ignored by the apathetic. The few that had something to teach found us willing pupils, but those few are like drops of water in the desert.
This is our world now... the world of the electron and the switch, the beauty of the baud. We make use of a service already existing without paying for what could be dirt-cheap if it wasn't run by profiteering gluttons, and you call us criminals. We explore... and you call us criminals. We seek after knowledge... and you call us criminals. We exist without skin color,
without nationality, without religious bias... and you call us criminals.
You build atomic bombs, you wage wars, you murder, cheat, and lie to us and try to make us believe it's for our own good, yet we're the criminals.
Yes, I am a criminal. My crime is that of curiosity. My crime is that of judging people by what they say and think, not what they look like. My crime is that of outsmarting you, something that you will never forgive me for.
I am a hacker, and this is my manifesto. You may stop this individual, but you can't stop us all... after all, we're all alike.
Para que esteja na dúvida sobre o que é um Hacker, ou porque é que (na minha opinião) ser Hacker não tem nada de errado, sugiro a leitura deste site, com uma boa discussão sobre Hacking vs Cracking.
Tuesday, March 21, 2006
Monday, March 20, 2006
Questionário Perfeito!
| Your Theme Song: "Bohemian Rhapsody", Queen 'What is your theme song?' at QuizGalaxy.com |
Com o devido agradecimento à El_Olive (juro que não fiz batota!).
Uma história americana
Eu sei que a situação que vou relatar é tipicamente americana, mas penso que é merecedora de ser mencionada. É uma demonstração clara de onde se pode chegar quando se acredita nas próprias potencialidades. Jason McElwain tinha sido diagnosticado como autista aos dois anos. Apenas começou a falar aos cinco, mas sempre mostrou ser alguém com força de vontade forte, e com uma auto-confiança que surpreendia os que o rodeavam. Sempre adorou Basketball e quando chegou ao liceu tentou por mais de uma vez entrar na equipa. Mas, fosse por ser mais baixo ou por não ter todas as qualidades necessárias, nunca conseguiu ganhar um lugar. O treinador da equipa, sabendo do empenhamento de Jason chamou-o para ajudar, fosse para anotar as estatísticas nos jogos, ajudar nos treinos ou qualquer outro modo de participar e ajudar. Chegando ao último jogo do campeonato, com a posição na tabela já definida, o treinador convocou Jason, o que fez com que o pavilhão enchesse, já que Jason era um dos rapazes mais populares na escola pelo seu feitio prestável e boa disposição constante. A quatro minutos do fim e com praticamente 20 pontos de avanço, o treinador fez entrar Jason, o que por si só criou entusiasmo na plateia. Depois de falhar os 2 primeiros lançamentos, Jason marcou 20 pontos em 3m, entre os quais seis lançamentos triplos, para delírio nas bancadas. Vejam o vídeo aqui e leiam a história aqui, se vos interessar.
Já se fala em filme da Disney (seria de esperar outra coisa?), mas Jason agora só diz que quer entrar na faculdade.
Friday, March 17, 2006
Um desafio é um desafio ( 3 )
Desafiado pela Papoila do orvalho para pirilampos vejo-me “obrigada” a participar numa espécie de “corrente de blogs”. Passo a explicar:«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
Eu já tinha colocado as minhas manias no comentário ao post do ryder, mas como um desafio é um desafio, perdoem-me o copy paste... mas tem de ser :P
1- não conseguir dormir com as orelhas destapadas.
2- posso andar descalça, mas sempre com meias, não suporto andar sem nada nos pés.
3- não gostar que toquem quando querem passar, basta pedirem "com licença"
4- chamar-me tocando com o "dedo indicador" no ombro ou no braço... as pessoas têm nome, usem-no.
5- deixar sempre qq coisa no prato, ou no copo, já conhecido pelo "sujo
Não me lembro de ninguém para desafiar... "sowy"
Thursday, March 16, 2006
Momento único...
Existem momentos na história de um país que têm o condão de mudar a vida de todos aqueles que tiveram a sorte ou o azar de os presenciar. No complexo mundo musical português, não foram muitos os momentos dessa importância. Talvez o aparecimento de António Variações, a Amália a actuar no Olympia, a tournée dos Madredeus pela Ásia sempre com lotações esgotadas e mais alguns momentos que agora não me recordo (não serão muitos, que o nosso mundo musical é algo limitado).
Mas há um momento inesquecível, daqueles que fica gravado na mente das pessoas como uma marca no lombo de uma vaca, que fica para a história como ficou o bigode do Hitler, que faz sentir uma necessidade de rir e chorar em simultâneo, devido à grandeza e importância do momento e aos sentimentos contraditórios que o mesmo provoca.
A importância, a complexidade, o espanto, a perplexidade, a quebra de tensão, no fundo a mistura de tudo isto provoca uma tal sensação de impotência que decidi, para não correr o risco de provocar a morte de um leitor mais desprevenido que abrisse o blog sem um aviso prévio, colocar a foto – é mais que uma foto, é um tratado! – alojada noutro ponto e deixar aqui apenas um link para ela.
Respirem fundo, sentem-se bem encostados para o caso do desmaio, arranjem um saco para enjoo para o caso de a emoção ser tão forte que vos altere o normal funcionamento do organismo, façam o que quiserem mas estejam preparados para algo… que não sei explicar.
Carreguem então aqui quando acharem que devem.
Com os devidos agradecimentos à Wendy que forneceu a foto. E não, não é uma montagem!
Wednesday, March 15, 2006
Um desafio é um desafio! (2)
Desafiado pela Papoila do Blog Orvalho para Pirilampos, vejo-me “obrigado” a participar numa espécie de “corrente de blogs”. Passo a explicar: «Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, blá, blá, blá (...)>> O resto já vocês sabem (ver post abaixo)...
Sem mais demoras (e desta vez a sério) cá vão elas:
1 - Ora, eu consigo ficar (e fico, ocasionalmente) sem pensar em nada durante vários minutos seguidos... Branca total! Barulho de árvore a cair na floresta quando não há ninguém a ouvir! Nirvana! Esse tipo de coisa. (Há quem diga que eu me devia dedicar a dar formação de Yoga porque este é suposto ser o objectivo último desse pessoal)...
Apesar de muitas vezes entrar neste estado de letargia involuntariamente, consigo fazê-lo sempre que quero. Acho que, para além de caso clínico, posso considerar isto uma mania uma vez que dou comigo a fazê-lo várias vezes.
2 - Quando ando de carro, uso o pisca até à exaustão. Quando digo até à exaustão é isso mesmo que quero dizer. No meu carro anterior "gastei" a manete do pisca tendo esta de ser substituída por uma nova...
3 - Quando me presto a uma actividade qualquer como por exemplo arrumar o quarto ou a sala, acabo invariavelmente por perder-me no meio daquilo que estou a arrumar (sejam livros, fotos ou outros objectos que não via há muito tempo) e acabo por deixar a arrumação propriamente dita para daí a uns dias...
4 - Quando estou a beber um sumo qualquer de que gosto (néctares e afins) tenho extremas dificuldades em parar. Seja do copo ou directamente da embalagem (que é para não dizer pacote). O único método para fazer uma embalagem durar mais tempo é ir enchendo um copo aos poucos, porque uma vez levado à boquinha só de lá sai quando acaba...
5 - Fazer apostas comigo mesmo quando vou a andar na rua. Coisas do tipo: "Aposto que daqui até aquele poste são menos de 30 passos" (é muito mau, eu sei)...
Não desafio ninguém para fazer isto uma vez que os 5 desafiados oficiais pelo The Live Parrot já o foram...
Tuesday, March 14, 2006
Um desafio é um desafio!
Desafiado pel’Apipocamaisdoce, vejo-me “obrigado” a participar numa espécie de “corrente de blogs”. Passo a explicar:
«Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.»
Cumpridas as formalidades, passemos às manias:
1 – Problema em estar só em determinadas situações. Tenho uma total incapacidade de ir ao cinema ou almoçar/jantar sozinho. Stresso, a comida nem me sabe bem e em 10m estou fora do restaurante. Já quanto ao cinema, recuso liminarmente sequer a hipótese.
2 – Adoro conduzir. Meto-me no carro e conduzo horas seguidas sem parar. Odeio parar a meio de viagens, só em caso de extrema necessidade (fisiológica ou por cansaço). Quando por algum motivo não estou bem, pego no carro e vou dar voltas só pelo prazer de conduzir. Certa vez, com uma disposição terrível, saí pela Ponte Vasco da Gama e fui pela A12 até Setúbal, só para voltar pela A2 e passar pela 25 de Abril.
3 – Sou péssimo para as compras. Para além de detestar idas prolongadas a centros comerciais, o meu método de compra é algo peculiar: não me demoro mais do que alguns segundos em cada loja, passando o olhar rapidamente pela roupa em exibição e, apenas se gostar logo à primeira de alguma coisa, compro imediatamente, mesmo que não seja a mais barata. Sou capaz de percorrer um Colombo inteiro à procura de um par de ténis, correr todas as lojas que tenham qualquer tipo de sapato e sair do Colombo de mãos a abanar passado apenas 15m. Já o oposto acontece em FNAC’s e áreas de música/DVD de supermercados, onde passo horas a vasculhar as promoções uma a uma.
4 – Guardar/ter coisas não muito comuns: Bilhetes (tenho de todos os tipos mas sempre de sítios onde estive, desde um bilhete de autocarro de Malta a um bilhete do Metro de Madrid – obrigado Princesa ;) -, bilhetes de cinema - todos, e pelo ritmo a que vou podem deduzir o tamanho da colecção -, bilhetes de jogos de futebol, bilhetes de concertos e qualquer outro evento a que vá, etc.) e Cachecóis de clubes/selecções de Futebol (se forem a um país qualquer falem comigo antes, vou-vos pedir um ou outro). Também faço questão de ter CD’s ou DVD’s originais, quando tenho a possibilidade de arranjar cópias facilmente.
5 - Apesar de saber da hipocrisia e dos “jogos de cintura” presentes na escolha dos premiados, não consigo desligar-me dos Óscares. Planeio a visualização dos filmes nomeados com cuidado, estudo os candidatos, faço a noitada para ver em directo, junto-me com um grupo de amigos “aficionados” (se for preciso até vou a Madrid para isso), fazemos apostas, vibramos com as justiças e as injustiças…
Não podendo desafiar os colegas papagaios pois são do mesmo blog (mas desafio-os a responder nos comments), desafio a participar nesta “corrente”:
Papoila do blog Orvalho Para Pirilampos
Morning Theft do blog Morning Theft
Wendy do blog Jellyfish Likes To Fly
Lobístico do blog 100 Sentimentos
NAM do blog NAM… Lixes
Para os mais distraídos...
Queria só aqui informar que o Inverno terminou oficialmente...
Isto porque, porra, já tinha saudades de não sentir frio de manhã!
Em cheio
“Good Night, and Good Luck” é o segundo filme de George Clooney enquanto realizador. E que segundo filme! Pegando na história de Edward R. Murrow, um jornalista da CBS - juntamente com o seu produtor Fred Friendly - que se atreveu a desafiar o senador McCarthy, senador esse que nos anos 50 resolveu encetar uma perseguição a tudo o que fosse, parecesse ser ou sequer soasse como comunista nos Estados Unidos, Clooney utiliza uma excelente fotografia a preto-e-branco para que possa intercalar imagens de arquivo com o seu filme sem que se note qualquer ruptura. David Strathairn, até aqui reduzido a papéis e/ou filmes secundários, dá uma lição de interpretação no papel do jornalista sério mas empenhado, que lhe valeu inclusivamente uma nomeação para o Óscar de Actor Principal. Curioso é também ver como um tema com 50 anos e que aparenta ser tão localizado no tempo consegue ao mesmo tempo ser tão actual.
Onde está a originalidade?
“North Country” é um daqueles filmes que parecem feitos por medida para uma candidatura a Óscar. Charlize Theron volta a mostrar capacidades e conseguiu mesmo nova nomeação, depois da vitória com “Monster”. Só que a temática do filme é bastante desinteressante, ou melhor, tem muito pouco de original. Baseado numa história verídica sobre o primeiro caso de assédio sexual a ser bem sucedido em tribunal, o filme retrata também a discriminação que as mulheres sofreram quando quiseram começar a trabalhar nas minas de carvão. Mas se a história em si não é marcante, pelo menos não pela originalidade, já as interpretações de Frances McDormand (brilhante!) e de Sean Bean merecem todos os elogios, para além da já falada Charlize Theron.
Monday, March 13, 2006
Objectivo... Superado?

Não podia deixar de assinalar o dia 13 de Março. Não por ser um feriado importante, mas porque hoje faz aproximadamente um mês em que não pego num cigarro. Tem sido complicado... e ainda não comecei a sentir as melhorias a nível de saúde. "Ficas com mais energia"... really? ainda não notei diferença. O que noto realmente é que como muito mais... e em termos monetários também fico com mais para gastar noutras coisas. Ainda tenho um longo caminho a percorrer... mas já passaram 28 dias... devia ser como os AA... do I get a medal?
Sunday, March 12, 2006
Madrid, Posters e Óscares
Tive oportunidade de ir passar uns diazitos a Madrid, juntamente com a habitual “trupe dos Óscares” (com mais de 10 anos de história), que é composta por: Príncipe, Princesa, Menina, Sôtor e eu próprio (se bem que o Sôtor é mais conhecido pelo seu roncar constante ao longo da cerimónia). Para além deste grupo, pudemos também contar com a participação especial d’Apipocamaisdoce, doravante tratada por Pipoca. Foram excelentes dias, bem divertidos, em que tive oportunidade de conhecer a capital dos “nuestros hermanos” (com quem admito que não vou muito à bola). Para aqueles que possam lá ir, recomendo um passeio pela Gran Via, a visita ao Museu do Prado, as Praças de Espanha, de Colombo (ou Cólon, como lhe chamam por aquelas bandas – onde está a maior bandeira de Espanha), Cibeles (conhecida por ser onde o Real Madrid comemora as suas vitórias) e tantas outras. O Palácio Real, o Santiago Bernabeu, o Retiro (um parque que bem falta fazia em Lisboa), a Puerta del Sol com o famoso Km 0 (ver foto) e outras coisas que agora não me lembro :P.
Em todo o caso tenho de reconhecer que, se a viagem foi excelente pela companhia e pelo divertimento, Madrid não é uma cidade que me tenha deixado com vontade de lá voltar, pelo menos nos tempos imediatos. Não sei o quê, mas falta ali qualquer coisa. Independentemente disso, os meus agradecimentos especiais à Pipoca e à Princesa, por terem posto a casa à nossa disposição, ao Príncipe por todo o seu empenhamento neste encontro em Madrid e pela oferta do quarto do Hotel para podermos todos ver os Óscares, e a todos em geral pelos momentos de enorme boa disposição que fazem ansiar pela próxima viagem (Barcelona here we go?).
Para finalizar, queria mencionar uma loja escondida que descobrimos em Madrid e que, felizmente, não há igual em Lisboa pois certamente eu gastaria boa parte do meu ordenado lá. É uma loja de Posters (de cinema, música, quadros famosos, etc.) de seu nome “Arte-Cine XXI” e que fica junto à Plaza de España. Vejam o site aqui. Deixo também aqui os que comprei desta vez.





Já quanto aos Óscares, devo dizer antes de mais que adorei a apresentação de Jon Stewart. Não poupou ninguém, nem mesmo a Igreja da Cientologia, um dos lobbies mais poderosos de Hollywood. Falando dos prémios em si, houve muita justiça (não tem sido normal) e surpresas (justas e injustas). Começando pelas justiças: Philip Seymour Hoffman e George Clooney, actor principal e secundário, “Crash”, melhor filme e “Brokeback Mountain” pela banda sonora, foram claramente os prémios mais justos da noite, embora no caso do melhor filme tenha sido uma surpresa. Surpresa foram também os Óscares de melhor música para “It’s hard out there for a pimp” e de Melhor Actriz para Reese Witherspoon, mas neste caso foram, na minha opinião, surpresas pela negativa pois seria mais justa a entrega a “In the deep” e a Felicity Huffman (ambos do filme “Transamerica”), respectivamente, principalmente no caso desta ultima, com uma interpretação digna de todos os elogios.
Não tão surpreendente foi a escolha de Rachel Weisz como melhor Actriz Secundária, embora a minha escolha fosse claramente para Frances McDormand por um papel genial em “North Country” (de que falarei num post posterior). Já a entrega do Óscar para melhor realizador a Ang Lee, por “Brokeback Mountain”, soou a prémio de consolação para aquele que era um dos grandes favoritos e que saiu pouco premiado. Uma palavra de simpatia para o genial “La Marche de l’Empereur” que venceu o prémio de melhor documentário e para “King Kong” que dominou nos Óscares técnicos.
Para fechar este (já longo) post, e apesar de habitualmente não pensar muito nas nomeações, pois para isso precisava de ver muito mais filmes, acho que dois filmes foram menosprezados pela Academia: “Match Point” e principalmente “Jarhead”, que bem merecia umas nomeações, como Fotografia, Melhor Actor (para Jake Gyllenhaal) e quem sabe mesmo Realização.
Saturday, March 11, 2006
Ele ou ela

Se “Capote” me desiludiu por ser um filme vulgar, valendo apenas pela interpretação de Philip Seymour Hoffman, já “Transamerica”, do qual não esperava que fosse mais que uma justificação para uma candidatura a Óscar por parte de Felicity Huffman, tem um argumento sólido e interessante. Para além disso, gostei também particularmente de ver Kevin Zegers no papel do filho dela/dele.
Lamento a injustiça de Reese Witherspoon ter ganho o Óscar (não que ache que a interpretação não é boa), depois de ver a capacidade de transformação demonstrada por Huffman, mais habituada ao meio teatral e que só ganhou notoriedade depois de entrar em “Desperate Housewives”.
Um filme que alterna de forma feliz momentos de comédia com drama, sem nunca cansar o espectador. Mais um a ver.
Uma capotada…

Escrevo este post após a realização dos Óscares, mas a minha opinião não mudou. Quanto muito, a cerimonia veio confirmar aquilo que pensava. “Capote” é o relato de uma parte importante da vida do escritor Truman Capote, magistralmente interpretado por Philip Seymour Hoffman (justíssima, a atribuição do Óscar de Melhor Actor), nomeadamente acompanhando-o desde que toma conhecimento do assassinato de quatro pessoas algures no Kansas até que termina aquela que seria a sua última obra: “In Cold Blood”, e em particular a relação que ele desenvolve com um dos assassinos. O problema deste filme é o pouco interesse que o tema em si consegue despertar, estando muito abaixo do que a interpretação merecia. Um filme menor com uma interpretação maior.
Wednesday, March 08, 2006
Dia da Mulher
Não podia deixar de assinalar que hoje é o dia da mulher! Ao passar no Saldanha, fui abordada pela Associação Portuguesa de Endometriose... Endo quê certo?, parece que esse tb é o lema desta associação, o site deles está aqui. Basicamente são as dores associadas à menstruação, acho que todas sabemos o que é... mas pelos vistos existem casos gravíssimos associados a esta doença. Já fiz o meu papel de passar a informação... visto que estavam a dar bolo e tudo.
Os sintomas mais comuns da endometriose incluem:
Dor e / ou períodos abundantes
Dor durante as relações sexuais
Dor a urinar (especialmente quando está com o período)
Infertilidade
Fadiga
Feliz dia da Mulher !
Friday, March 03, 2006
A controvérsia rende... Ou será vende?

Nesta minha corrida contra o tempo motivada pelos Óscares, foi “Brokeback Mountain” o filme que se seguiu. Ora, não tirando o devido mérito às qualidades deste filme – e são várias, como as interpretações de Jake Gyllenhaal e principalmente de Heath Ledger (brilhante na demonstração de uma grande divisão interior sobre o que lhe vai acontecendo), a bela história de um amor difícil de aceitar pelos intervenientes e quem os rodeia, as magnificas paisagens de Brokeback Mountain ou a forma como Ang Lee (de regresso ao seu registo habitual depois de um surpreendente "Hulk") captura todo um misto de angústia e crueza nos dois protagonistas -, penso que é um filme sobrevalorizado, com todo um hype que se gerou à volta dele, certamente pela controvérsia do tema central.
A sensação que me ficou foi de um filme sempre perto de se tornar genial, mas sem nunca chegar lá.
A linha da Vida

“Walk The Line” é o biopic sobre uma parte da vida de Johnny Cash, acompanhando em particular alguns eventos marcantes e a sua relação “complicada” com a cantora June Carter. Um filme um pouco à imagem de “Ray”, mas que, se compararmos os dois, “Ray” terá mais qualidade cinematográfica, digamos assim, ou seja, melhor realização, melhor fotografia, mas “Walk The Line” tem mais alma, mais sentimento, não soando tanto a documentário. Gostei particularmente das interpretações de Joaquin Phoenix e de Reese Witherspoon, que inclusivamente se submeteram a treino intensivo para que pudessem ser eles mesmo a cantar no filme. Recomendo a quem goste de música, pelo interesse documental, e a quem goste de uma história de amor com altos e baixos – não são todas? -, mas belíssima.
Racistas? Quem, nós...?

Com as nomeações para os Óscares, tive a sorte de ver este filme reposto nas salas, eu que o tinha perdido na primeira exibição.
Aparentemente, está na moda fazer filmes com base em várias histórias que se cruzam no final, todas sobre o mesmo tema. A diferença surge no resultado final. “Crash” é um autêntico tratado sobre racismo, passado em Los Angeles, e que conta no elenco com uma enorme lista de celebridades que quiseram juntar o seu nome quando leram o argumento, nem que fosse para aparecer em papéis mais secundários. Aliás, é difícil dizer que determinado actor neste filme é um actor principal, pois o que é relevado aqui é mesmo o argumento. Curiosamente, e ao contrário do que é habitual, Paul Haggis não se limita aqui a expor o habitual branco vs. preto, mas sim várias formas do mesmo, incluindo as que surgiram na América no pós 11 de Setembro, nomeadamente contra muçulmanos. A ver e a aprender, por todos.
The oil business

Para quem viu “Traffic”, “Syriana” não será uma surpresa. Poderá até soar a imitação fraquinha. Mas não deixa de ser um bom filme, este intercalar de histórias ligadas ao Petróleo e à forma como o Médio-Oriente é explorado em função dos nossos interesses. Com boas interpretações all-around e com um argumento interessante mas algo difícil de digerir, “Syriana” é um filme razoável com Stephen Gaghan na realização, ele que já tinha sido o argumentista em “Traffic” e que acumula também essa função aqui. Espero um próximo filme do mesmo, embora não com tanto entusiasmo como um próximo argumento. Destaco também as interpretações sólidas de todos, desde os mais conhecidos George Clooney e Matt Damon a Alexander Siddig e Chris Cooper, habituais secundários.
Thursday, March 02, 2006
Saturday, February 25, 2006
Munich

De vez em quando surge um filme que é mais do que o contar de uma história. Foi esse o caso com “Jarhead” e é esse o caso de “Munich”, do sempre brilhante Steven Spielberg, que pretende relatar uma parte do que aconteceu no pós-atentado dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Nomeadamente, da retaliação levada a cabo pela Mossad. Não vou adiantar muito sobre a história, como habitualmente, mas apenas realçar a fotografia do habitual (e genial) director de fotografia de Spielberg, Janusz Kaminski, assim como as interpretações de Eric Bana e de Mathieu Kassovitz. Pode-se argumentar que a história é um pouco tendenciosa – no sentido em que relata apenas um lado (e realmente é esse o caso) mas isso não retira mérito ao filme (pois não whatever?). E Spielberg continua a aumentar o seu repertório de géneros, mantendo sempre a grande capacidade de contador de histórias.
Para quê... então?
Ontem fui finalmente ver o tão badalado "Brokeback Mountain". Deixo os comentários para o ryder que ele é que gosta de fazer isso... :) Comento apenas o tipo de público que estava comigo na sala. Sabendo à partida sobre o que trata o filme parto do príncipio que só lá vai quem quer... Ora em certas cenas do filme, tínhamos mais risos e piadas ditas em voz alta do que me lembro de ter visto em qq bom filme de comédia... Se é para isso... então pq é que gastam dinheiro para ir ver o filme ao cinema... pq não alugá-lo? ou esperar pela estreia na televisão?
Uma das piadas proferidas foi qq coisa como..."Isto já parece a casa pia"... este senhor não estava a ver o mesmo filme que eu... mais um ignorante que acha que pedófilia é sinónimo de homossexualidade. Se choca assim tanto estes conservadores tacanhos para quê ver o filme? servem-se da desculpa dos óscares para poderem satisfazer a sua curiosidade e depois disfarçar com risos e piadas... que nem fazem sentido???? enfim...
Friday, February 24, 2006
(Algumas) cenas que nunca hei-de esquecer por mais anos que viva...
- O "E.T." visto pela primeira vez no cinema;
- A expressão facial da minha mãe ao dar-me um presente (um boneco de corda) num dia daqueles em que nada o fazia prever (tinha eu 3 ou 4 anos);
- Um corte feito pelo Luisinho (antigo defesa central do Sporting) a uma bola pingada num jogo contra o Nápoles para a Taça UEFA;
- O sabor do Fizz de Limão;
- O meu dedo anelar da mão esquerda a ser partido por uma bola chutada por cima da baliza pelo Dimas, no Estádio José Gomes, quando este ainda estava no Estrela;
- A praia de Palolem e o cheiro de Bombaim, na Índia;
- Um golo do Juskowiak, de pontapé de bicicleta, contra o Boavista em Alvalade, para a Taça de Portugal, visto no melhor ângulo possível, por trás da baliza;
- O momento em que, durante o percurso de comboio no túnel do Rossio, ouvi Pixies pela primeira vez (o "Levitate me", numa cassete gravada já não sei por quem);
- Uma bola preta enfiada seca às 4 tabelas numa daquelas sessões de "quem-perde-paga" da altura do Secundário;
- O cenário habitual da Rua Dona Estefânia preenchido pela queda de flocos de neve;
- A passagem de ano 2003-2004 e o que dela floresceu;
- O momento em que o meu pai me levou para a parte de cima da casa, na aldeia dos meus avós, numa noite de verão em que houve um corte geral de electricidade e estava tudo mergulhado num breu imenso, para eu perceber que afinal existem mais estrelas no céu do que aquelas que normalmente se vêem.
- A primeira bezana que o meu irmão apanhou comigo;
- O pensamento totalmente imbecil e imaturo que tive no momento em que fumei uma ganza pela primeira vez com 14 ou 15 anos (qualquer coisa do género: "Fixe! Estou-me a drogar!").
- Um golo que marquei com o peito numa aula de Educação Física no Secundário;
- Um jogo para a Taça do Rei em que o Barcelona recupera de um 0-3 e de um 1-4 para ganhar 5-4 e o golo que o Figo marcou nesse jogo (contra o Atlético de Madrid);
- O desembrulhar de um presente de Natal e constatar que era um "ZX Spectrum 48K";
- O momento em que percebi o que raio era essa tal de masturbação;
- O momento em que recebi a minha primeira negativa ("Não satisfaz" a História);
- Aquele anúncio do "Coelhinho que foi com o Pai Natal e o Palhaço no comboio ao circo" (que por acaso me enviaram por mail há pouco tempo);
- O momento em que, durante uma sessão de estudo nas vésperas de um teste qualquer do Secundário, o conceito matemático de derivada fez sentido;
- Um jogo de Snooker em que não dei ao Rocha oportunidade de jogar (esse gajo sempre fez sobressair o melhor jogador que havia em mim);
- O momento em que me dei conta, cerca de um ano depois de começar a tocar guitarra, que já conseguia fazer um acorde de barra soar bem;
- O momento em que olhei em volta, depois de subir as escadinhas do metro, vindo directamente do aeroporto de Heathrow, e saí em pleno Trafalgar Square na primeira (e única) vez que estive em Londres;
- Uma noite de Natal em que teimei em não sair de ao pé da árvore de Natal para conseguir ver o Pai Natal e, no momento em que volto depois de uma ida rápida à casa de banho, ver as prendas todas e o resto da família a dizer qualquer coisa como: "Que azar, ele veio, deixou aqui isto e saiu mesmo agora porque disse estava cheio de pressa...";
- O momento em que percebi porque é que raio não caímos quando o planeta Terra está "ao contrário";
- A sensação de deitar-me em cima de uma rocha quente depois de um banho frio de rio;
- O dia 11 de Janeiro de 2004;
- O sabor do bagaço (apesar de não o provar há cerca de 15 anos pelos piores motivos);
- A música do genérico do "Cão vagabundo" (essa série mítica);
- A música de Clã "Problema de expressão" ouvida, certa noite, no rádio do meu carro;
- O meu ex-Fiat Panda a arder;
- O 3º dia dos 3 concertos seguidos que os Radiohead deram no Garage para promover o ainda não lançado "Ok Computer" e constatar que o Thom Yorke fez em palco uma referência a algo que eu lhe havia dito na véspera;
- Uma certa tarde a apanhar cerejas na aldeia dos meus avós;
- O "Lightning Crashes" cantado pelo meu irmão e pela Catarina Pedra numa certa noite, na Costa da Caparica;
- O golo do Rogério na final da Taça UEFA 2004/2005;
- Um casaco que a minha mãe me comprou quando tinha 16 ou 17 anos e que perdi passada nem meia hora;
- O World Trade Center a desabar ao vivo e a cores;
- O momento em que, por acaso, calhou estar a ver televisão e começou o primeiro episódio da "Galáctica";
- O final dum concerto de Betty Carter que apanhei à noite no Canal 2, há uns anos;
- Peta Zetas!
- O momento em que entrei no Alvalade XXI pela primeira vez (quando o relvado ainda estava a ser colocado);
- O dia em que me ensinaram a escala pentatónica numa guitarra;
- A exibição do Zidane contra Portugal na meia-final do Euro 2000;
- Um episódio em particular do Verão Azul em que os gajos se perdem para lá numas grutas quaisquer;
- O dia em que consegui finalmente fazer um duplo mortal em mini-trampolim;
- A primeira vez que fui ao planetário;
- O dia em que, no 5º ou 6º ano, ouvi falar pela primeira vez em números negativos;
- O dia em que uma alforreca veio contra a minha cara enquando nadava, num dos muitos (excelentes) dias passados em família na praia da Parede quando era criança;
- O nome da esmagadora maioria das personagens d' "Os Simpsons";
- O canto do Apolo (um canário que eu tive um dia);
- O dia 5 de Maio de 2005.
Digo por aí...

Se “The Family Stone” era um filme de domingo mas bom, este “Rumor Has It” não passa de um filme razoável, com alguns bons momentos de comédia. Jennifer Aniston confirma ser mais que uma cara bonita, Shirley MacLaine continua em grande forma, mas é Mark Ruffalo que está impagável no papel de namorado/noivo de Aniston. Rob Reiner (quem não se lembra do Michael – ou Meathead - de “All In The Family”?) já realizou de tudo um pouco (de “Misery” a “When Harry Met Sally” - mais um personal favorite -, de “Stand By Me” a “This Is Spinal Tap”) e aqui tem uma comédia levezinha, mas sem brilho. Esperem pela estreia em televisão.
Wednesday, February 22, 2006
Bem...

You could have been an intellectual leader...
Instead, your whole life is an homage to beer
You will be remembered for: your beautiful singing voice and your burps
Your life philosophy: "There's nothing like beer to give you that inflated sense of self-esteem."








