Friday, January 27, 2006

Nova rubrica

No seguimento de algumas noites bem passadas a jogar Buzz (recomendo a quem goste de música), vou inaugurar uma nova rubrica neste blog. Vou-lhe chamar, muito originalmente, "Guess who?". Eu (e os outros papagaios - assim espero pelo menos) colocaremos aqui pequenas passagens de letras de músicas e convidamos todos a colocar o artista e a música. Passemos então à primeira pergunta, uma fácil para começar:

"I love you... but I'm afraid to love you."

Wednesday, January 25, 2006

Roam-se!

Pois é... Agora que o "Código DaVinci" vai estrear no grande écran digam lá que não sabia bem ir vê-lo e não saber ABSOLUTAMENTE nada do enredo?
Eu sabia que a minha teimosia em não ler aquilo iria compensar...

Monday, January 23, 2006

É favor traduzir:

Meretriz que deu à luz esta matéria fecal toda!
Faça-se sexo!

Sunday, January 22, 2006

Condutores de domingo…

Hoje é dia de eleições e calhou estar a trabalhar. Como já tinha uma coisa combinada para a hora de saída do trabalho, aproveitei a hora de almoço para ir votar e depois então comer qualquer coisa. Isto até podia ter corrido bem se, no caminho para e de volta do local onde voto, não tivesse encontrado cerca de 10 elementos pertencentes a esse fenómeno muito especifico que dá pelo nome de: “Condutores de Domingo de Eleições”.
Penso que todos estão familiarizados com os vulgarmente conhecidos pelo epíteto de “Condutores de Domingo”, onde se englobam todos aqueles que, tendo a determinada altura da vida garantido as condições necessárias para serem portadores de carta de condução (será?), deveriam estar confinados à utilização dos transportes públicos, uma vez que ou conduzem a velocidades inferiores a 30 Kms/hora ou conduzem no meio de duas faixas ou viram - sem pisca - à esquerda a partir da faixa da direita (ou vice-versa) ou então, em alternativa, executam todas em simultâneo, o que é um verdadeiro desafio e até mostra que dariam excelentes condutores. Mas não é destes que eu estou a falar. É de um subgrupo, la crème de la crème, aqueles que apenas pegam no carro em domingos de eleições e que são detentores de capacidades fora do comum, como andar sempre em primeira, virar sem olhar para qualquer espelho, passar vermelhos sem qualquer hesitação, etc…
Sugiro a criação de uma equipa a nível nacional para resolução deste problema, pegando em pessoas que gostem de conduzir e estejam disponíveis para isso e pagando-lhes qualquer coisita para que, em carrinhas ou autocarros, façam o circuito por casa dessas pessoas e as levem até às respectivas mesas de voto. Eu próprio me ofereço para isso.

Saturday, January 21, 2006

Novo alinhamento dessa grande banda, os D'ZRT

Frases que ficam da noite de ontem...

...com o devido agradecimento a esse "grande artista" Morning Theft, que as "diz" como ninguém!


"Can’t buy what I want because it’s free..."
(Corduroy - Pearl Jam)

"Let me ask you one question: is your money that good?
Will it buy you forgiveness, do you think that it could?"
(Masters Of War - Bob Dylan)

"I realize sometimes I feel old design"
(Superstar Punani - Sublime)

"Oh I watch you there through the window and I stare at you, you wear nothing but you wear it so well
Tied up and twisted the way I’d like to be for you, for me, come crash into me"
(Crash Into Me - Dave Matthews Band)

E, last but not least...

"I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why can't it be, why can't it be mine"
(Black - Pearl Jam)

Agora espero que, se repetir o post dentro de uma semana (can you take a hint?), tenha a possibilidade de colocar esta:
"It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever"
Ou então:
"Kiss me, please, kiss me... But kiss me out of desire, babe, and not consolation"

Friday, January 20, 2006

O truque para conseguir voar

Teoricamente, é muito simples...
Consiste, muito simplesmente, em cair no chão e falhar.
E perguntam vocês, "Cair no chão e falhar? Mas como é isso?" Pois... Esta é que é a parte prática (portanto, aquela outra parte que não é assim tão simples).

Consiste no seguinte. Imaginem que escorregam e sentem que, invariavelmente, vão cair no chão. Analisemos agora ao pormenor os milésimos de segundo entre o escorregamento e o impacto. Nesse intervalo de tempo é certo e sabido que não há quem consiga pensar noutra coisa senão no que está a acontecer*.
Imaginemos agora que, durante esses fatídicos milisegundos, acontece algo tão extraordinário por perto que nos distrai, fazendo-nos esquecer que tropeçámos.
É um facto assente que, neste caso, o corpo não cai, falhando redondamente o chão.

Esta técnica, sendo difícil de dominar ao início, vai-se tornando cada vez mais fácil na medida em que a quantidade de extraordinariedade (que bela invenção, esta) do acontecimento que nos distrai é progressivamente menos necessária. Desta forma, voadores já experimentados conseguem facilmente distrair-se apenas com qualquer coisa como o vislumbre do seu relógio de pulso e o consequente pensamento: "Epá, já é tarde!".

E pronto, agora que já sabem o truque, é começar a praticar.
E bons vôos!




* Um estudo estatítisco revela que "Foda-se!", "Ups!" e "Já fui..." são os pensamentos mais comuns.

Thursday, January 19, 2006

O que nos faz recordar...

Todos temos músicas que nos transportam para certas alturas da nossa vida... umas de felicidade, outras nem por isso... ouvi esta música ontem no carro enquanto estava a voltar para casa depois de um dia no trabalho, com mudança de horário e mais pormenores que pelo menos a mim me destroem um pouco... já que DETESTO MUDANÇAS. Esta música conseguiu então levar-me aos tempos do secundário e esquecer-me por 3 ou 4 minutos o peso de já não ser uma adolescente. Fica aqui uma das minhas preferidas...

"Just Like Heaven"

"Show me how you do that trick
The one that makes me scream" she said
"The one that makes me laugh" she said
And threw her arms around my neck
"Show me how you do it
And I promise you I promise that
I'll run away with you
I'll run away with you"
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
"Why are you so far away?" she said
"Why won't you ever know that I'm in love with you
That I'm in love with you"
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You're just like a dream
Daylight licked me into shape
I must have been asleep for days
And moving lips to breathe her name
I opened up my eyes
And found myself alone alone
Alone above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Just like heaven"

The Cure



Wednesday, January 18, 2006

Zero só no nome


Uma obra-prima!
O filme do ano de 2005!
Exagero? Talvez não, pois foi esta a sensação com que fiquei ao sair da sala depois de ver este “Jarhead”, o novo filme de Sam Mendes.
Baseado num best-seller de um ex-marine dos EUA destacado para o Golfo Pérsico, antes e durante o conflito com o Iraque, este filme pode vir a representar para a Guerra do Golfo o que “Apocalipse Now” representou para o Vietname. Aliás, não será certamente por simples coincidência que o filme do “pai” Coppola é referenciado por Mendes. Existem outras referências, como por exemplo a “Full Metal Jacket” de Kubrick, mas que só servem para melhor ilustrar o que se pretende: aquilo que significa, para jovens inexperientes e mal preparados para o que vão encontrar, estar longe de casa, num local deserto (e deserto tem aqui mais do que um significado), em constante pressão psicológica e sem saber o que os espera. E não há dúvidas que Sam Mendes o consegue, colocando-nos no lugar de Anthony Swofford (numa enorme interpretação dum musculado Jake Gyllenhaal, com um registo bem diferente de “Donnie Darko” - chegará para Óscar? - e muito bem rodeado por Peter Sarsgaard e Jamie Foxx), através duma realização genial que, por exemplo, nos mostra sempre imagens ao nível dos olhos, não havendo planos superiores, procurando dessa forma que a nossa visão do conflito seja aquela que tem um soldado. De destacar também a fotografia de Roger Deakins (Óscar já!), nomeado anteriormente por filmes como "The Man Who Wasn't There", "O Brother, Where Art Thou?", "Kundun", "Fargo" ou o inevitável "The Shawshank Redemption" (está tudo dito).
Convém não esquecer a banda sonora, num nível superior ao de "American Beauty", e que vai de Nirvana a Bobby McFerrin, de Tom Waits a Naughty By Nature.
Um filme a não perder por quem goste de bom cinema.

Galapagos

Ain't it funny how we pretend we're still a child
softly stolen under our blanket skies
and rescue me from me and all that I believe
I won't deny the pain
I won't deny the change
and should I fall from grace here with you
will you leave me too?

Carve out your heart for keeps in an old oak tree
and hold me for goodbyes-and-whispered lullabyes
and tell me I am still the man I'm supposed to be
I won't deny the pain
I won't deny the change
and should i fall from grace here with you
will you leave me too?

Too late to turn to turn back now
I'm running out of sound
and I am changing, changing
And if we died right now
This fool you love somehow
is here with you

I won't deny the pain
I won't deny the change
and should I fall from grace here with you
would you leave me too?

more from William Corgan

Tie-break


Premissas: Woody Allen, Londres, Scarlett Johansson.
Muito prometia este “Match Point” e, se é certo que não é uma desilusão, tenho de dizer que esperava mais. Gosto de Woody Allen, mas este não é um filme típico do mesmo pois embora tenha uns toques que não enganam, no restante podia ser um filme de qualquer outro realizador. É um bom filme, com um bom argumento (embora não seja de uma originalidade brilhante) e boas interpretações, mas falta-lhe algo. Woody Allen “zangou-se” com as produtoras americanas e suas imposições, decidiu fugir para Londres e isso nota-se numa certa alteração de tom. Espero por “Scoop”, o novo projecto já em pós-produção, para confirmar.
Por falar em confirmações, temos Jonathan Rhys-Meyers a confirmar a sua categoria, Scarlett Johansson a sua sensualidade (não existem palavras suficientes) e Brian Cox a sua versatilidade.

Tuesday, January 17, 2006

Como (não) escolher a capa certa...

Por saber que temos por leitores habituais algumas pessoas formadas em comunicação social, peço que me digam o que vos parece esta frase para capa de um jornal:

"Axilas cheirosas tornam mulheres conquistadoras"

Believe it or not, está aqui, na capa do Destak de 17/01/2006...

Frase do dia

Li esta frase no Destak de hoje e gostei. É qualquer coisa como:

"Ter um espírito aberto não é tê-lo escancarado a qualquer tolice."

Douala


Esta fotografia, publicada n'O Independente há poucos dias, foi feita em 1991 nos Camarões, na localidade de Douala, justamente o local de nascimento do leão Rudolph M'Bela Douala. Reparem no formato do campo, cercado por uma pequena multidão. Estão definitivamente explicados os passes transviados, as decisões idiotas, as correrias sem sentido e os dribles inconsequentes.
Definitivamente, agora compreendo aquele rapaz...

Monday, January 16, 2006

Com amigas destas....

Este Domingo foi aproveitado para fazer a "lida da casa", agora sem empregada temos de fazer aquelas coisas desagradáveis como limpar a casa-de-banho etc... Como a casa é antiga felizmente ou infelizmente neste caso, a casa-de-banho tem janela. Ao limpar então certas partes... coloquei o "CIF" no parapeito da dita... escusado será dizer que eu moro no 1º andar. Ao voltar a limpar os tais objectos... ouço um estrondo impressionante, olho para a janela e não vejo o cif... começo a pensar que se a velhota que mora em baixo, estava no terraço, levou com o cif na cabeça... começo também a lembrar-me que o cif tinha a tampa aberta... ganho coragem e espreito para avaliar os danos, vejamos:
1- a velhota não estava no terraço;
2- o cif realmente estava de tampa aberta porque o chão estava coberto de líquido espesso amarelo... ( o que vale é que estava a chover... portanto até lhe fiz um favor porque agora tem o chão desinfectado )
3- Ao contar este pequeno episódio a uma amiga, a nossa olive, envia-me o seguinte por mail:

"hum joke ...


it's a







it's a




...no it's just Barbara's



poor old took a in the head ... "


"I didn’t say it was your fault, I said I was going to blame you."

quer dizer... :)

Esclarecimento... Somos 3






Este blog... The Live Parrot tem 3 "Parrots" como se pode ver no canto superior direito e em cima. São eles o Ryder, que é quem teve a ideia do nome, quem escreve mais posts etc... ; o bU que até decidiu abandonar o seu blog para se dedicar apenas a este, e por fim a whatever, neste caso eu. Para ver quem escreveu um determinado post basta verificar a assinatura que fica sempre registada no final bem como a hora a que foi "palrado", o número de bicadas etc... "fiz-me entender?"

Friday, January 13, 2006

Espécie em extinção



Não acham a lontra marinha espectacular?


No que toca a animais é o meu preferido sem qualquer dúvida. É um dos poucos que é capaz de utilizar instrumentos, por exemplo, uma pedra trazida do fundo do mar serve como martelo para partir a casca do marisco que comem. Habilidosas e de excelente gosto. Como também têm uma pele valiosa são caçadas ilegalmente o que já quase as levou à extinção... Embora os números da população tenham aumentado a "perseguição" continua... quem é que é capaz de matar estes animais?

Somebody should shoot them...

Please shoot me...


...se me ouvirem dizer alguma destas coisas:

1 – Não, prefiro que conduzas tu.
2 – Arranja-me aí um cigarro.
3 – Uma casa em Massamá? Parece-me bem.
4 – Comida italiana? Outra vez?
5 – Desliga a aparelhagem, não me apetece ouvir música.
6 – Ir ver um filme? Bah…
7 – Queria um Gin Tónico, se faz favor…
8 – Está-me mesmo a apetecer ficar sozinho.
9 – O Paulo Portas é que é um homem a sério!
10 – O Carrilho é que tinha dado um bom presidente da Câmara.
11 – Como eu gosto desta nova música da Celine Dion!
12 – Não quero viajar nestas férias, estou cansado.
13 – Adoro esta época do Natal!
14 – Já sei de que me vou mascarar no Carnaval.
15 – 21 horas? Mesmo na hora certa para ir dormir.
16 – Hoje o Sporting joga em casa e não me apetece ir ver.
17 – Até simpatizo com o Benfica…
18 - Honesto é o Pinto da Costa.
19 – Jogar cartas? Que seca!!!
20 – Quero ir viver para os EUA e tornar-me cidadão americano.

Eu penitencio-me...

- Não vi o "Mary Poppins" nem o "Música no coração"
- Não gosto de whisky
- Não li o "Código DaVinci"
- Acho o Woody Allen enervante
- Nunca achei grande piada ao "Star Wars" (nem sequer aos novos)
- Confundo frequentemente orégãos com coentros embora não tenha nada a ver
- Nunca vi ou li nenhum "Harry Potter"
- Gostei do "Titanic"
- Gosto efectivamente de matemática
- Não fui ver Madonna, Coldplay, U2 ou Black Eyed Peas
- Não gosto de bacalhau à Brás (espero que não se escreva com z)
- Nunca fui ao Lux

Thursday, January 12, 2006

Top 5 da manhã de Quinta





1- Como saí mais cedo de casa do que o habitual apanhei ainda o amanhecer;
2- Como saí mais cedo de casa não apanhei trânsito nenhum;
3- Como saí mais cedo de casa consegui logo lugar em 2ª fila para não pagar à EMEL;
4- Como saí mais cedo de casa o café não estava tão cheio, consegui tomar o pequeno-almoço em paz;
5- Como saí mais cedo de casa vou sair mais cedo do trabalho.

Wednesday, January 11, 2006

O gorilão


Sim, eu confesso, sou um fã incondicional de Peter Jackson (mesmo da fase gore, como “Braindead” – uma obra prima, “Meet The Feebles” ou “Bad Taste”). E como tal, este comentário a “King Kong” poderá não ser totalmente isento. Feito o ponto prévio, devo dizer que gostei bastante do filme. É um épico de fantasia como há muito não se via, feito por um realizador que se está a provar como um mestre no género… Fiel à história original do filme de 1933 (e passado na mesma época), com um grande investimento na criação do enorme Kong (mais uma vez à custa de Andy Serkis, que já tinha estado por detrás dos movimentos do Gollum) e com um elenco bem escolhido, para além de belíssimas imagens, nada falta a este filme para se tornar num clássico. Depois de uma primeira tentativa (falhada) em 1976 de fazer um remake, com Jeff Bridges e Jessica Lange nos principais papéis, ficou agora a cargo de Adrien Brody e Naomi Watts fazer de par romântico (falta-lhes química, na minha opinião), não menosprezando a excelente prestação de Jack Black, num registo um pouco diferente do que estamos habituados.
But it’s the ape who steals the show, com a criação inteiramente digital a conseguir transmitir emoções fortes. Um grande filme para quem estiver disposto a entrar num mundo de fantasia.

Lover, You Should've Come Over

Com agradecimentos/dedicatórias especiais ao bU, por ter insistido para que ouvisse Jeff Buckley e me ter emprestado inicialmente o “Grace”, e à pipocamaisdoce por me ter chamado a atenção para esta música em particular.


Looking out the door I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water
And maybe I'm too young to keep good love from going wrong
But tonight you're on my mind so you never know

Broken down and hungry for your love with no way to feed it
Where are you tonight, child you know how much I need it
Too young to hold on and too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
And much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one

So I'll wait for you... and I'll burn
Will I ever see your sweet return
Oh will I ever learn

Oh lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep that will never come

It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles when I slept so soft against her
It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever

Well maybe I'm just too young
To keep good love from going wrong

Oh... lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Well I feel too young to hold on
And I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind to see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love well I'm waiting for you

Lover, you should've come over
'Cause it's not too late

(Jeff Buckley)

Claustrofobia II


Confesso que fui ver este “The Descent” por falta de opções (e o facto de ser portador dessa magnifica invenção que é o King Kard). E, talvez por isso e pela sinopse que tinha lido, ia plenamente convencido que seria uma total “banhada”.
Filme de terror sobre 6 jovens (interpretadas por actrizes desconhecidas) que entram numa gruta que desaba, prendendo-as lá dentro onde acabam por descobrir que não estão sós (soa a “déjà-vu”), e realizado por um desconhecido britânico, de seu nome Neil Marshall, realizador de filmes (apenas 4 até ao momento) de terror. Digamos que não é uma premissa que cative. O que é certo é que, provavelmente por isso mesmo, foi um filme que me surpreendeu pela positiva. Realmente, o argumento em si não tem nada de novo ou surpreendente, mas as interpretações até são positivas e alguns “sustos” estão bem conseguidos, tendo arrancado uns gritos às poucas pessoas que estavam na plateia. E para quem, como eu, é claustrofóbico, algumas das cenas na gruta conseguem ser bem “arrepiantes”. Resumindo, deu para passar o tempo.

Jardineiro constante, filme inconstante


Depois de “Cidade de Deus” e todo o hype que se gerou à volta de Fernando Meirelles (incluindo 4 nomeações para os Óscares), esperava-se mais do seu novo filme, “The Constant Gardener”, já “patrocinado” por Hollywood. Ainda para mais com um argumento de John le Carré, sempre eficiente quando toca a thrillers políticos ou de espionagem. O filme não desilude, é certo, graças à qualidade do argumento e a uma interpretação contida mas de grande nível de Ralph Fiennes, mas tem uma grande falta de consistência a nível de ritmo, intercalando cenas que parece que se arrastam com cenas em que a acção passa demasiado depressa. Em resumo, vale a pena ver pela actualidade da historia (ficcional mas com fundamentos reais) e pela interpretação, mas fiquei com vontade de ver, isso sim, um próximo filme de Meirelles, esperando que consiga dar seguimento à enorme qualidade de "Cidade(…)" e não apenas a alguns bons momentos que teve neste Jardineiro…

Sunday, January 08, 2006

Bom começo de 2006

O meu primeiro post deste ano é dedicado a uma boa notícia que me chegou neste início de 2006. Já é conhecido o apresentador dos Óscares (5 de Março), e eis que Academia resolveu inovar (e ainda bem que o fez) chamando Jon Stewart para a tarefa.

Irreverente, Jon Stewart tem uma carreira cinematográfica que deixa algo a desejar (ele é o primeiro a gozar com a própria), mas de repente viu-se como uma figura que lidera todo um movimento de esquerda em ascensão na cena política americana, depois de assumir a apresentação do "The Daily Show", programa pouco conhecido até esse momento, mas que após a sua entrada se transformou em líder de audiências e opiniões. Um noticiário falso, embora baseado em notícias reais, com "correspondentes" e "especialistas", alguns dos quais começam a ter papéis em filmes, sendo o mais conhecido Steve Carell, que fez "The 40 year old virgin", mas também Stephen Colbert já teve as suas aparições.
E o próprio Jon Stewart já mostrou as características que o fizeram ser chamado, ao dizer que "(...) as an avid watcher of the Oscars, I can't help but be a little disappointed with the choice. It appears to be another sad attempt to smoke out Billy Crystal." O que é certo é que este vosso papagaio lá estará como sempre na noite de 5 de Março, com o "gang" habitual, ansioso por uma boa prestação de Jon Stewart.

Thursday, January 05, 2006

Para desfazer a dúvida...

Para a fada do lar:

Os casulos dos pinheiros são formados por lagartas que mais tarde viram borboletas.
Dão-se especialmente em climas mais frios. Chega a ser considerado uma praga pq onde os casulos são formados, todas as agulhas do pinheiro são devoradas, quando acabam essas passam para outro ramo e devoram esse também. Basicamente é mau.

Passagem de ano em Sarzedo...NHÁ !!

Bem vindos a este novo ano de 2006, não vos parece que foi ontem que passaram de 99 para 2000, com todas aquelas teorias do fim do mundo, o bug e aqui estamos 6 anos depois basicamente na mesma.

A passagem deste ano foi em Sarzedo, uma aldeia com cerca de 170 habitantes onde se fica a perceber desde logo que se há estranhos a pernoitar por aquelas bandas, os 170 locais sabem disso. Aliás, assim que chegámos tinhamos a vizinha da casa da frente a fingir que limpava uma janela enquanto tirávamos as compras e as malas dos carros e nos instalámos dentro de casa. Uma espécie de "welcome party"... ou não.

Nesse dia, a maior parte das pessoas não conseguiu dormir devido ao frio. Eu cheguei a pensar em ir dormir para o carro, queria lá saber se Sarzedo inteira me visse ali, já estava a entrar em desespero. O nosso amigo bU é que nem 10 minutos depois já se encontrava "KO".
Depois de uma noite mal dormida, uma pessoa quer é tomar um banho quente para enfrentar melhor o dia... pois... mas para isso ainda se tinha de ir comprar uma bilha de gás, mas os obstáculos não se ficavam por aí. Chegada a bilha, o desafio era fazer com que o esquentador aquecesse a água... tarefa que nos deixou um pouco nervosos, confesso que devido ao stress induzido pela remota hipótese de não termos água quente até me faltou o ar. Quando finalmente essa prova foi "superada", quase que se via ( qual cartoon ) a chama do esquentador nos nossos olhos, e a festa que daí veio foi quase tão intensa como à meia noite desse dia. A torneira da banheira tb tinha os seus truques, nada é fácil em Sarzedo, mas tb é por isso que se torna engraçado.
Banhos tomados seguimos para a Serra da Estrela com dois objectivos:
- Neve;
- e Queijo.
Para chegar à Serra o caminho é tortuoso e por vezes díficil para quem vai atrás no carro... passados cerca de 15 ou 20 km já não tenho bem a certeza, chegámos a Manteigas e a minha vontade de subir para a serra de estrela numa escala de 0 a 10 era -10. Com o almoço toda a má disposição passou, e chegar à torre até foi fácil comparando com o percurso anterior. Muito queijo e presunto têm eles na torre, e se quiserem provam de tudo, vale a pena subir nem que seja pela simpatia das pessoas que trabalham no "mini" centro-comercial. Já para não falar na qualidade dos produtos que vendem. Um dos objectivos foi atingido, em relação à neve, era mais gelo que outra coisa, mas mesmo assim valeu a pena.
Lembram-se do momento cartoon quando o esquentador começou a funcionar? Tive um desses tb quando entrámos no Serra Shopping ao ver a Worten, quase que ouvi sinos... Mas pq ouvir sinos e música quando se vê a worten? Pq na Worten vendem aqueles termo-ventiladores pequenos, baratos... mas que transformam o meu iglô ( entenda-se quarto ) numa cabana de praia situada numa ilha qq das antilhas francesas, posso dizer que durante a noite, cheguei a ter calor... coisa que em mais de 24h por aquelas bandas ainda não tinha tido.
Mas antes disso, foi a passagem... a meia-noite que ninguém tinha a certeza se já teria passado ou não, tive a confirmação com o telefonema do meu pai, que já estávamos no ano 2006. Confettis para cima da couve natalícia, viagem à igreja matriz de Sarzedo onde uma fogueira enorme estava a devorar troncos de árvore... sim a lenha daquela fogueira eram gigantescos troncos, e como não podíamos deixar de o fazer, subimos umas escadas de pedra escorregadias para tocar os sinos.
Esqueci-me de contar o episódio da jeropiga ( fica para outra altura ), mas todas as pessoas têm a sua aldeia, e no café da aldeia já sabem que têm sempre de beber, sejam 8h da manhã ou da noite... e não se pode dizer não, pq é tudo caseiro, feito com tudo ali da terra, e melhor que aquilo não há :).

NHÁ a todos ( para aqueles que percebem...)

Friday, December 30, 2005

Um post nada forçado...

Serve o presente post para reforçar a ideia do post anterior... Não me parece correcto que se cancele assim a emissão deste blog sem um prévio acordo de todos os colaboradores...
Julguei que todos fossemos iguais mas afinal (qual Quinta de George Orwell) parece que há alguns mais iguais que outros...

E agora, o que realmente me vai na alma:

- Está a nevar na Serra e eu estou lá daqui a poucas horas!!!!!

Porque o ryder não decide... quando é que termina a emissão



Boas notícias para quem vai para a Serra da Estrela nesta passagem de ano... pq meus senhores e minhas senhoras:

- Está a nevar !!!!! :)

Todos os hotéis cheios, neve, e boas condições para a práctica de ski.

Viva 2005, venha 2006 :)

Feliz 2006

Quero aproveitar o post anterior para desejar a todos os que nos visitam um feliz 2006 e cheio de resoluções cumpridas :)


P.S. - Uma vez que vou participar durante o fim-de-semana numa "Convenção de blogs amigos" juntamente com os outros papagaios, em que nos juntaremos às excelsas criadores dos Blogs "el_olive_world" e "Fada do Lar", voltaremos à emissão na próxima segunda feira, dia 2.

New Year's Resolutions





Chegando a esta altura do ano, as pessoas começam a traçar objectivos para o ano que se segue...
De há 3 ou 4 anos para cá... o que consta sempre na minha lista é "Deixar de Fumar"; "Fazer Exercício"; "Ir mais ao Teatro"; "Ler mais"; "Ser mais solidária"; "Ser menos anti-social" etc... Balanço de 2005:
-Não deixei de fumar;
-Inscrevi-me num ginásio, andei meses a pagar a mensalidade e nunca lá fui, aliás, fui 2 vezes... uma para me inscrever e outra para cancelar a subscrição;
- Não fui ao Teatro uma única vez... sim eu sei é uma vergonha.
- Livros... Livros... tenho um ainda para ler, ( emprestou-me o bu e a luma, sorry guys for taking so long ), logo, tenho de ler mais :)
- Não participei em campanha nenhuma, não comprei relógios para ajudar a construir casas, só dei moedas a arrumadores... isso conta?
- Não deixei de ser anti-social... continuo a cortar-me a tudo e mais alguma coisa...

Vamos esperar e ver como corre 2006... Bom ano e já agora deixem aqui as vossas "resolutions"

Thursday, December 29, 2005

Coisas que me irritam...

1- Pessoas que levam a faca à boca;
2- Pessoas que não se penteiam atrás ( uma pessoa consegue saber quase quantas horas a pessoa esteve com a cabeça na almofada pelo grau de compressão na parte de trás da cabeça )
3- Pessoas que quando gostam de uma banda, e nos querem mostrar... começam com expressões como "esta parte é fenomenal ouve ouve ouve ouve... estás a ouvir? fenomenal, simplesmente fenomenal... aliás tão fenomemal que vou andar 47 segs para trás para poderes ouvir outra vez"
4- Pessoas que mastigam de boca aberta
5- Pessoas sôfregas ( aquelas que estão na fila do supermercado sem qq distância higiénica, tb serve para o multibanco e condutores que têm a mania de ir colados ao "rabo" do carro )

há mais... mas vamos ficar pelo top 5 desta bela quinta-feira que parece que nunca mais acaba.

Monday, December 26, 2005

Only A Matter Of Time

A suited man smiled said:
"It's just a matter of time
You can have the world at your feet by tomorrow
just sign on this line."
Hold tight... limelight!
Approaching the paramount
with the sun in our eyes
fearing family ties, legalies, compromise
In a dimly lit room with a stool as his stage
a dream-stricken prince of a pauper's descent
haunts the eavesdropping silence
that presses his window as he sweats a performance to an audience that ticks on the wall

To the practical observer
It's just a matter of time
"You can deviate from the commonplace only to fall back in line."
I understand mine's a risky plan and your system can't miss
But is security after all a cause or symptom of happiness?

Brave, yet afraid, his eyes on horizon in a steady-set gaze
a mariner soon from an open cocoon
takes a moment to summon his courage
to stifle his grave apprehension and trembling, approaches the surf

A father's benediction as his hopeful son departs
to brave the sea of rage and conquer at all costs
lingers in his memory
and visions still surviving in a logic-proof shell
that should have been held sacred, safe and hidden well are compromised in usury
with every rising sun that yields no sight of land the hesitation cultivates within the tired man
and rumors spread of mutiny
and though the time will come when dream and day unite tonight
the only consolation causing him to fight
in fearless faith in destiny

Even when plans fall to pieces
I can still find the courage with promise I've found in my faith

Likely or not, it's a dream that we keep and at odds with our senses we'll climb
But if faith is the answer, we're already reached it
And if spirit's a sign then it's only a matter of time
Only a matter of time

(Kevin Moore)

Se há algo certo é a passagem do tempo... ou então não!

Por falar em coisas que nunca mais acabam, chegou-me a informação (que tenho de agradecer ao Esmifra) que este ano de 2005 vai ser mais longo que os anos anteriores. O International Earth Rotation and Reference Systems Service, a entidade responsável por estabelecer o standard temporal adoptado em todo o mundo e aquele que é seguido pelos relógios atómicos, chegou à conclusão que é necessário acrescentar um segundo à duração do ano para que estejamos sempre a menos de 0.9 segundos da rotação da Terra, que é variável de acordo com vários factores, entre os quais se destacam as marés.
Este segundo será adicionado à meia-noite GMT (passa das 23:59:59 para as 23:59:60 e apenas depois para as 00:00:00), pelo que fazemos parte dos afortunados que vão ter essa alteração mesmo na passagem de ano.

Harry Porra-que-isto-nunca-mais-acaba...


Não haverá muito a dizer sobre este “Harry Potter and the Goblet of Fire”. Todos conhecemos a saga, todos conhecemos a fama, todos temos uma ideia de onde vai acabar.
No entanto, lá fui ver o quarto filme da saga e a única coisa que me ocorre dizer é: gostei mais do anterior. Não é um mau filme, e deve ser visto na sequência dos outros, mas vem trazer muito pouca coisa de novo, apenas os últimos minutos são relevantes para a história e tem muita palha pelo meio.
Resumindo (que é o que devia ter sido feito a este filme): Convém ver se não quiserem perder o fio à meada, mas vejam num cinema bem confortável, porque 3 horas daquilo é obra.

Saturday, December 24, 2005

Quem, onde, quando, como e porquê.

talvez as perguntas mais importantes e objectivas que se pode fazer em relação a qualquer situação. Na verdade tenho de agradecer ao meu pai por estas pequenas maravilhas... andava eu no 5º ano, e embora gostasse de História, nunca tinha mais do que o "satisfaz", "satisfaz bem -" pq nos testes começava a divagar e misturava os factos, as datas etc... Até que o meu pai me ensinou este pequeno truque e a partir daí, independentemente da pergunta, se eu soubesse aqueles 5 dados e ordenasse a resposta daquela maneira, não havia nada que falhasse. Não querendo exagerar, depois serve para tudo... Por exemplo:
-Passagem de ano:
Quem vai?
Onde é?
Quando partimos?
como vamos?
e porque é que vamos?... sendo esta normalmente a mais importante.

Imaginem que um amigo vai contra um vidro no café... ( nada inédito )
Quem?- um tibúrcio qq
Onde?- no café lisboa
quando?- ontem de manhã
como? não reparou e foi contra o vidro
Porquê? porque é parvo...

é como vos digo, serve para tudo.

e com isto... os meus votos de menos palha e mais objectividade... e já agora

Bom Natal

Friday, December 23, 2005

Quando...

Quando é que uma pessoa chega à conclusão que um conhecido/a passa a ser um amigo/a?
Para mim por exemplo, é quando se pode estar em silêncio sem que esse seja desconfortável, claro que não se resume apenas a isto, mas é das mais importantes. Ultimamente não encontro é muita gente que possa dizer que me sinto bem mesmo sem estar a fazer conversa...Mesmo pessoas que já foram amigas/os, que com o tempo vamos estando cada vez menos, quando estamos com eles novamente volta-se a sentir o desconforto do silêncio quando já não há mais nada para dizer... Irrita-me que demore tanto tempo a estabelecer uma amizade e depois... tão pouco para a perder.

Quatro dígitos

Atingimos durante o dia de ontem o maravilhoso número de 1.000 visitas. Não sendo este o número real, uma vez que o blog teve origem a 6 de Setembro e apenas coloquei o contador a 1 de Novembro, não deixa de ser um valor a assinalar. A todos os que contribuíram, o nosso obrigado :)

Thursday, December 22, 2005

"What's the point?"

Todas as existências se justificam de uma forma ou de outra. Há sempre um acto ou um acontecimento, ao longo de cada vida, que por si só serve de motivo para a mesma. Existe, aliás, um filme de que gosto muito que fala disso mesmo, o “Signs”, onde M. Night Shyamalan pretende demonstrar que todos os acontecimentos, por mais estranhos e/ou injustos que possam parecer, têm uma justificação, um motivo, mesmo que este não seja visível ou compreensível durante anos (pena que muita gente tenha visto o filme na perspectiva errada, como se fosse um qualquer filme de aliens, quando os aliens ali não passam de um pretexto “for a higher purpose”).

Em todo o caso, não foi para falar do “Signs” que eu comecei este post. Foi para falar da justificação da existência de cada um. Seja por uma palavra a um amigo, por um gesto num momento difícil. Seja por uma música que marca uma vida de alguém (e tantas existem que marcaram milhares, estou agora mesmo a ouvir U2, mas também podia falar de Queen ou tantos outros), por um livro, por um filme, quem sabe por um simples olhar.
Muitas vezes, o mesmo conceito pode justificar várias vidas. Tal como JRR Tolkien viveu para escrever “The Lord Of The Rings” e criar todo o universo da Terra Média (e estamos a falar de um linguista, que começou por criar o “élfico” enquanto linguagem e apenas depois passou para o resto), Peter Jackson viveu para o filmar (quando até aí só tinha feito praticamente filmes gore, embora de boa qualidade para o género) e Christopher Lee para interpretar Saruman (depois de tantos filmes de terror de série B e tantos anos sem papéis de maior importância). E eu nem sequer estou a entrar em exemplos mais “grandiosos”, ao nível de todos os voluntários de iniciativas de caridade e desenvolvimento de países de terceiro mundo, de pessoas como a Madre Teresa ou Bob Geldof, de grandes políticos (sim, nem todos são corruptos ou interesseiros), de grandes economistas ou grandes cientistas nos vários ramos.
Podemos passar uma vida inteira a tentar forçar esse momento e ele pode chegar quando menos esperamos. Pena é que uma grande maioria das pessoas (quase todas) não chegue a ter a noção de qual foi. Resta-nos acreditar numa existência pós-morte em que tenhamos oportunidade de o saber.

Wednesday, December 21, 2005

Exorcize or bust!


Este “The Exorcism of Emily Rose” é um filme que alterna bons momentos com outros mais fracos. Serve acima de tudo para, como tanto insiste Tom Wilkinson numa interpretação contida enquanto Padre Moore, contar a história (baseada em factos verídicos) de Emily (excelente no papel a desconhecida Jennifer Carpenter – deve ser contorcionista), uma estudante universitária oriunda do interior que se vê (supostamente) possuída por um demónio. O filme centra-se no julgamento do Padre Moore por homicídio por negligência e utiliza os flashbacks para mostrar o que sucedeu. Curiosa a forma como o realizador nos mostra não apenas a teoria do exorcismo (utilizada pela advogada de defesa, representada por Laura Linney) como também a teoria (cientifica e baseada numa possível conjunção de epilepsia com psicose) utilizada pela acusação. No fundo, um bom filme para lançar a dúvida: Exorcismo – realidade ou mito?

RIP "Mr. McGarry"


Bem, retomando outro hábito dos papagaios (este bem mais triste), quero aqui fazer nota do falecimento de John Spencer, para muitos mais conhecido como “Leo”, o chefe de pessoal da Casa Branca, em “The West Wing”. Aqui demonstrou as suas capacidades como actor, ao representar o segundo homem na cadeia de comando do governo americano, não a nível de hierarquia mas a nível de poder efectivo, uma vez que muitas decisões não chegam ao presidente, sendo logo tomadas pelo chefe de pessoal. Entrou também em “LA Law” e teve papéis secundários em alguns filmes conhecidos, como “The Negotiator”, “Cop Land”, “The Rock”, “Forget Paris” (um personal favorite), “Black Rain” e, talvez o papel mais reconhecido, em “Presumed Innocent” ao lado de Harrison Ford.

Um filme completo


Retomando um hábito deste canto de papagaios, quero-vos falar deste "An Unfinished Life". O filme enquadra-se no estilo já habitual do sueco Lasse Hallström, que tem feito filmes de qualidade desde que foi “adoptado” por Hollywood. Não posso falar dos filmes suecos com que começou a carreira (embora acredite que sejam bons), mas só tenho coisas boas a dizer de filmes como “What's Eating Gilbert Grape” (primeiro grande papel de Leonardo DiCaprio e que lhe valeu uma nomeação - não esquecendo a prestação de Johnny Depp), “The Cider House Rules” (valeu 2 óscares em 7 nomeações – Actor secundário para Michael Caine e Argumento Adaptado), “Chocolat” (mais 5 nomeações) ou “The Shipping News”. E é por muito pouco que “An Unfinished Life” não está ao nível dos anteriores. Merecem no entanto ser realçadas as interpretações de Robert Redford e Morgan Freeman, que mostram que a idade é um posto. Não só encarnam bem as personagens como demonstram uma química forte entre eles. Também tenho de reconhecer que Jennifer Lopez está bem no papel que lhe foi entregue, mostrando qualidades de interpretação que até agora não tinha mostrado. E ainda bem que assim é, uma vez que esta é uma história feita de relações, do peso da culpa e da capacidade de perdoar, de ultrapassar barreiras psicológicas. Em resumo, um filme para todos verem e tirarem lições para a própria vida.

Wednesday, December 14, 2005

"Marcado para morrer"

Eu sei que se calhar vão pensar que se deve à falta de imaginação, mas não podia deixar de colocar aqui o editorial do Público de hoje, da autoria de Nuno Pacheco. É longo, mas vale a pena.

Soube-se logo de manhã: executaram Stanley Williams. Como n’A Colónia Penal de Kafka, alguém quis provar que a máquina funciona, na sua fria implacabilidade. Sem atentar nos pormenores sórdidos da execução, estava em causa não apenas uma vida (o que é essencial para quem se opõe, em qualquer caso, à pena de morte) mas também uma lógica. Que homem morreu, na madrugada de ontem? O violento Stanley que, aos 17 anos criou um temível gang de marginais em Los Angeles, os Crips? O condenado à pena máxima em 1981, acusado de ter morto a tiro quatro pessoas? O militante pacifista que em 1996 denunciou, em vários livros dirigidos aos estudantes do básico, a violência dos gangs que outrora ajudou a criar? O autor do livro Life In Prison? O promotor do projecto “para a paz nas ruas”, lançado na Internet com jovens de diferentes países? O homem nomeado várias vezes para o Nobel da Paz e pelo menos uma para o Nobel da Literatura? O laureado pelo Presidente dos Estados Unidos pela sua acção cívica? Quantos homens habitam num homem? Quantos por ele passam, tornando-o diferente, outro, ainda que sob a mesma identidade? Quem dirige, hoje, os destinos da América? O alcoólico displicente dos anos 70? Ou o republicano liberal e religioso dos anos 90? Quem se senta na cadeira da presidência da Comissão Europeia? O maoísta convicto dos anos 70? Ou o social-democrata dos anos 90? O que pesa mais na vida de um homem que ascende a cargos vitais para o seu país ou para o mundo? O seu passado? Ou o seu presente? Nos casos, citados, de Bush Jr. e Durão Barroso, ninguém duvidará: o seu presente. No caso de Stanley, sucedeu o inverso: apesar do caminho percorrido, apesar de uma absoluta (e reconhecida, até pelo presidente dos EUA) mudança na sua vida e personalidade, o que pesou foi apenas o passado. E por isso o mataram. Dir-se-á: uma coisa são devaneios ou erros de percurso, outra são crimes. Sem dúvida. Mas Stanley terá sido, de facto, o autor material das quatro mortes contabilizadas nos anos 70? As provas, como alertou por diversas vezes a insuspeita Amnistia Internacional, foram produzidas com base “em testemunhos de criminosos que estavam presos ou no corredor da morte pelos mais variados crimes e que beneficiaram de reduções de pena ou foram libertados em troca de testemunhos”. Na sordidez de San Quentin, a vida é apenas um negócio passageiro. Não, A Colónia Penal de Kafka não está assim tão longe da Califórnia. Porque a morte, ou melhor, o abate impiedoso de Stanley Williams serviu apenas para provar que a máquina funciona e é cega para sobreviver. Assim como sobreviveram os que, à custa da morte de Stanley, salvaram a própria pele. O mais absurdo ainda é o facto de um homem passar 24 anos atrás das grades, ser modificado por elas, alterar por completo o seu comportamento e atitude perante o mundo e, no preciso momento em que é louvado e aplaudido, tirarem-lhe a vida por um crime supostamente praticado há quase três décadas. Kafka? Não só: a execução de Stanley prova, mais uma vez, que o sistema baseado na pena de morte é não apenas injusto como repelente. Porque conseguiu o prodígio de poupar um criminoso e, muitos anos depois, matar o homem decente que nele nascera. Para ser abatido em seu lugar.

Tuesday, December 13, 2005

Parabéns

Não podíamos deixar de assinalar o dia em que o fundador deste blog faz 27 anos... está a ficar velhote. Daí ter falhas de memória, falta de criatividade, momentos de alucinação como o que teve quando foi ver o "Elizabethtown".. já que gostou :P
Querer ir à Figueira e arrastar o pobre do bU para ver um jogo de futebol... do sporting imagine-se!!!
Claros sinais de perturbação mental devido a idade avançada.
bU: é melhor seres tu a guiar pq pessoas com a condição do ryder não guiam a mais de 50km/h.

PARABÉNS :)

Sunday, December 11, 2005

Pausas...

Pedimos desculpa por este momento de menor fulgor bloguistico, mas um maior cansaço psicológico tem provocado uma quebra de imaginação nos "papagaios". Em todo caso, prometemos regresso ao nível exibicional anteriormente demonstrado.

Monday, December 05, 2005

Frio vs. Sexy


Há algo que me intriga hoje em dia. Quem sabe algum(a) leitor(a) deste blog me possa ajudar:
Está frio. Mesmo para mim, que sou bastante calorento. Ora, se está frio para mim, para uma mulher (que por razões que desconheço normalmente são mais friorentas) deve estar um gelo. Então expliquem-me o porquê da barriguinha de fora? Atenção, eu não estou a reclamar ;) Apenas estou a perguntar o porquê... E, menos compreensível ainda, as canelas ao frio! Realmente, a mulher é um bicho estranho... Se o umbigo ainda pode ser considerado sexy, e posso conceber que a vontade de agradar/chamar a atenção dos homens se sobreponha ao frio, já as canelas...(?)
Aguardo explicações (ou tentativas de...)

Wednesday, November 30, 2005

Antes e depois....

Jennifer Grey como a conhecíamos... note-se "o nariz proeminente".

Tuesday, November 29, 2005

E esta... quem é?



Um pouco diferente depois de algumas plásticas, mas vejam lá se advinham... entrou em dois grandes clássicos feitos em 1986 e 1987 e mais não digo :)

And the winner is...


Tinha de ser a nossa estimada colaboradora Whatever a acertar logo à primeira (e, não, ela não sabia mesmo quem era). Não é ao acaso que escolhemos os nossos colaboradores...
Cá está uma foto um pouco mais antiga do jovem Ralph Macchio AKA Daniel-San.

Quem é, quem é?


Este mail vem no seguimento de um dos posts anteriores (não vou dizer qual)...
A questão aqui é quem é este senhor?
Aceitam-se sugestões (apenas para quem não sabe - vocês sabem quem são). Posso garantir que toda a gente (pelo menos o género de gente que lê este blog) o conhece de gingeira. Quero comentários, gente!

Monday, November 28, 2005

Um mal nunca vem só...


Também faleceu nos últimos dias George Best, um dos grandes mitos do futebol mundial e do "meu" Manchester United, que nunca atingiu o estatuto que merecia porque se "perdeu" entre álcool e mulheres... Muitas histórias se podiam contar, mas acho que o mais importante e o que deve perdurar é mesmo a capacidade técnica deste magnífico jogador.
Para aqueles que, como eu, nunca tiveram o prazer de o ver jogar, aqui fica um pequeno video que merece ser visto.

Wax on, wax off...


Não poderia este blog deixar de assinalar o desaparecimento de uma das figuras míticas desta geração de cinema...
Se têm entre 25 e 35 anos, de certeza que percebem do que eu estou a falar...
RIP, Mr. Miyagi...

Saturday, November 26, 2005

Feelings in the shape of songs...


Antes de mais, quero admitir aqui que era inadmissível e imperdoável da minha parte ainda não ter ouvido com a devida atenção Jeff Buckley. Mesmo após vários conselhos de pessoas cujo gosto e conhecimento musical é por mim admirado e elogiado. Mas "finalmente" rendi-me a tanto conselho, e não posso estar mais arrependido... de ter resistido tanto tempo!
"Grace" é um excelente album, feito de músicas de qualidade e, acima de tudo, cheias de sentimento. Com um grande talento de composição e uma voz que não tem igual, Jeff Buckley mostra logo nesta estreia todo o seu talento. Recomendo uma audição cuidada, é daqueles CD's que, quanto mais ouvimos, melhores nos parecem. Embora goste de todas as músicas, tenho de destacar (a um nível pessoal) "Grace", "Dream Brother" e, obviamente, a interpretação (única) de "Hallelujah", um original de Leonard Cohen.
O Mississipi fica-nos a dever uns anos de vida de Jeff Buckley e, com eles, muitas sensações que novas músicas nos trariam.

Thursday, November 24, 2005

Sem comentários...

Sunday, November 20, 2005

Claustrofobia


Fobia que se caracteriza pela aversão ao confinamento ou a lugares fechados. É esta a sensação que fica depois de ser ver "Flightplan" e é ao mesmo tempo o seu maior trunfo. Sim, porque o argumento é fraco e inconsistente e a realização recorre a efeitos "fáceis" (câmara lenta, planos de longa duração) para tentar conquistar o espectador. Admito que o tal efeito-claustrofóbico até está bem conseguido, mas o filme perde-se no final. E se é verdade que as interpretações estão boas, isso só serve para provar a qualidade dos intervenientes, pois não é fácil fazer omoletes com tão poucos ovos. Sean Bean, Peter Sarsgaard e principalmente Jodie Foster demonstram porque são actores em alta (no caso de Jodie Foster, mesmo aparecendo pouco nos últimos anos) tornando este "Flightplan" num filme que, no fundo, vai terminar como um filme de suspense/acção a passar repetidamente na tv. Fica a sensação que um argumento melhor trabalhado podia ter feito maravilhas. Assim, fica um daqueles filmes que se vê e passa...

Salto alto


Amizade. É de amizade que vive este "In Her Shoes". Feito de sentimentos, com interpretações bem positivas de Cameron Diaz e de Toni Collette e uma magistral Shirley MacLaine, este filme retrata a atribulada relação de duas irmãs. É um filme simples e pouco pretensioso e talvez por isso não tenha muito a dizer sobre ele, mas que vale certamente a pena ver.
Tenho de admitir que entrei na sala de cinema convencido que ia ver um "chick flick", mas o tempo e Curtis Hanson encarregaram-se de me mostrar que estava enganado, e que apesar de ser centrado em duas mulheres e falar de relações (de amizade e de amor), é possível fazê-lo sem excesso de sentimentalismos e sem uma visão extremamente feminina da situação.

Friday, November 18, 2005

"One Art"

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.

(Elizabeth Bishop)

View from CN Tower at night

Thursday, November 17, 2005

A borbulhar


Muitos são os actos inexplicáveis num ser humano… Homens e mulheres são capazes de praticar coisas impossíveis de entender. Também as preferências e os hábitos são para todos os gostos e feitios. Mas no meio de tudo isto, há coisas que se destacam.
Alguém me sabe explicar esse desejo incessante, essa necessidade extrema, essa vontade incontrolável que as mulheres sentem de espremer as borbulhas dos namorados? Pior ainda, em público??
Não pode aparecer uma borbulha num rapaz que logo aparecem duas mãos femininas estendidas na sua direcção, acompanhadas pela mítica frase: “Olha, tens aí uma borbulha… Deixa-me espremer antes que piore”. Gosto particularmente quando esta frase vem acompanhada de um argumento do tipo “Está enorme e feia!”, argumento usado claramente para mais facilmente convencer o alvo. Também não é possível ir a uma praia e não dar de caras com uma rapariga de mãos nas costas do namorado, que estará deitado de barriga para baixo. É certo que ela vai estar a espremer uma qualquer borbulha que encontrou. Ora, isto a mim parece-me bastante… hmmmm, como dize-lo de uma forma carinhosa…? Nojento!!
Como pode um ser que, por norma, se enoja com mais coisas do que qualquer outro no planeta, tirar prazer (e eu diria mesmo prazer desmedido) de espremer borbulhas até ao desaparecimento das mesmas?? E como podem sujeitar-se os namorados ao sofrimento atroz causado por esse enorme bando de sádicas? A única razão válida que vejo para isto (e lembro que não está em causa apenas o sofrimento atroz como também a humilhação por que passam) é uma espécie de regra de compensação. Algo do tipo: “Vês como eu me sujeito a momentos de dor e humilhação apenas para o teu prazer? Agora é a minha vez de escolher algo que te faça passar por dor e, quem sabe, humilhação apenas para o meu prazer…”
Só que, como qualquer homem inteligente sabe, as mulheres são mais espertas que isso… Nessa não caiem elas.

Mas como este blog também pretende ser informativo, aqui fica para os interessados.
Acima de tudo, e com origem nesse site, que fique uma ideia bem fixa na cabeça de todos, em particular delas:
“The real deal on popping zits: Dirt from your fingers can force bacteria into your pores and cause an infection, leaving you with a bigger bump and, even worse, possible scarring.”
Pensando melhor, isto até é mais para eles, para que não permitam qualquer contacto entre as mãos da namorada e toda e qualquer borbulha que lhes surja…

Z de Zero...


Talvez esteja a ser muito negativo em relação a este "The Legend Of Zorro". Talvez até tenha algo a ver com o facto de o ter visto pouco antes de ver o "Elizabethtown". Mas o que é certo é que, não sendo bem "zero", talvez não passe de um 0,5 ou 1… Ok, reconheço que tem uma ou outra boa piada, e uma ou outra boa cena de acção. Mas isso não faz um bom filme. António Banderas até está bem, Catherine Zeta-Jones também, e especialmente bem está o até agora desconhecido Adrian Alonso como filho do casal De La Vega. No campo oposto está Rufus Sewell, na minha opinião um mau actor que, depois de uma prestação aceitável em “Dark City” (e mesmo assim era o pior desse grande filme), não voltou a fazer nada de jeito. Mas, não fugindo ao “Zero” - perdão “Zorro”, o argumento é fraco e o filme arrasta-se. Bem fez o meu colega papagaio em ter escolhido “O Crime do Padre Amaro” em vez deste “Zero”… Ai, lá estou eu outra vez!… “Zorro”.

Tuesday, November 15, 2005

Life, the Universe and Everything...

Não é por acaso que cito Douglas Adams no título deste post. Apesar disso, não vai ser o post mais animado que já escrevi. Não vai ter comédia. Aliás, neste momento em que o escrevo não sei ainda exactamente o que vai conter. Apenas sei que vem desde Elizabethtown e que tudo isto não dá para entender...
No mesmo dia em que me reencontrei com uns amigos com quem não falava decentemente vai para 10 anos, um outro amigo, bem mais recente, separava-se temporariamente (espera ele e eu também) da mulher e das duas filhas. Um momento feliz, em que reencontrava uns amigos que estão ainda melhor do que há dez anos atrás (quando tinham uma filha de meses que agora já é quase da minha altura) coincide com aquele que é, para um amigo, um momento triste... Tão triste como ele ainda não tinha passado. Existe explicação para isto? Ou melhor, voltando a um momento Douglas Adams: "What's the point...?".
Muitos, provavelmente, dirão que também os que agora estão bem tiveram de passar por momentos menos bons (quem sabe até os próprios). Que é esse o "sal da vida". Mas, qual sal? O sal, quando em excesso, provoca feridas nos lábios. Experimentem um balde de pipocas salgadas e falem depois comigo.
Nas palavras de um mestre, neste caso Mike Portnoy:

"We can learn from the past but those days are gone
We can hope for the future but there might not be one"

Ninguém sabe o que nos espera, mas podemos arriscar... Os meus amigos terão certamente uma felicidade ainda maior, especialmente se o projecto que "inunda" a cabeça dele resultar como ele acredita (e eu também e quero ajudar no que puder), o meu amigo vai certamente reencontrar a sua paz junto de quem mais quer no mundo (e nisto incluo também as filhas) e, porque não, também eu terei o meu cantinho, com a minha "Claire" (vide Quero-me mudar para lá!). E tudo isto passará a fazer sentido...


Ou então não...

Countdown to extinction!



Quero-me mudar para lá!


Aqui estou eu, quase 2:30 da madrugada, antes de um dia de trabalho (o primeiro), a escrever um post sobre "Elizabethtown", o filme que fui ver hoje. Ora, antes de mais convém dizer que, se o faço agora, não é porque não tenha sono. Simplesmente este é um filme que merece. Não tenho muitas palavras para o descrever, porque acho que é um filme para sentir e não para "contar". Acima de tudo, acho que cada um vai ver e sentir este filme de forma muito diferente, e se calhar para alguns dos leitores deste blog (ou muitos, mas espero que não) este filme vai ser apenas "mais um". Mas não o foi para mim. O argumento é bem original, apesar de a base do mesmo ser uma história já tantas vezes contada. As interpretações são boas (gostei especialmente da Kirsten Dunst enquanto Claire, embora eu possa ser um pouco suspeito nesse aspecto), os exteriores são bonitos e bem capturados mas, acima de tudo, o que faz a diferença neste filme é a banda sonora e a sua interacção com a história, como aliás já é habitual em qualquer bom filme de Cameron Crowe. Para além disso, neste filme, como na minha vida, a música está quase sempre presente, uma vez que raras são as cenas sem música.
Se tivesse que dar uma nota ao filme, como o meu amigo jurássico, daria um 5/5, pelo que aconselho todos a ver o filme, e apenas uma frase mais tenho a dizer:
Quero a "minha" Claire. :)

Monday, November 14, 2005

(Mas afinal qual foi) o crime do Padre Amaro?


Confesso que não sabia nada sobre este filme antes de entrar na sala de cinema. Estava na Figueira da Foz e apenas me pareceu uma alternativa melhor ao último do Zorro...
Fiquei logo desde início surpreendido com a transposição para os dias de hoje da história e lembro-me de ter pensado qualquer coisa como "Isto não vai resultar"...
Mas até resultou.
As personagens são credíveis e, apesar de se encontrarem fora do seu ambiente original, funcionam bastante bem. A realização está dinâmica e bem conseguida sendo que acompanha esta nova vaga do cinema português mais recente: o acabar de vez com aqueles grandes planos (confesso que nunca os percebi) e, acima de tudo, com aqueles planos que parecia que nunca mais acabavam e que faziam com que ao espectador lhe apetecesse ir lá fora beber um café.
Notas positivas para a estreia em cinema da dupla principal Jorge Corrula e Soraia Chaves (as cenas de sexo estão especialmente interessantes - passe o voyeurismo) e para o veterano Nicolau Breyner. Excelentes desempenhos ainda de Nuno Melo e da dupla gay Rui Unas/Diogo Morgado. Destaque ainda para a banda sonora que, apesar de muito hip-hop (??!!), está sempre contextualizada com a acção.
Nota negativa para alguma falta de coesão notada, especialmente, na parte final do filme onde algumas cenas me pareceram feitas em cima do joelho.
Em circunstâncias normais, pelos temas que aborda, este seria um filme que abalaria as fundações da igreja em Portugal mas, como nem os padres vêem cinema Luso, pode ser que passe despercebido...
Quase que apetece perguntar, tendo em conta que o filme se passa nos dias de hoje, afinal o que é que o Padre Amaro fez de mal?

Thursday, November 10, 2005

Comentário (profissional) do dia:

"A cada dia se prova que um elevado grau de atraso mental não inibe a utilização de um PC e da internet!"

Wednesday, November 09, 2005

Umas dentro das outras


Este "Les Poupées Russes" vem (três anos depois na vida real, cinco anos passados na vida das personagens) dar sequência ao "L'Auberge Espagnole", um excelente filme sobre um conjunto de jovens estudantes de toda a Europa que se junta num apartamento em Barcelona. O tempo passou, as personagens cresceram e separaram-se e as suas vidas ganharam outra dimensão, para lá do ambiente "claustrofóbico" do apartamento de Barcelona. Novos empregos, novas relações. Tal como o primeiro, também este filme se centra sobre Xavier (Romain Duris), agora de uma forma ainda mais evidente, e Cédric Klapisch (realizador e argumentista) quer aqui dar a sua visão da vida de um "jovem" de trinta, e daquilo que se espera dele, a nível profissional e acima de tudo a nível de relações. Um filme muito interessante, e do qual me ficou uma ideia, a que dá título ao filme:
As mulheres são como bonecas russas. Vamos passando de uma para outra sem saber se será a última mas sempre com essa esperança.

Friday, November 04, 2005

Choose life...

Choose life.
Choose a job.
Choose a career.
Choose a family.
Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers.
Choose good health, low cholesterol, and dental insurance.
Choose fixed-interest mortgage repayments.
Choose a starter home.
Choose your friends.
Choose leisurewear and matching luggage.
Choose a three-piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics.
Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.
Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth.
Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself.
Choose your future.
Choose life.
I chose not to choose life.
I chose something else.
And the reasons?
There are no reasons.
Who needs reasons when you've got heroin?
People think it's all about misery and desperation and death and all that shit, which is not to be ignored, but what they forget is the pleasure of it.
Otherwise, we wouldn't do it.
After all, we're not fucking stupid.
At least, we're not that fucking stupid.
Take the best orgasm you've ever had, multiply it by a thousand, and you're still nowhere near it.
When you're on junk you have only one worry: scoring.
When you're off it, you're suddenly obliged to worry about all sorts of other shit.
Got no money, can't get pished.
Got money, drinking too much.
Can't get a bird, no chance of a ride.
Got a bird, too much hassle.
You have to worry about bills, about food, about some football team that never fucking wins, about human relationships and all the things that don't really matter when you've got a sincere and truthful junk habit.
The only drawback, or at least the principal drawback, is that you have to endure all manner of cunts telling you that.

(Irvine Welsh)

Tuesday, November 01, 2005

Vai um Antigripine?

O meu post anterior é uma boa ilustração do “Efeito Gripe das Aves” ou, para os mais informados, o “Efeito H5N1”. Se por um lado é normal e até conveniente que o público esteja informado, este excesso de informação a que temos assistido vem ter efeitos negativos, servindo como “desinformação”. É de lembrar que em Portugal toda a gente se preocupa muito com a noticia do momento, esmorecendo passado pouco tempo. Ora, falar-se tanto de gripe das aves neste momento vai ter o efeito “Pedro e o lobo”… estamos numa fase em que o vírus ainda é de contagio muito limitado, apenas quem tenha contacto constante com esses animais vivos, principalmente sangue e fezes, corre reais riscos. Já para não dizer que, por enquanto, ainda não é transmissível entre pessoas. O que vai acontecer é que, quando a ameaça deixar de o ser e passar a certeza (entenda-se pandemia), vamos ter o belo do tuga a conviver (ou outras coisas acabadas em “er”) com as galinhas (como sempre o fez) e a dizer:
“Ora, se me dou com galinhas desde sempre e nunca apanhei esse tal vírus da constipação dos pássaros, não vai ser agora que vou apanhar!”
Isto vem na sequência de outras grandes decisões do povinho, como por exemplo, numa notícia que vi algures durante o verão, em que uma família se banhava numa praia fluvial cujas águas estavam “interditas” por poluição química, com direito a várias placas de aviso. Ao entrevistar o pai das duas crianças que brincavam dentro de água, este, em resposta à questão “então e não o preocupam os avisos?”, diz orgulhosamente:
“Eu tomo banho nesta praia desde pequeno e não tive qualquer problema até hoje, não vai ser agora que isso vai acontecer!”.
Bem, penso que desta resposta se pode retirar que realmente o que quer que seja que está a afectar a água daquela zona realmente teve um efeito forte sobre o senhor em causa, principalmente sobre a sua capacidade de raciocínio.

Outra consequência em Portugal vai certamente ser um decréscimo acentuado nos lucros dos aviários. É que o tuga acha sempre que as galinhas de aviário (em espaços fechados e sem contacto com outras aves) é que são suspeitas, em relação àquelas que andam na rua, nos quintais dos amigos e que estão muito mais sujeitas a contágio por outras aves, migratórias particularmente.