
Nesta minha corrida contra o tempo motivada pelos Óscares, foi “Brokeback Mountain” o filme que se seguiu. Ora, não tirando o devido mérito às qualidades deste filme – e são várias, como as interpretações de Jake Gyllenhaal e principalmente de Heath Ledger (brilhante na demonstração de uma grande divisão interior sobre o que lhe vai acontecendo), a bela história de um amor difícil de aceitar pelos intervenientes e quem os rodeia, as magnificas paisagens de Brokeback Mountain ou a forma como Ang Lee (de regresso ao seu registo habitual depois de um surpreendente "Hulk") captura todo um misto de angústia e crueza nos dois protagonistas -, penso que é um filme sobrevalorizado, com todo um hype que se gerou à volta dele, certamente pela controvérsia do tema central.
A sensação que me ficou foi de um filme sempre perto de se tornar genial, mas sem nunca chegar lá.
Friday, March 03, 2006
A controvérsia rende... Ou será vende?
A linha da Vida

“Walk The Line” é o biopic sobre uma parte da vida de Johnny Cash, acompanhando em particular alguns eventos marcantes e a sua relação “complicada” com a cantora June Carter. Um filme um pouco à imagem de “Ray”, mas que, se compararmos os dois, “Ray” terá mais qualidade cinematográfica, digamos assim, ou seja, melhor realização, melhor fotografia, mas “Walk The Line” tem mais alma, mais sentimento, não soando tanto a documentário. Gostei particularmente das interpretações de Joaquin Phoenix e de Reese Witherspoon, que inclusivamente se submeteram a treino intensivo para que pudessem ser eles mesmo a cantar no filme. Recomendo a quem goste de música, pelo interesse documental, e a quem goste de uma história de amor com altos e baixos – não são todas? -, mas belíssima.
Racistas? Quem, nós...?

Com as nomeações para os Óscares, tive a sorte de ver este filme reposto nas salas, eu que o tinha perdido na primeira exibição.
Aparentemente, está na moda fazer filmes com base em várias histórias que se cruzam no final, todas sobre o mesmo tema. A diferença surge no resultado final. “Crash” é um autêntico tratado sobre racismo, passado em Los Angeles, e que conta no elenco com uma enorme lista de celebridades que quiseram juntar o seu nome quando leram o argumento, nem que fosse para aparecer em papéis mais secundários. Aliás, é difícil dizer que determinado actor neste filme é um actor principal, pois o que é relevado aqui é mesmo o argumento. Curiosamente, e ao contrário do que é habitual, Paul Haggis não se limita aqui a expor o habitual branco vs. preto, mas sim várias formas do mesmo, incluindo as que surgiram na América no pós 11 de Setembro, nomeadamente contra muçulmanos. A ver e a aprender, por todos.
The oil business

Para quem viu “Traffic”, “Syriana” não será uma surpresa. Poderá até soar a imitação fraquinha. Mas não deixa de ser um bom filme, este intercalar de histórias ligadas ao Petróleo e à forma como o Médio-Oriente é explorado em função dos nossos interesses. Com boas interpretações all-around e com um argumento interessante mas algo difícil de digerir, “Syriana” é um filme razoável com Stephen Gaghan na realização, ele que já tinha sido o argumentista em “Traffic” e que acumula também essa função aqui. Espero um próximo filme do mesmo, embora não com tanto entusiasmo como um próximo argumento. Destaco também as interpretações sólidas de todos, desde os mais conhecidos George Clooney e Matt Damon a Alexander Siddig e Chris Cooper, habituais secundários.
Thursday, March 02, 2006
Saturday, February 25, 2006
Munich

De vez em quando surge um filme que é mais do que o contar de uma história. Foi esse o caso com “Jarhead” e é esse o caso de “Munich”, do sempre brilhante Steven Spielberg, que pretende relatar uma parte do que aconteceu no pós-atentado dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Nomeadamente, da retaliação levada a cabo pela Mossad. Não vou adiantar muito sobre a história, como habitualmente, mas apenas realçar a fotografia do habitual (e genial) director de fotografia de Spielberg, Janusz Kaminski, assim como as interpretações de Eric Bana e de Mathieu Kassovitz. Pode-se argumentar que a história é um pouco tendenciosa – no sentido em que relata apenas um lado (e realmente é esse o caso) mas isso não retira mérito ao filme (pois não whatever?). E Spielberg continua a aumentar o seu repertório de géneros, mantendo sempre a grande capacidade de contador de histórias.
Para quê... então?
Ontem fui finalmente ver o tão badalado "Brokeback Mountain". Deixo os comentários para o ryder que ele é que gosta de fazer isso... :) Comento apenas o tipo de público que estava comigo na sala. Sabendo à partida sobre o que trata o filme parto do príncipio que só lá vai quem quer... Ora em certas cenas do filme, tínhamos mais risos e piadas ditas em voz alta do que me lembro de ter visto em qq bom filme de comédia... Se é para isso... então pq é que gastam dinheiro para ir ver o filme ao cinema... pq não alugá-lo? ou esperar pela estreia na televisão?
Uma das piadas proferidas foi qq coisa como..."Isto já parece a casa pia"... este senhor não estava a ver o mesmo filme que eu... mais um ignorante que acha que pedófilia é sinónimo de homossexualidade. Se choca assim tanto estes conservadores tacanhos para quê ver o filme? servem-se da desculpa dos óscares para poderem satisfazer a sua curiosidade e depois disfarçar com risos e piadas... que nem fazem sentido???? enfim...
Friday, February 24, 2006
(Algumas) cenas que nunca hei-de esquecer por mais anos que viva...
- O "E.T." visto pela primeira vez no cinema;
- A expressão facial da minha mãe ao dar-me um presente (um boneco de corda) num dia daqueles em que nada o fazia prever (tinha eu 3 ou 4 anos);
- Um corte feito pelo Luisinho (antigo defesa central do Sporting) a uma bola pingada num jogo contra o Nápoles para a Taça UEFA;
- O sabor do Fizz de Limão;
- O meu dedo anelar da mão esquerda a ser partido por uma bola chutada por cima da baliza pelo Dimas, no Estádio José Gomes, quando este ainda estava no Estrela;
- A praia de Palolem e o cheiro de Bombaim, na Índia;
- Um golo do Juskowiak, de pontapé de bicicleta, contra o Boavista em Alvalade, para a Taça de Portugal, visto no melhor ângulo possível, por trás da baliza;
- O momento em que, durante o percurso de comboio no túnel do Rossio, ouvi Pixies pela primeira vez (o "Levitate me", numa cassete gravada já não sei por quem);
- Uma bola preta enfiada seca às 4 tabelas numa daquelas sessões de "quem-perde-paga" da altura do Secundário;
- O cenário habitual da Rua Dona Estefânia preenchido pela queda de flocos de neve;
- A passagem de ano 2003-2004 e o que dela floresceu;
- O momento em que o meu pai me levou para a parte de cima da casa, na aldeia dos meus avós, numa noite de verão em que houve um corte geral de electricidade e estava tudo mergulhado num breu imenso, para eu perceber que afinal existem mais estrelas no céu do que aquelas que normalmente se vêem.
- A primeira bezana que o meu irmão apanhou comigo;
- O pensamento totalmente imbecil e imaturo que tive no momento em que fumei uma ganza pela primeira vez com 14 ou 15 anos (qualquer coisa do género: "Fixe! Estou-me a drogar!").
- Um golo que marquei com o peito numa aula de Educação Física no Secundário;
- Um jogo para a Taça do Rei em que o Barcelona recupera de um 0-3 e de um 1-4 para ganhar 5-4 e o golo que o Figo marcou nesse jogo (contra o Atlético de Madrid);
- O desembrulhar de um presente de Natal e constatar que era um "ZX Spectrum 48K";
- O momento em que percebi o que raio era essa tal de masturbação;
- O momento em que recebi a minha primeira negativa ("Não satisfaz" a História);
- Aquele anúncio do "Coelhinho que foi com o Pai Natal e o Palhaço no comboio ao circo" (que por acaso me enviaram por mail há pouco tempo);
- O momento em que, durante uma sessão de estudo nas vésperas de um teste qualquer do Secundário, o conceito matemático de derivada fez sentido;
- Um jogo de Snooker em que não dei ao Rocha oportunidade de jogar (esse gajo sempre fez sobressair o melhor jogador que havia em mim);
- O momento em que me dei conta, cerca de um ano depois de começar a tocar guitarra, que já conseguia fazer um acorde de barra soar bem;
- O momento em que olhei em volta, depois de subir as escadinhas do metro, vindo directamente do aeroporto de Heathrow, e saí em pleno Trafalgar Square na primeira (e única) vez que estive em Londres;
- Uma noite de Natal em que teimei em não sair de ao pé da árvore de Natal para conseguir ver o Pai Natal e, no momento em que volto depois de uma ida rápida à casa de banho, ver as prendas todas e o resto da família a dizer qualquer coisa como: "Que azar, ele veio, deixou aqui isto e saiu mesmo agora porque disse estava cheio de pressa...";
- O momento em que percebi porque é que raio não caímos quando o planeta Terra está "ao contrário";
- A sensação de deitar-me em cima de uma rocha quente depois de um banho frio de rio;
- O dia 11 de Janeiro de 2004;
- O sabor do bagaço (apesar de não o provar há cerca de 15 anos pelos piores motivos);
- A música do genérico do "Cão vagabundo" (essa série mítica);
- A música de Clã "Problema de expressão" ouvida, certa noite, no rádio do meu carro;
- O meu ex-Fiat Panda a arder;
- O 3º dia dos 3 concertos seguidos que os Radiohead deram no Garage para promover o ainda não lançado "Ok Computer" e constatar que o Thom Yorke fez em palco uma referência a algo que eu lhe havia dito na véspera;
- Uma certa tarde a apanhar cerejas na aldeia dos meus avós;
- O "Lightning Crashes" cantado pelo meu irmão e pela Catarina Pedra numa certa noite, na Costa da Caparica;
- O golo do Rogério na final da Taça UEFA 2004/2005;
- Um casaco que a minha mãe me comprou quando tinha 16 ou 17 anos e que perdi passada nem meia hora;
- O World Trade Center a desabar ao vivo e a cores;
- O momento em que, por acaso, calhou estar a ver televisão e começou o primeiro episódio da "Galáctica";
- O final dum concerto de Betty Carter que apanhei à noite no Canal 2, há uns anos;
- Peta Zetas!
- O momento em que entrei no Alvalade XXI pela primeira vez (quando o relvado ainda estava a ser colocado);
- O dia em que me ensinaram a escala pentatónica numa guitarra;
- A exibição do Zidane contra Portugal na meia-final do Euro 2000;
- Um episódio em particular do Verão Azul em que os gajos se perdem para lá numas grutas quaisquer;
- O dia em que consegui finalmente fazer um duplo mortal em mini-trampolim;
- A primeira vez que fui ao planetário;
- O dia em que, no 5º ou 6º ano, ouvi falar pela primeira vez em números negativos;
- O dia em que uma alforreca veio contra a minha cara enquando nadava, num dos muitos (excelentes) dias passados em família na praia da Parede quando era criança;
- O nome da esmagadora maioria das personagens d' "Os Simpsons";
- O canto do Apolo (um canário que eu tive um dia);
- O dia 5 de Maio de 2005.
Digo por aí...

Se “The Family Stone” era um filme de domingo mas bom, este “Rumor Has It” não passa de um filme razoável, com alguns bons momentos de comédia. Jennifer Aniston confirma ser mais que uma cara bonita, Shirley MacLaine continua em grande forma, mas é Mark Ruffalo que está impagável no papel de namorado/noivo de Aniston. Rob Reiner (quem não se lembra do Michael – ou Meathead - de “All In The Family”?) já realizou de tudo um pouco (de “Misery” a “When Harry Met Sally” - mais um personal favorite -, de “Stand By Me” a “This Is Spinal Tap”) e aqui tem uma comédia levezinha, mas sem brilho. Esperem pela estreia em televisão.
Wednesday, February 22, 2006
Bem...

You could have been an intellectual leader...
Instead, your whole life is an homage to beer
You will be remembered for: your beautiful singing voice and your burps
Your life philosophy: "There's nothing like beer to give you that inflated sense of self-esteem."
Tal como ao colega papagaio bU:
Tuesday, February 21, 2006
Sobre a Dinamarca
Por muito que eu entenda (e até concorde com) o ponto de vista que o MST pretende transmitir no seu texto, é de lamentar que se baseie em princípios errados. Isto porque a Dinamarca não é de todo “uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, (…) acolhe os exilados, (…)”. O actual governo dinamarquês depende (entre outros) de um partido de direita, o DVP, que apelida o Islão de “Cancro” e de movimento terrorista, tendo o líder deste partido dito em várias entrevistas: “Só há uma civilização: a nossa”. Inclusivamente, desde a subida da direita ao poder (há cinco anos) que as famílias de refugiados perderam direito a algumas ajudas sociais e para obterem cidadania têm de passar por um teste de língua e cultura que faria chumbar muitos dinamarqueses.
Para mais, os cartoons em causa foram publicados num jornal, o Jyllands-Posten, cuja alcunha junto da esquerda dinamarquesa é O Fascista da Manhã, e que nos anos 30 apoiou a chegada do fascismo ao país.
Monday, February 20, 2006
Dinamarca e Arábia Saudita
«A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?»
Miguel Sousa Tavares, in Expresso
Friday, February 17, 2006
Citando Robin Williams...
Enviaram-me hoje um mail com uma citação do grande Robin Williams (obrigado Olive). Achei-a tão boa que fui à procura de outras e deparei-me com uma série de pérolas que não podia deixar de partilhar com os ávidos leitores deste blog. Sendo este um blog (não, não gosto de escrever blogue) escrito na língua de Camões, peço desculpa pelo Inglês... Mas não fazia sentido traduzir...
Por isso, sem mais demoras...
Ladies and Gentlemen, Mr. Robin Williams:
- "God gave men both a penis and a brain, but unfortunately not enough blood supply to run both at the same time."
- "You're only given a little spark of madness. You mustn't lose it."
- "Politics: “Poli” a Latin word meaning “many”; and "tics" meaning “bloodsucking creatures”."
- "Never pick a fight with an ugly person, they've got nothing to lose."
- "Cocaine is God's way of saying you're making too much money."
- "Why do they call it rush hour when nothing moves?"
- "I'm sorry, if you were right, I'd agree with you."
- "We Americans, we're a simple people . . . but piss us off, and we'll bomb your cities."
- "In England, if you commit a crime, the police don't have a gun and you don't have a gun. If you commit a crime, the police will say ”Stop, or I'll say stop again.”"
- "What's right is what's left if you do everything else wrong."
Wednesday, February 15, 2006
Coisas que nenhum homem gosta de ouvir
- Parabéns! A mudança de sexo do seu filho correu às mil maravilhas!
- Vá lá, amor! Os sapatos ficam-me tão bem... E só custam 180 euros...
- A cerveja acabou!
- Já viste, querido? O casamento do meu irmão calha no dia daquele jogo da final do campeonato do mundo que tu disseste que querias ver com os teus amigos!
- Pai, decidi que quero aprender a tocar bateria! Compra-me uma!
- Você está despedido!
- Que bom! A minha mãe vem passar uns dias connosco!
- "This program has performed an illegal operation and will be shutdown"
- Aí não, amor... Dói muito...
- A cerveja acabou!
- "O seu saldo não lhe permite efectuar essa operação"
- Já???
- Querido, diz-me a verdade... Estou gorda?
- A cerveja acabou!
- A cerveja acabou!
Monday, February 13, 2006
A chuchar...
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Antes de mais, tenho de dizer que o poster de "Thumbsucker" é excelente, com pormenores deliciosos e que ajudou a abrir o apetite para a estreia na realização de Mike Mills, um antigo realizador de videoclips dos Air ou de Moby, por exemplo. O pior mesmo foi que saí da sala um pouco desiludido. Não que a história sobre um rapaz que aos 17 anos decide que é altura de deixar de chuchar no dedo não seja interessante, ou as interpretações boas (Lou Pucci promete e Keanu Reeves não desilude, mas é a Vince Vaughn que cabe o papel mais surpreendente, bem diferente do que estamos habituados a ver), mas o filme lança várias pontas para depois as deixar soltas. A quem gostou deste filme, recomendo (vivamente) o excelente “Garden State”.
Saturday, February 11, 2006
Wednesday, February 08, 2006
Rir é mesmo o melhor remédio.

Recomendado por alguns dos leitores deste blog, as minhas expectativas para o filme “Kiss Kiss Bang Bang” eram elevadas. Para além disso, era o regresso ao cinema de Robert Downey Jr. após (mais) uma cura de reabilitação (inclusivamente, por ideia de Val Kilmer, não havia bebidas alcoólicas no set e o próprio Kilmer não bebeu – diz ele – durante todo o tempo que duraram as gravações). Downey Jr. é – na minha opinião – um dos melhores actores da sua geração (vide “Chaplin”), que inclusivamente me tornou um fã momentâneo da série “Ally McBeal” enquanto teve um papel na mesma. E neste filme podemos vê-lo de novo em grande, a tirar o máximo proveito de um argumento bem divertido escrito por Shane Black, que se mostra um mestre na arte dos buddy movies, depois de já ter sido o responsável pela escrita de “Lethal Weapon” e as suas sequelas. Agora dedicou-se (também) à realização e em boa hora o fez, uma vez que criou uma comédia em jeito de dark novel que gera inúmeras gargalhadas no público, muito à custa da típica diferença de estilos entre duas pessoas que, por motivos diversos e ocasionais se tornam parceiros (neste caso numa investigação), numa excelente parceria de Downey Jr. com Val Kilmer. Em jeito de conclusão: um filme a não perder para momentos de boa disposição. Ah, e ou muito me engano ou esta Michelle Monaghan ainda vai dar que falar.
Tuesday, February 07, 2006
Filme de domingo, mas bom.

“The Family Stone” é a primeira grande produção em que Sarah Jessica Parker entra depois do grande sucesso de “Sex and the City”, e isso é bem visível na personagem dela, com muitos pontos de contacto com Carrie Bradshaw. No entanto, na minha opinião, é das personagens que a rodeiam que vive este filme, com um elenco bem composto: Diane Keaton, Craig T. Nelson, Dermot Mulroney, Luke Wilson, Claire Danes e a confirmação de Rachel McAdams como uma actriz em ascensão. O argumento, sem ser original ou inovador, tem alguns bons momentos, alternando a comédia com o drama de uma forma coerente. Não é nenhuma preciosidade esta jóia (perdoem-me o trocadilho), mas dentro do que gosto de chamar “filmes de domingo à tarde”, está bem acima da qualidade média.
Aquelas pessoas que todos queremos conhecer:
- Os que nos deixam escolher o filme a ver;
- Os que dizem: “Conduz tu”;
- Os que nos emprestam livros ou filmes e entendem quando não os devolvemos logo;
- Os que ganham bilhetes para as coisas e como não querem ir, oferecem-nos;
- Os que estão noutros países e nos dizem: “Anda conhecer, ficas em minha casa”;
- Os que ganham o euromilhões;
- Os que não comem os chocolates que vêm com o café.
- Os que não gostam da fatia do meio da torrada;
- Os que são amigos das Top-Models.
Quem quer...
Seguindo a ideia dos bilhetes para um concerto serem o prémio para o jogo do guess who acabei nesta página onde fiquei completamente surpreendida com o preço dos bilhetes para um espéctaculo de Jerry Seinfeld. Será para quando finalmente ganhar o euromilhões... e mesmo assim não sei se pagava. Por mais que goste do Jerry... Não dava 655$usd para estar como eles dizem "Details: FRONT ROW ORCHESTRA UP FRONT VERY VERY CLOSE TO JERRY & STAGE"... would you?
Monday, February 06, 2006
A ver, no Quarteto!

"Primer" é um filme atípico. Começando pelo facto de ter um realizador que é também produtor, compositor, director de fotografia e actor, e passando pelo custo (7.000 dólares). Este é (obviamente) um filme independente produto exclusivo da cabeça de um antigo engenheiro, Shane Carruth, sobre um grupo de amigos que dedicam as suas horas livres a invenções. Não vou adiantar nada mais sobre a história, porque o filme deve ser visto com o mínimo de dados. Em todo o caso, e para usar uma definição que é do Markl e que é a melhor que li, "Primer" é assim uma mistura entre um filme de David Lynch e "Memento". Está muito bem filmado, com uma história muito interessante e original, e em momento algum parece um filme feito por um "amador".
Recomendado a quem goste de filmes que levantem questões e com finais relativamente abertos, mas talvez com mais lógica (ou com uma lógica mais compreensível) do que os de Lynch.
Friday, February 03, 2006
Diálogo divino
Vindo do meu caderno de Português do 11º ano (quase me valeu um chumbo a essa discilpina nesse ano), passando pelo http://burlesco.blogspot.com (neste momento lamentavelmente congelado), eis aqui, em 3ª mão, aquilo que realmente foi dito naquele dia.
J.C. acaba de ser crucificado e olha para baixo colocando uma expressão triunfante. Olhando também para baixo (mas um bocadinho mais acima) está aquele-que-não-tem-nome (desvantagens de ser a primeira forma de inteligência do Universo)...
- (J.C) - Ah! Ah! Chegou a hora! O meu pai pulverizá-los-á agora a todos com o seu sopro divino qu’é p’ra verem quem manda aqui!
- (Aquele-que-não-tem-nome) - Uhhh... Júnior, acho que ainda não deves ter percebido bem o que se vai passar agora... Tu desta vais mesmo de vez! Quer dizer, acho que ainda te vou pôr aí a circular uns dias, mas é só porque é para ti... Depois vens definitivamente até cá acima!
- (J.C)- Mas... Pai... Não percebo... Então eu, o herói, padeço no fim? Não pode ser... Onde é que já se viu? Este final não é digno da super-produção que é! As pessoas gostam é de finais felizes... Quer dizer, tirando os romanos...
- (Aquele-que-não-tem-nome) - Pois é Júnior, mas isto de tu morreres tem um significado! Tu estás a morrer pelos pecados dos outros! É no mínimo nobre, não?
- (J.C) - Ainda por cima mais essa! Eu que nunca fiz nada de mal... Nem sequer nunca cheguei a provar os prazeres da carne! Nem roubei, nem nada dessas coisas... E fartei-me de curar ceguinhos e inválidos e... e... (IUC!) leprosos...
- (Aquele-que-não-tem-nome) - Desculpa lá Júnior, mas tu só fazias teatro porque quem puxava os cordelinhos era eu! Mas vê o lado positivo da coisa: vais deixar de andar de um lado para o outro com uma cambada de pescadores imbecis atrás de ti.
- (J.C) - Mas Pai... Tu que salvas toda a gente... Até aquele bêbado imundo do Lázaro ressuscitaste... E agora isto... Não posso crer...
- (Aquele-que-não-tem-nome) - Ânimo Júnior! Não disseste um dia que gostavas de ter conhecido o Moisés? Ele está excitadíssimo com a tua vinda... Não fala noutra coisa! E isto cá por cima não é assim tão mau...
- (J.C) - (Suspiro) Duvido... Agora fumava era um cigarrinho mas estes pregos não ajudam nada...
- (Aquele-que-não-tem-nome) - É o preço da fama, Júnior!
- (J.C) - Mas eu nem queria nada disto... Só queria casar... Ter uma casinha nos arredores de Jerusalém... Filhos... Um trabalho honesto... Enfim...
- (Aquele-que-não-tem-nome) - Lamento mas tem de ser assim, Júnior! Até já escolhi um título porreiro para esta cegada toda: “A Bíblia”! Que te parece?
- (J.C) - Hmmm... Muito Comercial...
Tuesday, January 31, 2006
Sunday, January 29, 2006
Que cena branca é esta a cair do céu?
Saturday, January 28, 2006
Contracções musculares involuntárias e dolorosas...
Cãibras, para quem nunca teve uma, ou não sabe o que é, posso desde já adiantar que é uma contracção involuntária do tecido muscular bastante dolorosa. Ontem ao deslocar-me para casa, em plena Av. das Forças Armadas congestionada até mais não, com aqueles "sôfregos" colados à traseira do carro ( a Av. ainda é um bocado inclinada... não que eu tenha algum problema com ponto de embraiagem etc... mas por vezes só apetece deixar descair contra o espertinho atrás ). De qq maneira, estava eu no meio do dito trânsito.. quando de repente, me dá uma contracção involuntária do tecido muscular no pé, ora... com 50/50 de hipóteses para não ser o pé esquerdo, aquele que controla a embraiagem etc... foi mesmo nesse. Quem já sofreu deste mal... sabe que a melhor coisa a fazer nestes casos é esticar o músculo para aliviar a dor... a questão é como esticar o pé que controla o suave arranque do carro?... pois, digamos que não foi uma "easy ride"... acelerei com o meu pé "bom" para retirar o outro o mais rápido possível daquela posição... e andei nisto a subida inteira... é seguro dizer que passado o primeiro arranque o espertinho já não se colou, visto que devo ter queimado borracha e tudo. A última vez que isto me tinha acontecido, foi precisamente neste pé... e estava a tentar estacionar, tendo sido mais forte a contracção, o carro foi abaixo e ouvi fortes buzinadelas... felizmente desta vez consegui controlar mais ou menos. Porque é que isto nunca me acontece num sítio onde não tenha de utilizar a embraiagem... estilo auto-estrada?
Não vale a pena chorar sobre leite derramado...
Na sequência do banho de leite com Capuccino que o meu PC portátil levou há 2 dias atrás, podem apontar-se as seguintes vantagens:
- Posso passar mais tempo a fazer outras coisas que não agarrado àquilo
- Permite fazer-se piadas do género "Epá, Bruno, o teu computador tem 1 Giga derrame, não é?" (Obrigado, Vugri. Muito bom!)
- Permite um gajo ficar a saber qual o aspecto dum PC portátil por dentro
- Permite um gajo ficar a conhecer-se melhor, nomeadamente as reacções em situações de crise
- Permite sentir um agradável aroma adocicado a café imediatamente a seguir a abrir a tampa
- Permite efectuar actividades lúdicas várias (montar puzzles com o teclado, separar parafusos, etc.)
- De repente, fiquei com uma bandeja extremamente original e bonita
And so on...
Guess who? 3
Um pouco mais difícil agora, e antes que perguntem quero esclarecer que sim, faz mesmo parte da letra, não é um agradecimento a meio de um concerto, e é isso mesmo que destaca esta parte da letra.
"It’s wonderful to be here,
It’s certainly a thrill.
You’re such a lovely audience,
We’d like to take you home with us,
We’d love to take you home."
Friday, January 27, 2006
Euro 2008
Nova rubrica
No seguimento de algumas noites bem passadas a jogar Buzz (recomendo a quem goste de música), vou inaugurar uma nova rubrica neste blog. Vou-lhe chamar, muito originalmente, "Guess who?". Eu (e os outros papagaios - assim espero pelo menos) colocaremos aqui pequenas passagens de letras de músicas e convidamos todos a colocar o artista e a música. Passemos então à primeira pergunta, uma fácil para começar:
"I love you... but I'm afraid to love you."
Wednesday, January 25, 2006
Monday, January 23, 2006
Sunday, January 22, 2006
Condutores de domingo…
Hoje é dia de eleições e calhou estar a trabalhar. Como já tinha uma coisa combinada para a hora de saída do trabalho, aproveitei a hora de almoço para ir votar e depois então comer qualquer coisa. Isto até podia ter corrido bem se, no caminho para e de volta do local onde voto, não tivesse encontrado cerca de 10 elementos pertencentes a esse fenómeno muito especifico que dá pelo nome de: “Condutores de Domingo de Eleições”.
Penso que todos estão familiarizados com os vulgarmente conhecidos pelo epíteto de “Condutores de Domingo”, onde se englobam todos aqueles que, tendo a determinada altura da vida garantido as condições necessárias para serem portadores de carta de condução (será?), deveriam estar confinados à utilização dos transportes públicos, uma vez que ou conduzem a velocidades inferiores a 30 Kms/hora ou conduzem no meio de duas faixas ou viram - sem pisca - à esquerda a partir da faixa da direita (ou vice-versa) ou então, em alternativa, executam todas em simultâneo, o que é um verdadeiro desafio e até mostra que dariam excelentes condutores. Mas não é destes que eu estou a falar. É de um subgrupo, la crème de la crème, aqueles que apenas pegam no carro em domingos de eleições e que são detentores de capacidades fora do comum, como andar sempre em primeira, virar sem olhar para qualquer espelho, passar vermelhos sem qualquer hesitação, etc…
Sugiro a criação de uma equipa a nível nacional para resolução deste problema, pegando em pessoas que gostem de conduzir e estejam disponíveis para isso e pagando-lhes qualquer coisita para que, em carrinhas ou autocarros, façam o circuito por casa dessas pessoas e as levem até às respectivas mesas de voto. Eu próprio me ofereço para isso.
Saturday, January 21, 2006
Frases que ficam da noite de ontem...
...com o devido agradecimento a esse "grande artista" Morning Theft, que as "diz" como ninguém!
"Can’t buy what I want because it’s free..."
(Corduroy - Pearl Jam)
"Let me ask you one question: is your money that good?
Will it buy you forgiveness, do you think that it could?"
(Masters Of War - Bob Dylan)
"I realize sometimes I feel old design"
(Superstar Punani - Sublime)
"Oh I watch you there through the window and I stare at you, you wear nothing but you wear it so well
Tied up and twisted the way I’d like to be for you, for me, come crash into me"
(Crash Into Me - Dave Matthews Band)
E, last but not least...
"I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why can't it be, why can't it be mine"
(Black - Pearl Jam)
Agora espero que, se repetir o post dentro de uma semana (can you take a hint?), tenha a possibilidade de colocar esta:
"It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever"
Ou então:
"Kiss me, please, kiss me... But kiss me out of desire, babe, and not consolation"
Friday, January 20, 2006
O truque para conseguir voar
Teoricamente, é muito simples...
Consiste, muito simplesmente, em cair no chão e falhar.
E perguntam vocês, "Cair no chão e falhar? Mas como é isso?" Pois... Esta é que é a parte prática (portanto, aquela outra parte que não é assim tão simples).
Consiste no seguinte. Imaginem que escorregam e sentem que, invariavelmente, vão cair no chão. Analisemos agora ao pormenor os milésimos de segundo entre o escorregamento e o impacto. Nesse intervalo de tempo é certo e sabido que não há quem consiga pensar noutra coisa senão no que está a acontecer*.
Imaginemos agora que, durante esses fatídicos milisegundos, acontece algo tão extraordinário por perto que nos distrai, fazendo-nos esquecer que tropeçámos.
É um facto assente que, neste caso, o corpo não cai, falhando redondamente o chão.
Esta técnica, sendo difícil de dominar ao início, vai-se tornando cada vez mais fácil na medida em que a quantidade de extraordinariedade (que bela invenção, esta) do acontecimento que nos distrai é progressivamente menos necessária. Desta forma, voadores já experimentados conseguem facilmente distrair-se apenas com qualquer coisa como o vislumbre do seu relógio de pulso e o consequente pensamento: "Epá, já é tarde!".
E pronto, agora que já sabem o truque, é começar a praticar.
E bons vôos!
* Um estudo estatítisco revela que "Foda-se!", "Ups!" e "Já fui..." são os pensamentos mais comuns.
Thursday, January 19, 2006
O que nos faz recordar...
Todos temos músicas que nos transportam para certas alturas da nossa vida... umas de felicidade, outras nem por isso... ouvi esta música ontem no carro enquanto estava a voltar para casa depois de um dia no trabalho, com mudança de horário e mais pormenores que pelo menos a mim me destroem um pouco... já que DETESTO MUDANÇAS. Esta música conseguiu então levar-me aos tempos do secundário e esquecer-me por 3 ou 4 minutos o peso de já não ser uma adolescente. Fica aqui uma das minhas preferidas...
"Just Like Heaven"
"Show me how you do that trick
The one that makes me scream" she said
"The one that makes me laugh" she said
And threw her arms around my neck
"Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you"
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
"Why are you so far away?" she said
"Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you"
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Just like heaven"
The Cure
Wednesday, January 18, 2006
Zero só no nome

Uma obra-prima!
O filme do ano de 2005!
Exagero? Talvez não, pois foi esta a sensação com que fiquei ao sair da sala depois de ver este “Jarhead”, o novo filme de Sam Mendes.
Baseado num best-seller de um ex-marine dos EUA destacado para o Golfo Pérsico, antes e durante o conflito com o Iraque, este filme pode vir a representar para a Guerra do Golfo o que “Apocalipse Now” representou para o Vietname. Aliás, não será certamente por simples coincidência que o filme do “pai” Coppola é referenciado por Mendes. Existem outras referências, como por exemplo a “Full Metal Jacket” de Kubrick, mas que só servem para melhor ilustrar o que se pretende: aquilo que significa, para jovens inexperientes e mal preparados para o que vão encontrar, estar longe de casa, num local deserto (e deserto tem aqui mais do que um significado), em constante pressão psicológica e sem saber o que os espera. E não há dúvidas que Sam Mendes o consegue, colocando-nos no lugar de Anthony Swofford (numa enorme interpretação dum musculado Jake Gyllenhaal, com um registo bem diferente de “Donnie Darko” - chegará para Óscar? - e muito bem rodeado por Peter Sarsgaard e Jamie Foxx), através duma realização genial que, por exemplo, nos mostra sempre imagens ao nível dos olhos, não havendo planos superiores, procurando dessa forma que a nossa visão do conflito seja aquela que tem um soldado. De destacar também a fotografia de Roger Deakins (Óscar já!), nomeado anteriormente por filmes como "The Man Who Wasn't There", "O Brother, Where Art Thou?", "Kundun", "Fargo" ou o inevitável "The Shawshank Redemption" (está tudo dito).
Convém não esquecer a banda sonora, num nível superior ao de "American Beauty", e que vai de Nirvana a Bobby McFerrin, de Tom Waits a Naughty By Nature.
Um filme a não perder por quem goste de bom cinema.
Galapagos
Ain't it funny how we pretend we're still a child
softly stolen under our blanket skies
and rescue me from me and all that I believe
I won't deny the pain
I won't deny the change
and should I fall from grace here with you
will you leave me too?
Carve out your heart for keeps in an old oak tree
and hold me for goodbyes-and-whispered lullabyes
and tell me I am still the man I'm supposed to be
I won't deny the pain
I won't deny the change
and should i fall from grace here with you
will you leave me too?
Too late to turn to turn back now
I'm running out of sound
and I am changing, changing
And if we died right now
This fool you love somehow
is here with you
I won't deny the pain
I won't deny the change
and should I fall from grace here with you
would you leave me too?
more from William Corgan
Tie-break

Premissas: Woody Allen, Londres, Scarlett Johansson.
Muito prometia este “Match Point” e, se é certo que não é uma desilusão, tenho de dizer que esperava mais. Gosto de Woody Allen, mas este não é um filme típico do mesmo pois embora tenha uns toques que não enganam, no restante podia ser um filme de qualquer outro realizador. É um bom filme, com um bom argumento (embora não seja de uma originalidade brilhante) e boas interpretações, mas falta-lhe algo. Woody Allen “zangou-se” com as produtoras americanas e suas imposições, decidiu fugir para Londres e isso nota-se numa certa alteração de tom. Espero por “Scoop”, o novo projecto já em pós-produção, para confirmar.
Por falar em confirmações, temos Jonathan Rhys-Meyers a confirmar a sua categoria, Scarlett Johansson a sua sensualidade (não existem palavras suficientes) e Brian Cox a sua versatilidade.
Tuesday, January 17, 2006
Como (não) escolher a capa certa...
Por saber que temos por leitores habituais algumas pessoas formadas em comunicação social, peço que me digam o que vos parece esta frase para capa de um jornal:
"Axilas cheirosas tornam mulheres conquistadoras"
Believe it or not, está aqui, na capa do Destak de 17/01/2006...
Frase do dia
Li esta frase no Destak de hoje e gostei. É qualquer coisa como:
"Ter um espírito aberto não é tê-lo escancarado a qualquer tolice."
Douala

Esta fotografia, publicada n'O Independente há poucos dias, foi feita em 1991 nos Camarões, na localidade de Douala, justamente o local de nascimento do leão Rudolph M'Bela Douala. Reparem no formato do campo, cercado por uma pequena multidão. Estão definitivamente explicados os passes transviados, as decisões idiotas, as correrias sem sentido e os dribles inconsequentes.
Definitivamente, agora compreendo aquele rapaz...
Monday, January 16, 2006
Com amigas destas....
Este Domingo foi aproveitado para fazer a "lida da casa", agora sem empregada temos de fazer aquelas coisas desagradáveis como limpar a casa-de-banho etc... Como a casa é antiga felizmente ou infelizmente neste caso, a casa-de-banho tem janela. Ao limpar então certas partes... coloquei o "CIF" no parapeito da dita... escusado será dizer que eu moro no 1º andar. Ao voltar a limpar os tais objectos... ouço um estrondo impressionante, olho para a janela e não vejo o cif... começo a pensar que se a velhota que mora em baixo, estava no terraço, levou com o cif na cabeça... começo também a lembrar-me que o cif tinha a tampa aberta... ganho coragem e espreito para avaliar os danos, vejamos:
1- a velhota não estava no terraço;
2- o cif realmente estava de tampa aberta porque o chão estava coberto de líquido espesso amarelo... ( o que vale é que estava a chover... portanto até lhe fiz um favor porque agora tem o chão desinfectado )
3- Ao contar este pequeno episódio a uma amiga, a nossa olive, envia-me o seguinte por mail:
"hum joke ...
it's a 
it's a 
...no it's just Barbara's 
poor old
took a
in the head ... "
"I didn’t say it was your fault, I said I was going to blame you."
quer dizer... :)
Esclarecimento... Somos 3

Este blog... The Live Parrot tem 3 "Parrots" como se pode ver no canto superior direito e em cima. São eles o Ryder, que é quem teve a ideia do nome, quem escreve mais posts etc... ; o bU que até decidiu abandonar o seu blog para se dedicar apenas a este, e por fim a whatever, neste caso eu. Para ver quem escreveu um determinado post basta verificar a assinatura que fica sempre registada no final bem como a hora a que foi "palrado", o número de bicadas etc... "fiz-me entender?"
Friday, January 13, 2006
Espécie em extinção


Não acham a lontra marinha espectacular?
No que toca a animais é o meu preferido sem qualquer dúvida. É um dos poucos que é capaz de utilizar instrumentos, por exemplo, uma pedra trazida do fundo do mar serve como martelo para partir a casca do marisco que comem. Habilidosas e de excelente gosto. Como também têm uma pele valiosa são caçadas ilegalmente o que já quase as levou à extinção... Embora os números da população tenham aumentado a "perseguição" continua... quem é que é capaz de matar estes animais?
Somebody should shoot them...
Please shoot me...

...se me ouvirem dizer alguma destas coisas:
1 – Não, prefiro que conduzas tu.
2 – Arranja-me aí um cigarro.
3 – Uma casa em Massamá? Parece-me bem.
4 – Comida italiana? Outra vez?
5 – Desliga a aparelhagem, não me apetece ouvir música.
6 – Ir ver um filme? Bah…
7 – Queria um Gin Tónico, se faz favor…
8 – Está-me mesmo a apetecer ficar sozinho.
9 – O Paulo Portas é que é um homem a sério!
10 – O Carrilho é que tinha dado um bom presidente da Câmara.
11 – Como eu gosto desta nova música da Celine Dion!
12 – Não quero viajar nestas férias, estou cansado.
13 – Adoro esta época do Natal!
14 – Já sei de que me vou mascarar no Carnaval.
15 – 21 horas? Mesmo na hora certa para ir dormir.
16 – Hoje o Sporting joga em casa e não me apetece ir ver.
17 – Até simpatizo com o Benfica…
18 - Honesto é o Pinto da Costa.
19 – Jogar cartas? Que seca!!!
20 – Quero ir viver para os EUA e tornar-me cidadão americano.
Eu penitencio-me...
- Não vi o "Mary Poppins" nem o "Música no coração"
- Não gosto de whisky
- Não li o "Código DaVinci"
- Acho o Woody Allen enervante
- Nunca achei grande piada ao "Star Wars" (nem sequer aos novos)
- Confundo frequentemente orégãos com coentros embora não tenha nada a ver
- Nunca vi ou li nenhum "Harry Potter"
- Gostei do "Titanic"
- Gosto efectivamente de matemática
- Não fui ver Madonna, Coldplay, U2 ou Black Eyed Peas
- Não gosto de bacalhau à Brás (espero que não se escreva com z)
- Nunca fui ao Lux
Thursday, January 12, 2006
Top 5 da manhã de Quinta

1- Como saí mais cedo de casa do que o habitual apanhei ainda o amanhecer;
2- Como saí mais cedo de casa não apanhei trânsito nenhum;
3- Como saí mais cedo de casa consegui logo lugar em 2ª fila para não pagar à EMEL;
4- Como saí mais cedo de casa o café não estava tão cheio, consegui tomar o pequeno-almoço em paz;
5- Como saí mais cedo de casa vou sair mais cedo do trabalho.
Wednesday, January 11, 2006
O gorilão

Sim, eu confesso, sou um fã incondicional de Peter Jackson (mesmo da fase gore, como “Braindead” – uma obra prima, “Meet The Feebles” ou “Bad Taste”). E como tal, este comentário a “King Kong” poderá não ser totalmente isento. Feito o ponto prévio, devo dizer que gostei bastante do filme. É um épico de fantasia como há muito não se via, feito por um realizador que se está a provar como um mestre no género… Fiel à história original do filme de 1933 (e passado na mesma época), com um grande investimento na criação do enorme Kong (mais uma vez à custa de Andy Serkis, que já tinha estado por detrás dos movimentos do Gollum) e com um elenco bem escolhido, para além de belíssimas imagens, nada falta a este filme para se tornar num clássico. Depois de uma primeira tentativa (falhada) em 1976 de fazer um remake, com Jeff Bridges e Jessica Lange nos principais papéis, ficou agora a cargo de Adrien Brody e Naomi Watts fazer de par romântico (falta-lhes química, na minha opinião), não menosprezando a excelente prestação de Jack Black, num registo um pouco diferente do que estamos habituados.
But it’s the ape who steals the show, com a criação inteiramente digital a conseguir transmitir emoções fortes. Um grande filme para quem estiver disposto a entrar num mundo de fantasia.
Lover, You Should've Come Over
Com agradecimentos/dedicatórias especiais ao bU, por ter insistido para que ouvisse Jeff Buckley e me ter emprestado inicialmente o “Grace”, e à pipocamaisdoce por me ter chamado a atenção para esta música em particular.
Looking out the door I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water
And maybe I'm too young to keep good love from going wrong
But tonight you're on my mind so you never know
Broken down and hungry for your love with no way to feed it
Where are you tonight, child you know how much I need it
Too young to hold on and too old to just break free and run
Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
And much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one
So I'll wait for you... and I'll burn
Will I ever see your sweet return
Oh will I ever learn
Oh lover, you should've come over
'Cause it's not too late
Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep that will never come
It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles when I slept so soft against her
It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever
Well maybe I'm just too young
To keep good love from going wrong
Oh... lover, you should've come over
'Cause it's not too late
Well I feel too young to hold on
And I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind to see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love well I'm waiting for you
Lover, you should've come over
'Cause it's not too late
(Jeff Buckley)
Claustrofobia II

Confesso que fui ver este “The Descent” por falta de opções (e o facto de ser portador dessa magnifica invenção que é o King Kard). E, talvez por isso e pela sinopse que tinha lido, ia plenamente convencido que seria uma total “banhada”.
Filme de terror sobre 6 jovens (interpretadas por actrizes desconhecidas) que entram numa gruta que desaba, prendendo-as lá dentro onde acabam por descobrir que não estão sós (soa a “déjà-vu”), e realizado por um desconhecido britânico, de seu nome Neil Marshall, realizador de filmes (apenas 4 até ao momento) de terror. Digamos que não é uma premissa que cative. O que é certo é que, provavelmente por isso mesmo, foi um filme que me surpreendeu pela positiva. Realmente, o argumento em si não tem nada de novo ou surpreendente, mas as interpretações até são positivas e alguns “sustos” estão bem conseguidos, tendo arrancado uns gritos às poucas pessoas que estavam na plateia. E para quem, como eu, é claustrofóbico, algumas das cenas na gruta conseguem ser bem “arrepiantes”. Resumindo, deu para passar o tempo.
Jardineiro constante, filme inconstante

Depois de “Cidade de Deus” e todo o hype que se gerou à volta de Fernando Meirelles (incluindo 4 nomeações para os Óscares), esperava-se mais do seu novo filme, “The Constant Gardener”, já “patrocinado” por Hollywood. Ainda para mais com um argumento de John le Carré, sempre eficiente quando toca a thrillers políticos ou de espionagem. O filme não desilude, é certo, graças à qualidade do argumento e a uma interpretação contida mas de grande nível de Ralph Fiennes, mas tem uma grande falta de consistência a nível de ritmo, intercalando cenas que parece que se arrastam com cenas em que a acção passa demasiado depressa. Em resumo, vale a pena ver pela actualidade da historia (ficcional mas com fundamentos reais) e pela interpretação, mas fiquei com vontade de ver, isso sim, um próximo filme de Meirelles, esperando que consiga dar seguimento à enorme qualidade de "Cidade(…)" e não apenas a alguns bons momentos que teve neste Jardineiro…
Sunday, January 08, 2006
Bom começo de 2006
O meu primeiro post deste ano é dedicado a uma boa notícia que me chegou neste início de 2006. Já é conhecido o apresentador dos Óscares (5 de Março), e eis que Academia resolveu inovar (e ainda bem que o fez) chamando Jon Stewart para a tarefa.
Irreverente, Jon Stewart tem uma carreira cinematográfica que deixa algo a desejar (ele é o primeiro a gozar com a própria), mas de repente viu-se como uma figura que lidera todo um movimento de esquerda em ascensão na cena política americana, depois de assumir a apresentação do "The Daily Show", programa pouco conhecido até esse momento, mas que após a sua entrada se transformou em
líder de audiências e opiniões. Um noticiário falso, embora baseado em notícias reais, com "correspondentes" e "especialistas", alguns dos quais começam a ter papéis em filmes, sendo o mais conhecido Steve Carell, que fez "The 40 year old virgin", mas também Stephen Colbert já teve as suas aparições.
E o próprio Jon Stewart já mostrou as características que o fizeram ser chamado, ao dizer que "(...) as an avid watcher of the Oscars, I can't help but be a little disappointed with the choice. It appears to be another sad attempt to smoke out Billy Crystal." O que é certo é que este vosso papagaio lá estará como sempre na noite de 5 de Março, com o "gang" habitual, ansioso por uma boa prestação de Jon Stewart.
Thursday, January 05, 2006
Para desfazer a dúvida...
Para a fada do lar:
Os casulos dos pinheiros são formados por lagartas que mais tarde viram borboletas.
Dão-se especialmente em climas mais frios. Chega a ser considerado uma praga pq onde os casulos são formados, todas as agulhas do pinheiro são devoradas, quando acabam essas passam para outro ramo e devoram esse também. Basicamente é mau.
Passagem de ano em Sarzedo...NHÁ !!
Bem vindos a este novo ano de 2006, não vos parece que foi ontem que passaram de 99 para 2000, com todas aquelas teorias do fim do mundo, o bug e aqui estamos 6 anos depois basicamente na mesma.
A passagem deste ano foi em Sarzedo, uma aldeia com cerca de 170 habitantes onde se fica a perceber desde logo que se há estranhos a pernoitar por aquelas bandas, os 170 locais sabem disso. Aliás, assim que chegámos tinhamos a vizinha da casa da frente a fingir que limpava uma janela enquanto tirávamos as compras e as malas dos carros e nos instalámos dentro de casa. Uma espécie de "welcome party"... ou não.
Nesse dia, a maior parte das pessoas não conseguiu dormir devido ao frio. Eu cheguei a pensar em ir dormir para o carro, queria lá saber se Sarzedo inteira me visse ali, já estava a entrar em desespero. O nosso amigo bU é que nem 10 minutos depois já se encontrava "KO".
Depois de uma noite mal dormida, uma pessoa quer é tomar um banho quente para enfrentar melhor o dia... pois... mas para isso ainda se tinha de ir comprar uma bilha de gás, mas os obstáculos não se ficavam por aí. Chegada a bilha, o desafio era fazer com que o esquentador aquecesse a água... tarefa que nos deixou um pouco nervosos, confesso que devido ao stress induzido pela remota hipótese de não termos água quente até me faltou o ar. Quando finalmente essa prova foi "superada", quase que se via ( qual cartoon ) a chama do esquentador nos nossos olhos, e a festa que daí veio foi quase tão intensa como à meia noite desse dia. A torneira da banheira tb tinha os seus truques, nada é fácil em Sarzedo, mas tb é por isso que se torna engraçado.
Banhos tomados seguimos para a Serra da Estrela com dois objectivos:
- Neve;
- e Queijo.
Para chegar à Serra o caminho é tortuoso e por vezes díficil para quem vai atrás no carro... passados cerca de 15 ou 20 km já não tenho bem a certeza, chegámos a Manteigas e a minha vontade de subir para a serra de estrela numa escala de 0 a 10 era -10. Com o almoço toda a má disposição passou, e chegar à torre até foi fácil comparando com o percurso anterior. Muito queijo e presunto têm eles na torre, e se quiserem provam de tudo, vale a pena subir nem que seja pela simpatia das pessoas que trabalham no "mini" centro-comercial. Já para não falar na qualidade dos produtos que vendem. Um dos objectivos foi atingido, em relação à neve, era mais gelo que outra coisa, mas mesmo assim valeu a pena.
Lembram-se do momento cartoon quando o esquentador começou a funcionar? Tive um desses tb quando entrámos no Serra Shopping ao ver a Worten, quase que ouvi sinos... Mas pq ouvir sinos e música quando se vê a worten? Pq na Worten vendem aqueles termo-ventiladores pequenos, baratos... mas que transformam o meu iglô ( entenda-se quarto ) numa cabana de praia situada numa ilha qq das antilhas francesas, posso dizer que durante a noite, cheguei a ter calor... coisa que em mais de 24h por aquelas bandas ainda não tinha tido.
Mas antes disso, foi a passagem... a meia-noite que ninguém tinha a certeza se já teria passado ou não, tive a confirmação com o telefonema do meu pai, que já estávamos no ano 2006. Confettis para cima da couve natalícia, viagem à igreja matriz de Sarzedo onde uma fogueira enorme estava a devorar troncos de árvore... sim a lenha daquela fogueira eram gigantescos troncos, e como não podíamos deixar de o fazer, subimos umas escadas de pedra escorregadias para tocar os sinos.
Esqueci-me de contar o episódio da jeropiga ( fica para outra altura ), mas todas as pessoas têm a sua aldeia, e no café da aldeia já sabem que têm sempre de beber, sejam 8h da manhã ou da noite... e não se pode dizer não, pq é tudo caseiro, feito com tudo ali da terra, e melhor que aquilo não há :).
NHÁ a todos ( para aqueles que percebem...)














