Friday, January 26, 2007

Newsflash!

Que PUTA de dor de dentes eu tenho neste momento!

Tuesday, January 16, 2007

Passe de mágica


Christopher Nolan sempre me convenceu, com os universos muito próprios que conseguia criar nos seus filmes, como realizador e argumentista (neste cargo, quase sempre com a ajuda do irmão Jonathan Nolan). Veja-se "Memento", "Insomnia" ou "Batman Begins" e comprova-se facilmente isso, com um ambiente específico e um conjunto de regras criadas especialmente para cada história. E se nesses filmes tinhamos sempre uma personagem forte (Guy Pearce, Al Pacino e Christian Bale, respectivamente), em "The Prestige" temos um confronto directo entre duas personalidades (mais uma vez Christian Bale, sempre bem, agora acompanhado por Hugh Jackman, por quem não tinha grande simpatia mas que aqui me surpreendeu pela positiva), dois mágicos em ascensão e constante superação, em que até perto do final ficamos na dúvida entre quem é o Bom e o Mau, embora sabendo que os filmes de Nolan raramente obedecem a regras lineares como essa. A acompanhá-los temos o sempre sublime Michael Caine e a sensual Scarlett Johansson (sim, hoje estou particularmente "adjectivante"). E o que dizer do reaparecimento cinematográfico de David Bowie? Apenas que a personagem parece ter sido feita à sua medida (quem reconheceu Andy Serkis no papel de seu ajudante?).
Em suma, "The Prestige" é um filme que deve ser visto por todos, bem realizado, com um argumento forte e muito boas interpretações. Ah! E a música dos créditos é a fabulosa "Analyse" de Thom Yorke... Até isso!

Sim! Por favor, S-I-M!!!!

Não, não é o começo de um filme pornográfico...
É apenas um desejo muito forte que está perto de se concretizar (ou assim espero...)!
Se for preciso, compra-se um bilhetito para Londres ou outro sítio qualquer.
Tudo o que for preciso para ver isto.

Thursday, January 11, 2007

Coincidência? Não me parece...

Já não sei em que canal foi, mas apanhei a seguinte sequência de dois dos melhores videoclips do momento:

Johnny Cash, depois de morto, num videoclip novo?? Só mesmo alguém tão representativo podia ter um video onde se misturam pessoas tão diferentes como Iggy Pop, Bono, Johnny Depp, Chris Martin, Justin Timberlake, Chris Rock, Flea, Woody Harrelson, Dennis Hopper ou os ZZ Top.


Palavras para quê? Para além de uma música genial (mais uma), reparem na mistura de imagens do novo videoclip de Thom Yorke "Harrowdown Hill".

Já vi


"Dejá Vu" é o novo filme de Tony Scott. Desde que vi a sua curta metragem "Beat The Devil" nos anúncios que a BMW fez com vários realizadores (série entitulada "The Hire", com Clive Owen no papel principal e comum a todos os filmes) que fiquei fã da sua forma frenética de fazer filmes de acção. Veja-se o "Man On Fire" por exemplo, também com Denzel Washington. Este mais recente foge um pouco a isso, com uma realização mais calma, mais ponderada, talvez mais de acordo com o tema abordado. Mas não deixa de ter bons momentos, boas interpretações e, como tal, de ser uma boa opção enquanto filme de entretenimento. Mas é necessário entrar no espírito do filme e aceitar os seus fundamentos como verdadeiros, algo que nem toda a gente está disposta a fazer.

OMFG!

Tomei a liberdade partilhar este vídeo que também pode ser visto aqui (que foi onde o vi pela primeira vez). Até onde vai o fanatismo das pessoas?
Citando Nuno Markl: "Adoro quando a realidade supera qualquer sketch."



Doentio, não é?

Sunday, January 07, 2007

PDA's 2006

Já que estamos numa de cinema e posters, resolvi criar este prémio:

Poster Do Ano 2006!

Vou colocar aqui em seguida uns posters e votem no que gostam mais e no que acham mais cómico.
Claro que tive de fazer uma pré-selecção e é verdade que pode haver discordâncias, até porque alguns podem fazer mais sentido para quem viu o filme em causa... Os critérios utilizados por mim na escolha foram: Qualidade do poster por si só ou relação entre poster e o filme em si.

Muito bom!


Não resisti a colocar aqui este poster...

Saturday, January 06, 2007

Candidato Forte


Com o início do ano, começam a aparecer os candidatos a Óscar e as idas mais frequentes aos cinema. "Babel" foi o primeiro em 2007 e não podia ter escolhido melhor. Alejandro González Iñárritu já tinha demonstrado em "Amores Perros" e em "21 Grams" que filma a dor e a tragédia como poucos. Em Babel volta a fazer isso mesmo, ainda com mais qualidade.
Numa conjugação de seis histórias (com um formato a fazer lembrar "Crash" ou "Syriana"), podemos ver como a dor pode juntar as pessoas, mesmo as mais improváveis, e como a discriminação, mesmo quando subtil, pode separar. Tudo isto independemente de país de origem, cultura ou religião.
Para isso, Iñárritu juntou, por exemplo, Brad Pitt e Cate Blanchett aos verdadeiros habitantes de uma aldeia perdida em Marrocos, o pico do estrelato ao cúmulo do anonimato. Ou passa de uma cena em que um grito de dor está prestes tornar-se ensurdecedor, para o silêncio que emula o ponto de vista de uma surda-muda numa discoteca. A tagline ("If you want to be understood... Listen") é o resumo perfeito do que fica no final do filme.

Pequena obra-prima


"Little Miss Sunshine" é um daqueles filmes independentes que passa ao lado de muita gente. Mas não devia. Uma comédia-dramática em forma de road movie, em que uma família completamente disfuncional tem de viajar alguns kms na sua carrinha (ver poster acima) com o intuito de conseguir que a filha realize o seu sonho, participando num concurso de beleza.
Com personagens tão díspares como um avô toxicodependente (Alan Arkin), um orador motivacional com problemas motivacionais (Greg Kinnear), um filho complexado e em "greve de fala" (Paul Dano) e um tio, estudioso de Proust, que se tentou suicidar por se ter apaixonado por um aluno (Steve Carell), o filme é uma sucessão de pequenos momentos deliciosos, principalmente se tivermos em conta que as interpretações roçam a perfeição.

Thursday, January 04, 2007

Sai uma foto artística da minha árvore de Natal



Um pouco tardio, eu sei, mas até dia de Reis ainda conta...

Saturday, December 30, 2006

2006, em resumo (as coisas boas, que são as que realmente interessam):

A chegada da filha de um grande amigo;
A chegada do filho de uma grande amiga;
A criação da minha empresa;
Os óscares em Madrid, com o "gang" habitual;
O novo Bond (de volta ao passado!), o Lady In The Water, o Crash, o Munich e o Jarhead (podem não ser todos de 2006, mas vi-os este ano);
O Superbock SuperRock e o Sudoeste;
Os Tool (2 x's), os Muse, os Daft Punk (finalmente, 10 anos depois...), os Within Temptation;
A notícia da vinda de Dave Matthews Band;
A edição em DVD do Pulse dos Pink Floyd, do Score (concerto comemorativo dos 20 anos de carreira) dos Dream Theater, do Making of do "A Night At The Opera" dos Queen e do "Lover Of Life, Singer Of Songs" de homenagem ao Freddie Mercury;
Os Rhizome (sim, esses também);
Os concertos no Arcaz;
O Pro Evolution Soccer 6;
O futebol do Barcelona durante todo o ano e do Manchester nestes últimos meses;
A selecção que ficou em 4º no Mundial;
As noites no Bairro;
Os novos amigos e o reaproximar de alguns que andavam afastados;
A compra do bilhete para ir, finalmente e depois de algumas tentativas falhadas, a Praga (a viagem em si fica já para o primeiro mês de 2007);
E muitas coisas mais, algumas que não podem ser descritas em palavras...

Por mau que o balanço de 2006 possa ser, estas são as coisas que quero e vou recordar. :)

Sunday, December 24, 2006

Feliz Natal!

Monday, December 11, 2006

(Re)Living It...


Para que os que não foram possam perceber o que perderam, e os que foram possam reviver um dos melhores momentos da noite.

Sunday, December 10, 2006

Para ouvir e ver!

Ontem fui ver ao Santiago Alquimista os "Led On: The Led Zeppelin Attitude Band". Composta por Paulo Ramos a fazer de Robert Plant, Mário Delgado a fazer de Jimmy Page, Zé Nabo a fazer de John Paul Jones, Alexandre Frazão a fazer de John Bonham e Manuel Paulo a acompanhar nos teclados, a banda consegue capturar totalmente o espírito dos Led Zeppelin (quase que se consegue sentir o LSD no ar :P), para além da mestria técnica dos seus elementos, todos nomes consagrados no mundo da música (Mário Delgado chega a imitar Page, tocando a guitarra com um arco). O menos conhecido será Paulo Ramos, mas que mostrou capaz de atingir mesmo as notas mais difíceis do reportório de Plant... Se tiverem oportunidade e forem fãs de Led Zeppelin (ou até mesmo de rock em geral), não deixem de os ouvir.

Imaginação não falta

Mandaram-me este link, mas não resisto a deixar aqui alguns dos que acho mais geniais, para aqueles que não se queiram dar ao trabalho de ir ver.

Sperms of Endearment
Forrest Hump
Cum And Cummer
Presumed Impotent
You've Got Male
White Men Can't Hump
Schindler's Fist
Free My Willy
I Know Who You Did Last Summer
Die Hard-on
Pornocchio
Miss Cunnilingiality
Ass Wide Shut
The Inside-her
Black Cock Down
When Harry Wet Sally
Batman in Robin
Willie Wanker Up the Chocolate Factory
Breakfast On Tiffany
Jesus Christ: Porno Star
Glad-He-Ate-Her
The End Of Gays

E os meus personal favourites:

Lawrence Of A Labia
Any Given Cumday
The Night Of The Giving Head
ET the Extra Testicle
The Hairy Bitch Project

Thursday, December 07, 2006

Questões de referendo ou A minha breve opinião sobre esta cena do aborto

No dia 11 de Fevereiro de 2007 os Portugueses vão decidir se são ou não a favor da "legalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas" (ou qualquer coisa muito parecida com isto) quando, na realidade, a verdadeira questão que deveriam votar seria se são ou não a favor do facto de "se uma mulher quiser interromper a gravidez até às dez semanas pode fazê-lo num hospital com condiçoes de segurança e higiene ou tem mesmo de fazê-lo numa qualquer mesa de talhante".

Existirá, porventura, alguma mulher que, ao deparar-se com uma gravidez indesejada, pense para si: "Epá, não queria mesmo nada ter este filho... O ideal seria fazer um aborto mas, como tal operação é ilegal em Portugal, não tenho mesmo hipótese senão ter a criança"?
Ou, analisando o outro extremo da situação, haverá alguma mulher a usar o aborto como contraceptivo caso a sua prática se torne legal?

Nenhuma mulher toma uma decisão tão pessoal com base no contexto legal em que o aborto se enquadra. Nenhuma mulher faz depender esta sua decisão da opinião de um governo. A sua consciência é que conta. Sempre.
E isto é um facto, não é uma opinião.

Pessoalmente, sou contra o aborto. Uma criança vive a partir do momento em que as duas células se unem. E matar, seja num beco escuro ou no interior dum útero, é sempre uma atrocidade.
Mas, obviamente, vou votar a favor. Da segunda questão, entenda-se...

Vão, assinem. Por aqueles que precisam.

Porque há quem precise, participem nesta petição. Quatro mil assinaturas valem uma discussão na Assembleia da República... Pode ser que os senhores se mexam lá e decidam alguma coisa de jeito.

Em bruto


“Children Of Men” é claramente um filme com uma mensagem. Ninguém o tenta esconder, pelo contrário. Com a diferença que, ao contrário da maioria, neste filme essa mensagem não está escondida por trás de subtilezas, de enredos complexos. Está mesmo ali, à nossa frente, no evoluir deste argumento baseado num livro de P.D. James, muito bem realizado por Alfonso Cuarón. Podia destacar Clive Owen, Michael Caine ou Juliane Moore pelas suas prestações, Emmanuel Lubezki pela magnífica fotografia que o filme tem ou até mesmo a escolha da banda sonora (com o revisitar de alguns clássicos). Mas prefiro falar da forma bruta e directa como tudo acontece no filme, sem contemplações por quem está a ver. Se é para morrer alguém, então que seja ali mesmo, com toda a sala a ver e a partilhar essa experiência com quem estava ao lado da personagem, a sentir a perda dessa pessoa como se fosse próxima. É uma história simples (e não simplista – sim Andy, esta é para ti :P), que pretende demonstrar como a defesa daquilo em que se acredita não pode ser levada ao extremo, que nenhum dos lados de uma discussão se deve considerar como o detentor da verdade absoluta, correndo o risco de perder a razão.

P.S. - Não é genial este poster?

Truly Unknown


Tenho de começar por admitir que olhava para este “Unknown” com algumas suspeitas. Pela descrição que tinha lido parecia-me ser um filme de terror na onda de um “Saw” ou “Hostel” (não é que não tenha gostado desses, especialmente o “Saw”, mas já se sabe que quando começam a sair filmes semelhantes em série nunca resulta bem). Mas não, está bem longe desse género, sendo um filme de suspense cheio de twists (alguns realmente surpreendentes) e interrogações que vão sendo respondidas aos poucos. Tem um elenco de notáveis secundários, como Joe Pantoliano (“Matrix” e “Memento”), Greg Kinnear ("As Good As It Gets") ou Peter Stormare ("Fargo" e "Armageddon"), superiormente liderado por Jim Caviezel (“The Passion Of The Christ”). Vale a pena ver este filme, que nos vai sempre deixando a sensação que já sabemos tudo, mas que acaba sempre por estar um passo à nossa frente, nunca deixando de nos surpreender com a direcção que toma.