Thursday, November 30, 2006

Coisas

Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria

Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi

Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós

São coisas
São só coisas

Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós

São coisas
São só coisas

Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver

(Manuel Cruz)

Monday, November 27, 2006

"Do I look like I give a damn?"


Ele está de volta! Depois de muita polémica à volta da escolha de Daniel Craig, com críticas a torto e a direito ainda antes de ele começar sequer a filmar (tenho de admitir que eu próprio não estava muito convencido), finalmente chegou o novo Bond: "Casino Royale". E começando pelo tema polémico, convém dizer que Craig é convincente, bastante convincente (gostaram do toque?) como Bond. Com uma postura mais crua, mais agressiva que Pierce Brosnan, menos convencida (apetecia-me dizer cocky) que Roger Moore e bem mais convincente que Timothy Dalton (não vou falar de George Lazenby, que é cruelmente apontado como o pior mas apenas fez um filme), Craig está próximo do registo de Sean Connery, tanto em capacidade de interpretação como na imagem de Bond que encarna. Mas o certo é que também ainda ele ainda só fez um filme, por isso é ainda cedo para avançar que é já o melhor Bond desde Connery, ou que é melhor ainda, como já li nalguns textos. Vamos dar-lhe tempo...
Para além disso, também o argumento (trabalhado por Paul Haggis, de "Million Dollar Baby" e "Crash") é bastante superior (o que ajuda o trabalho de Craig) a qualquer um dos interpretados por Brosnan, pois (coincidência?) vem de um dos livros originais de Ian Fleming, neste caso o primeiro (e o único que faltava), aquele que relata a chegada de Bond a agente "double O" e a sua missão de estreia enquanto tal. Temos aqui menos explosões desmedidas, menos milagres feitos por aquele que é suposto ser apenas uma pessoa, no fundo um aproximar à realidade mais patente nos primeiros filmes, sem perder claro o espírito do agente secreto que faz as coisas mais incríveis sem perder a compostura. Basta ver a boa percentagem do filme que é filmada numa mesa de poker e os jogos psicológicos aí feitos para perceber que este não é um filme feito de tanques a percorrer ruas da cidade... Palavra de elogio ainda para a Bondgirl de serviço, Eva Green está óptima como Vesper Lynd (adoro estes nomes das Bondgirls). E para os pequenos momentos que mostram como é que os tiques de Bond aparecem.
Depois de alguns anos a perder o gosto por ver um filme do 007, gosto esse que vinha de há muito tempo (vi-os todos), estou agora ansioso por ver o próximo, esperando que mantenha toda a aura deste "Casino Royale", a profundidade do argumento e que Craig mostre ser, pelo menos, o segundo melhor Bond (tenho uma certa simpatia por Sir Sean Connery).

Wednesday, November 15, 2006

Haverá Óscar?


Eu prevejo pelo menos umas nomeações para "The Departed", em particular nas categorias de interpretação. Se é verdade que o argumento é bom e se é verdade que a realização de Martin Scorsese é consistente e trabalhada (será desta que vem o Óscar?), este é claramente um "filme de actores", com especial destaque para Leonardo DiCaprio (no seu melhor papel até ao momento?), Matt Damon, Jack Nicholson (é impressionante como as suas interpretações são sempre tão próximas umas das outras mas sem perder a genialidade), Mark Wahlberg (num grande papel, com diálogos de mestre que me lembram diálogos com alguns amigos), Martin Sheen e Alec Baldwin (que me surpreendeu). Uma palavra ainda para os belos e expressivos olhos de Vera Farmiga, que vi pela primeira vez num papel de destaque e que justifica a atribuição do mesmo.
O filme retrata a "guerra" entre a polícia de Boston (dirigida por Sheen) e um grupo de mafiosos irlandeses (dirigidos por Nicholson), e fá-lo de uma forma crua, sem rodeios, assim muito "in your face", que poderá incomodar alguns ou passar ao lado de outros (na fila atrás da minha estava um grupo que passou o filme todo a rir, o que atendendo ao tema...), incluindo todos os jogos de poder entre as duas partes, entre estas e a "concorrência" (outros grupos mafiosos por um lado e outras agências como o FBI por outro) ou agentes infiltrados. Um filme a ver.

Tuesday, November 14, 2006

Exemplo



O anúncio pode ser com futebolistas, mas o sentimento deve ser universal.

Monday, November 13, 2006

Ontem, hoje e amanhã...


Não, não é uma montagem...
Juro!! Juro que não é montagem!!
Sim, é mesmo ele...
Sim, está mesmo com uma t-shirt dos Nirvana, o que só o vem engrandecer ainda mais...
Sim, tocou o "Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti"...

Estive ontem na Arruda dos Vinhos, na 9ª Festa da Vinha e do Vinho, e tive (finalmente, tantos anos depois) a oportunidade de o ouvir. E ele é grande! Confirma-se, o mito está vivo!
Numa sucessão de êxitos, cantados entusiasmadamente por um público vibrante e conhecedor, José Cid (e a sua banda da qual faz parte o também mítico Mike Seargent) animou a noite (sintam o entusiasmo na foto aqui ao lado) e demonstrou que está de volta aos grande momentos. Um concerto que todos devem ver e ouvir!!

Monday, November 06, 2006

Parabéns

Obrigado Sir Alex Ferguson (e parabéns):
- Por 20 anos de sucessos;
- Pelos 35 títulos conquistados neste periodo;
- Por aquela que foi votada como a mais emocionante de todas as finais da Liga dos Campeões, um dos jogos mais inesquecíveis que vi;
- Pelo Rooney e a sua entrega, pelo Cristiano Ronaldo e a sua magia, pelo Scholes e o seu pontapé, pelo Rio Ferdinand e a sua classe, pelo Solskjaer e o seu oportunismo, pelo Giggs e o seu repentismo, pelo Schmeichel e a sua elasticidade, pelo Roy Keane e a sua alma, pelo Beckham e os seus cruzamentos, pelo Andy Cole e o Dwight Yorke (sempre juntos), pelo Gary Neville, pelo Dennis Irwin, pelo Paul Ince, pelo Kanchelskis, pelo Sheringham, pelo Steve Bruce, pelo Gary Pallister, pelo ....

- E, acima de tudo, obrigado pelo "Rei" Cantona!