Já que estamos numa de cinema e posters, resolvi criar este prémio:
Vou colocar aqui em seguida uns posters e votem no que gostam mais e no que acham mais cómico.
Claro que tive de fazer uma pré-selecção e é verdade que pode haver discordâncias, até porque alguns podem fazer mais sentido para quem viu o filme em causa... Os critérios utilizados por mim na escolha foram: Qualidade do poster por si só ou relação entre poster e o filme em si.





















Sunday, January 07, 2007
PDA's 2006
Saturday, January 06, 2007
Candidato Forte

Com o início do ano, começam a aparecer os candidatos a Óscar e as idas mais frequentes aos cinema. "Babel" foi o primeiro em 2007 e não podia ter escolhido melhor. Alejandro González Iñárritu já tinha demonstrado em "Amores Perros" e em "21 Grams" que filma a dor e a tragédia como poucos. Em Babel volta a fazer isso mesmo, ainda com mais qualidade.
Numa conjugação de seis histórias (com um formato a fazer lembrar "Crash" ou "Syriana"), podemos ver como a dor pode juntar as pessoas, mesmo as mais improváveis, e como a discriminação, mesmo quando subtil, pode separar. Tudo isto independemente de país de origem, cultura ou religião.
Para isso, Iñárritu juntou, por exemplo, Brad Pitt e Cate Blanchett aos verdadeiros habitantes de uma aldeia perdida em Marrocos, o pico do estrelato ao cúmulo do anonimato. Ou passa de uma cena em que um grito de dor está prestes tornar-se ensurdecedor, para o silêncio que emula o ponto de vista de uma surda-muda numa discoteca. A tagline ("If you want to be understood... Listen") é o resumo perfeito do que fica no final do filme.
Pequena obra-prima

"Little Miss Sunshine" é um daqueles filmes independentes que passa ao lado de muita gente. Mas não devia. Uma comédia-dramática em forma de road movie, em que uma família completamente disfuncional tem de viajar alguns kms na sua carrinha (ver poster acima) com o intuito de conseguir que a filha realize o seu sonho, participando num concurso de beleza.
Com personagens tão díspares como um avô toxicodependente (Alan Arkin), um orador motivacional com problemas motivacionais (Greg Kinnear), um filho complexado e em "greve de fala" (Paul Dano) e um tio, estudioso de Proust, que se tentou suicidar por se ter apaixonado por um aluno (Steve Carell), o filme é uma sucessão de pequenos momentos deliciosos, principalmente se tivermos em conta que as interpretações roçam a perfeição.
Thursday, January 04, 2007
Saturday, December 30, 2006
2006, em resumo (as coisas boas, que são as que realmente interessam):
A chegada da filha de um grande amigo;
A chegada do filho de uma grande amiga;
A criação da minha empresa;
Os óscares em Madrid, com o "gang" habitual;
O novo Bond (de volta ao passado!), o Lady In The Water, o Crash, o Munich e o Jarhead (podem não ser todos de 2006, mas vi-os este ano);
O Superbock SuperRock e o Sudoeste;
Os Tool (2 x's), os Muse, os Daft Punk (finalmente, 10 anos depois...), os Within Temptation;
A notícia da vinda de Dave Matthews Band;
A edição em DVD do Pulse dos Pink Floyd, do Score (concerto comemorativo dos 20 anos de carreira) dos Dream Theater, do Making of do "A Night At The Opera" dos Queen e do "Lover Of Life, Singer Of Songs" de homenagem ao Freddie Mercury;
Os Rhizome (sim, esses também);
Os concertos no Arcaz;
O Pro Evolution Soccer 6;
O futebol do Barcelona durante todo o ano e do Manchester nestes últimos meses;
A selecção que ficou em 4º no Mundial;
As noites no Bairro;
Os novos amigos e o reaproximar de alguns que andavam afastados;
A compra do bilhete para ir, finalmente e depois de algumas tentativas falhadas, a Praga (a viagem em si fica já para o primeiro mês de 2007);
E muitas coisas mais, algumas que não podem ser descritas em palavras...
Por mau que o balanço de 2006 possa ser, estas são as coisas que quero e vou recordar. :)
Sunday, December 24, 2006
Monday, December 11, 2006
(Re)Living It...
Para que os que não foram possam perceber o que perderam, e os que foram possam reviver um dos melhores momentos da noite.
Sunday, December 10, 2006
Para ouvir e ver!
Ontem fui ver ao Santiago Alquimista os "Led On: The Led Zeppelin Attitude Band". Composta por Paulo Ramos a fazer de Robert Plant, Mário Delgado a fazer de Jimmy Page, Zé Nabo a fazer de John Paul Jones, Alexandre Frazão a fazer de John Bonham e Manuel Paulo a acompanhar nos teclados, a banda consegue capturar totalmente o espírito dos Led Zeppelin (quase que se consegue sentir o LSD no ar :P), para além da mestria técnica dos seus elementos, todos nomes consagrados no mundo da música (Mário Delgado chega a imitar Page, tocando a guitarra com um arco). O menos conhecido será Paulo Ramos, mas que mostrou capaz de atingir mesmo as notas mais difíceis do reportório de Plant... Se tiverem oportunidade e forem fãs de Led Zeppelin (ou até mesmo de rock em geral), não deixem de os ouvir.
Imaginação não falta
Mandaram-me este link, mas não resisto a deixar aqui alguns dos que acho mais geniais, para aqueles que não se queiram dar ao trabalho de ir ver.
Sperms of Endearment
Forrest Hump
Cum And Cummer
Presumed Impotent
You've Got Male
White Men Can't Hump
Schindler's Fist
Free My Willy
I Know Who You Did Last Summer
Die Hard-on
Pornocchio
Miss Cunnilingiality
Ass Wide Shut
The Inside-her
Black Cock Down
When Harry Wet Sally
Batman in Robin
Willie Wanker Up the Chocolate Factory
Breakfast On Tiffany
Jesus Christ: Porno Star
Glad-He-Ate-Her
The End Of Gays
E os meus personal favourites:
Lawrence Of A Labia
Any Given Cumday
The Night Of The Giving Head
ET the Extra Testicle
The Hairy Bitch Project
Thursday, December 07, 2006
Questões de referendo ou A minha breve opinião sobre esta cena do aborto
No dia 11 de Fevereiro de 2007 os Portugueses vão decidir se são ou não a favor da "legalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas" (ou qualquer coisa muito parecida com isto) quando, na realidade, a verdadeira questão que deveriam votar seria se são ou não a favor do facto de "se uma mulher quiser interromper a gravidez até às dez semanas pode fazê-lo num hospital com condiçoes de segurança e higiene ou tem mesmo de fazê-lo numa qualquer mesa de talhante".
Existirá, porventura, alguma mulher que, ao deparar-se com uma gravidez indesejada, pense para si: "Epá, não queria mesmo nada ter este filho... O ideal seria fazer um aborto mas, como tal operação é ilegal em Portugal, não tenho mesmo hipótese senão ter a criança"?
Ou, analisando o outro extremo da situação, haverá alguma mulher a usar o aborto como contraceptivo caso a sua prática se torne legal?
Nenhuma mulher toma uma decisão tão pessoal com base no contexto legal em que o aborto se enquadra. Nenhuma mulher faz depender esta sua decisão da opinião de um governo. A sua consciência é que conta. Sempre.
E isto é um facto, não é uma opinião.
Pessoalmente, sou contra o aborto. Uma criança vive a partir do momento em que as duas células se unem. E matar, seja num beco escuro ou no interior dum útero, é sempre uma atrocidade.
Mas, obviamente, vou votar a favor. Da segunda questão, entenda-se...
Vão, assinem. Por aqueles que precisam.
Porque há quem precise, participem nesta petição. Quatro mil assinaturas valem uma discussão na Assembleia da República... Pode ser que os senhores se mexam lá e decidam alguma coisa de jeito.
Em bruto

“Children Of Men” é claramente um filme com uma mensagem. Ninguém o tenta esconder, pelo contrário. Com a diferença que, ao contrário da maioria, neste filme essa mensagem não está escondida por trás de subtilezas, de enredos complexos. Está mesmo ali, à nossa frente, no evoluir deste argumento baseado num livro de P.D. James, muito bem realizado por Alfonso Cuarón. Podia destacar Clive Owen, Michael Caine ou Juliane Moore pelas suas prestações, Emmanuel Lubezki pela magnífica fotografia que o filme tem ou até mesmo a escolha da banda sonora (com o revisitar de alguns clássicos). Mas prefiro falar da forma bruta e directa como tudo acontece no filme, sem contemplações por quem está a ver. Se é para morrer alguém, então que seja ali mesmo, com toda a sala a ver e a partilhar essa experiência com quem estava ao lado da personagem, a sentir a perda dessa pessoa como se fosse próxima. É uma história simples (e não simplista – sim Andy, esta é para ti :P), que pretende demonstrar como a defesa daquilo em que se acredita não pode ser levada ao extremo, que nenhum dos lados de uma discussão se deve considerar como o detentor da verdade absoluta, correndo o risco de perder a razão.
P.S. - Não é genial este poster?
Truly Unknown

Tenho de começar por admitir que olhava para este “Unknown” com algumas suspeitas. Pela descrição que tinha lido parecia-me ser um filme de terror na onda de um “Saw” ou “Hostel” (não é que não tenha gostado desses, especialmente o “Saw”, mas já se sabe que quando começam a sair filmes semelhantes em série nunca resulta bem). Mas não, está bem longe desse género, sendo um filme de suspense cheio de twists (alguns realmente surpreendentes) e interrogações que vão sendo respondidas aos poucos. Tem um elenco de notáveis secundários, como Joe Pantoliano (“Matrix” e “Memento”), Greg Kinnear ("As Good As It Gets") ou Peter Stormare ("Fargo" e "Armageddon"), superiormente liderado por Jim Caviezel (“The Passion Of The Christ”). Vale a pena ver este filme, que nos vai sempre deixando a sensação que já sabemos tudo, mas que acaba sempre por estar um passo à nossa frente, nunca deixando de nos surpreender com a direcção que toma.
Saturday, December 02, 2006
As regras...
Nos últimos tempos, tem-me incomodado particularmente a falta de neutralidade demonstrada por aqueles que mais deviam tê-la, nomeadamente os meios de comunicação social. Jornais, televisões ou rádios, em lado nenhum se consegue encontrar o distanciamento necessário para que o receptor da informação possa, ele próprio, fazer o julgamento dos factos em causa. Tudo nos surge já apreciado por quem está a passar a informação, de forma a que as pequenas mentes do povo as compreendam da mesma forma que quem já as apreciou, certamente um qualquer iluminado que trabalha numa redacção e que, porque tirou um curso superior de jornalismo ou comunicação social ou o que raio lhe chamaram na faculdade onde estudou, é mais capaz do que eu. Isto apesar dos constantes atropelos à grande língua portuguesa que muitas vezes são dados nesse mesmo texto, atropelos esses que são capaz de arrepiar até o pêlo mais céptico de alguém que nem sequer estudou na área de línguas (tipo eu).
Curiosamente, dei hoje de caras com o texto abaixo que, embora seja escrito por alguém que também não terá uma visão totalmente imparcial, espelha no meu entendimento a postura mais comum nos meios de comunicação social (não só a portuguesa) em relação à questão israelo-árabe.
Ground Rules
Written by Mona Baker
Sunday, 06 August 2006 Source: www.monabaker.com
Rule # 1: In the Middle East, it is always the Arabs that attack first, and it's always Israel who defends itself. This is called "retaliation".
Rule # 2: The Arabs, whether Palestinians or Lebanese, are not allowed to kill Israelis. This is called "terrorism".
Rule # 3: Israel has the right to kill Arab civilians; this is called "self-defense", or these days "collateral damage".
Rule # 4: When Israel kills too many civilians, the Western world calls for restraint. This is called the "reaction of the international community"
Rule # 5: Palestinians and Lebanese do not have the right to capture Israeli military, not even a limited number, not even 1 or 2.
Rule # 6: Israel has the right to capture as many Palestinians as they want (Palestinians: around 10000 to date, 300 of which are children, Lebanese: 1000s to date, being held without trial). There is no limit; there is no need for proof of guilt or trial. All that is needed is the magic word: "terrorism".
Rule # 7: When you say "Hezbollah", always be sure to add "supported by Syria and Iran".
Rule # 8: When you say "Israel", never say "supported by the USA, the UK and other European countries", for people (God forbid) might believe this is not an equal conflict.
Rule # 9: When it comes to Israel, don't mention the words "occupied territories", "UN resolutions", "Geneva conventions". This could distress the audience of Fox.
Rule # 10: Israelis speak better English than Arabs. This is why we let them speak out as much as possible, so that they can explain rules 1 through 9. This is called "neutral journalism".
Rule # 11: If you don't agree with these rules or if you favor the Arab side over the Israeli side, you must be a very dangerous anti-Semite. You may even have to make a public apology if you express your honest opinion (isn't democracy wonderful?).
Um fenómeno da Natureza
Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006. Em Coimbra, ruiu um prédio. Na SIC é entrevistada uma testemunha da situação:
"Pois, eu ia a passar na rua, ouvi um ruído e de repente o prédio desovou!"
Friday, December 01, 2006
Verdade e Consequência...?

Esta é uma das imagens da campanha da RTPN que anda aí pelas ruas do nosso país. Desculpem-me pela má qualidade da imagem mas como não a encontrei em nenhum site, tive de arranjar uma foto tirada da paragem de autocarro aqui perto do trabalho. A campanha segue o tema de "Verdade e Consequência" tendo, para além das imagens em causa, outra em que aparece a imagem de uma chaminé de uma qualquer fábrica a emitir fumo com um glaciar a partir logo abaixo. Se nesse caso me parece bastante óbvia a relação, tenho alguma dificuldade em entender a associação da imagem acima.
Saber qual a consequência nestas duas imagens parece-me fácil mas... Qual é a verdade?
Capturar a essência

Queria começar por dizer que faço parte daqueles que tinham lido o livro de Patrick Süskind e, embora tivesse gostado, não achei fabuloso. E fiquei particularmente curioso quando soube que iam fazer um filme a partir do livro, tentando imaginar como seria possível transformar esta história que vive maioritariamente de cheiros e sensações e que é narrada na terceira pessoa.
Foi então com agrado que constatei que o realizador Tom Tykwer, que já tinha estado por detrás do surpreendente "Run, Lola, Run" (se ainda não viram, devem ver!), conseguiu neste "Das Parfum" capturar a essência do livro, da mesma forma que Grenouille pretende capt... Não, não vou entrar em pormenores da história, há sempre quem não saiba do que se trata e eu também não gosto que me façam o mesmo. Por falar em Grenouille, é de destacar Ben Whishaw, dono de uma expressividade silenciosa perfeitamente de acordo com a personagem de Jean-Baptiste, aqui no seu primeiro papel de destaque. Aliás, nesta co-produção europeia houve o cuidado de misturar actores pouco conhecidos, mesmo a nível de cinema europeu, com estrelas consagradas como Dustin Hoffman ou Alan Rickman.
Mas o que realmente merece destaque neste filme é a forma inteligente como os pormenores importantes do livro foram passados para imagem e o facto de, perante a necessidade óbvia de cortar partes do livro para o adaptar a um formato de 147m, apenas terem sido cortados elementos menos importantes e não essenciais ao enredo, mantendo o filme agradável tanto a quem leu o livro como a quem vai descobrir a história pela primeira vez.
Thursday, November 30, 2006
Coisas
Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria
Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver
(Manuel Cruz)
Monday, November 27, 2006
"Do I look like I give a damn?"

Ele está de volta! Depois de muita polémica à volta da escolha de Daniel Craig, com críticas a torto e a direito ainda antes de ele começar sequer a filmar (tenho de admitir que eu próprio não estava muito convencido), finalmente chegou o novo Bond: "Casino Royale". E começando pelo tema polémico, convém dizer que Craig é convincente, bastante convincente (gostaram do toque?) como Bond. Com uma postura mais crua, mais agressiva que Pierce Brosnan, menos convencida (apetecia-me dizer cocky) que Roger Moore e bem mais convincente que Timothy Dalton (não vou falar de George Lazenby, que é cruelmente apontado como o pior mas apenas fez um filme), Craig está próximo do registo de Sean Connery, tanto em capacidade de interpretação como na imagem de Bond que encarna. Mas o certo é que também ainda ele ainda só fez um filme, por isso é ainda cedo para avançar que é já o melhor Bond desde Connery, ou que é melhor ainda, como já li nalguns textos. Vamos dar-lhe tempo...
Para além disso, também o argumento (trabalhado por Paul Haggis, de "Million Dollar Baby" e "Crash") é bastante superior (o que ajuda o trabalho de Craig) a qualquer um dos interpretados por Brosnan, pois (coincidência?) vem de um dos livros originais de Ian Fleming, neste caso o primeiro (e o único que faltava), aquele que relata a chegada de Bond a agente "double O" e a sua missão de estreia enquanto tal. Temos aqui menos explosões desmedidas, menos milagres feitos por aquele que é suposto ser apenas uma pessoa, no fundo um aproximar à realidade mais patente nos primeiros filmes, sem perder claro o espírito do agente secreto que faz as coisas mais incríveis sem perder a compostura. Basta ver a boa percentagem do filme que é filmada numa mesa de poker e os jogos psicológicos aí feitos para perceber que este não é um filme feito de tanques a percorrer ruas da cidade... Palavra de elogio ainda para a Bondgirl de serviço, Eva Green está óptima como Vesper Lynd (adoro estes nomes das Bondgirls). E para os pequenos momentos que mostram como é que os tiques de Bond aparecem.
Depois de alguns anos a perder o gosto por ver um filme do 007, gosto esse que vinha de há muito tempo (vi-os todos), estou agora ansioso por ver o próximo, esperando que mantenha toda a aura deste "Casino Royale", a profundidade do argumento e que Craig mostre ser, pelo menos, o segundo melhor Bond (tenho uma certa simpatia por Sir Sean Connery).
Wednesday, November 15, 2006
Haverá Óscar?

Eu prevejo pelo menos umas nomeações para "The Departed", em particular nas categorias de interpretação. Se é verdade que o argumento é bom e se é verdade que a realização de Martin Scorsese é consistente e trabalhada (será desta que vem o Óscar?), este é claramente um "filme de actores", com especial destaque para Leonardo DiCaprio (no seu melhor papel até ao momento?), Matt Damon, Jack Nicholson (é impressionante como as suas interpretações são sempre tão próximas umas das outras mas sem perder a genialidade), Mark Wahlberg (num grande papel, com diálogos de mestre que me lembram diálogos com alguns amigos), Martin Sheen e Alec Baldwin (que me surpreendeu). Uma palavra ainda para os belos e expressivos olhos de Vera Farmiga, que vi pela primeira vez num papel de destaque e que justifica a atribuição do mesmo.
O filme retrata a "guerra" entre a polícia de Boston (dirigida por Sheen) e um grupo de mafiosos irlandeses (dirigidos por Nicholson), e fá-lo de uma forma crua, sem rodeios, assim muito "in your face", que poderá incomodar alguns ou passar ao lado de outros (na fila atrás da minha estava um grupo que passou o filme todo a rir, o que atendendo ao tema...), incluindo todos os jogos de poder entre as duas partes, entre estas e a "concorrência" (outros grupos mafiosos por um lado e outras agências como o FBI por outro) ou agentes infiltrados. Um filme a ver.
Tuesday, November 14, 2006
Monday, November 13, 2006
Ontem, hoje e amanhã...

Não, não é uma montagem...
Juro!! Juro que não é montagem!!
Sim, é mesmo ele...
Sim, está mesmo com uma t-shirt dos Nirvana, o que só o vem engrandecer ainda mais...
Sim, tocou o "Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti"...
Estive ontem na Arruda dos Vinhos, na 9ª Festa da Vinha e do Vinho, e tive (finalmente, tantos anos depois) a oportunidade de o ouvir.
E ele é grande! Confirma-se, o mito está vivo!
Numa sucessão de êxitos, cantados entusiasmadamente por um público vibrante e conhecedor, José Cid (e a sua banda da qual faz parte o também mítico Mike Seargent) animou a noite (sintam o entusiasmo na foto aqui ao lado) e demonstrou que está de volta aos grande momentos. Um concerto que todos devem ver e ouvir!!
Monday, November 06, 2006
Parabéns
- Por 20 anos de sucessos;- Pelos 35 títulos conquistados neste periodo;
- Por aquela que foi votada como a mais emocionante de todas as finais da Liga dos Campeões, um dos jogos mais inesquecíveis que vi;
- Pelo Rooney e a sua entrega, pelo Cristiano Ronaldo e a sua magia, pelo Scholes e o seu pontapé, pelo Rio Ferdinand e a sua classe, pelo Solskjaer e o seu oportunismo, pelo Giggs e o seu repentismo, pelo Schmeichel e a sua elasticidade, pelo Roy Keane e a sua alma, pelo Beckham e os seus cruzamentos, pelo Andy Cole e o Dwight Yorke (sempre juntos), pelo Gary Neville, pelo Dennis Irwin, pelo Paul Ince, pelo Kanchelskis, pelo Sheringham, pelo Steve Bruce, pelo Gary Pallister, pelo ....
- E, acima de tudo, obrigado pelo "Rei" Cantona!
Tuesday, October 31, 2006
Friday, October 27, 2006
Tuesday, October 24, 2006
Para a Raquel
Bliss
Everything about you is how I wanna be
Your freedom comes naturally
Everything about you resonates happiness
Now I won't settle for less
Give me all the peace and joy in your mind
Everything about you pains my envying
Your soul can't hate anything
Everything about you is so easy to love
They're watching you from above
Give me all the peace and joy in your mind
I want the peace and joy in your mind
Give me the peace and joy in your mind
Everything about you resonates happiness
Now I won't settle for less
Give me all the peace and joy in your mind
I want the peace and joy in your mind
Give me the peace and joy in your mind
(Muse)
Wednesday, October 18, 2006
Sunday, October 15, 2006
Porque quando há que dizer bem, diz-se bem ou Hail to the (portuguese) police
Há histórias que têm de ser contadas. E esta é uma delas.
Madrugada de Sexta para Sábado - uma noite tipicamente movimentada cá no bairro. Cinco e meia da manhã.
Dormia que nem uma pedra quando fui acordado pela campaínha da porta. Talvez um imbecial qualquer sem nada mais divertido para fazer do que campaínhar (verbo muito usado na meninice mas que mais tarde perde misteriosamente a piada). Não! Decididamente, isto era outra coisa. Ouviam-se bips e uma voz abafada a sair dum walkie-talkie. Obviamente, levantei-me.
- Quem é?
- Polícia!
Polícia? A esta hora? Alguma coisa aconteceu...
Nesta altura as possibilidades em aberto eram tantas que me lembro de nem conseguir pensar em nada. Só abri a porta. Era mesmo um polícia.
- Senhor Bruno Pinheiro?
- Sim?
- O senhor tem um Honda Civic?
- Tenho, sim...
- Estacionou o carro na Calçada da Glória? Em cima do passeio?
Nos breves décimos de segundo entre esta pergunta e a minha resposta consegui pensar em milhentos cenários. Partiram-me um vidro. Assaltaram-me o carro. Vandalizaram-me o carro. Pegaram-lhe fogo. Sei lá que mais é que pensei... Mas limitei-me só a responder...
- Sim, estacionei.
- Pois, então eu se fosse a si ia até lá. É que o senhor deixou o carro destrancado e os vidros completamente abertos. Naquele sítio não é boa ideia.
Irreal. Demasiado irreal.
- Obrigado! Obrigado pela informação.
Foi a única coisa que consegui dizer antes de ver o polícia começar a descer as escadas do prédio.
E pronto. Foi isto.
Escusado será dizer que me vesti e fui trancar o carro. Ainda tinha umas tantas coisas de algum valor na mala e não me apeteceu arriscar.
Mas o importante a reter disto é que houve um polícia que viu um carro de vidros abertos e se deu ao trabalho de saber de quem era e onde morava. E isto é reconfortante saber, ainda para mais tendo em conta que o carro estava mal estacionado (para todos os efeitos é proibido estacionar sobre passeios). Aqui temos um polícia que podia não ter feito nada (ou se fosse mauzinho até multava o carro por estacionamento indevido) mas que, em vez disso, decidiu fazer algo proactivo.
Se não estivesse com tanto sono juro que tinha visto o nome dele e, no dia seguinte, ia à esquadra entregar uma cartinha elogiosa.
Outra a coisa a reter foi a sorte danada que tive. Ninguém entrar num carro escancarado durante quase nove horas, à noite, na Calçada da Glória, é obra. É que, para quem não conhece o sítio, é quase a mesma coisa que cortar um dedo com uma faca e a seguir mergulhar numa piscina de tubarões...
Saturday, October 14, 2006
Wednesday, October 11, 2006
Já repararam...
... Que há flocos de cereias que afundam no leite e outros que se mantêm à superfície?
Os Chocapic, por exemplo, não afundam... Estamos sempre a vê-los!
Já os Clusters, só se dá por eles quando se bebe o leite. Todinhos lá no fundo!
Curiosidades desta vida...
Monday, October 09, 2006
Assim Como
Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade,
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada.
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos, infância da doença.
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.
Alberto Caeiro
Friday, October 06, 2006
Thursday, October 05, 2006
Friday, September 29, 2006
"I met this very nice lady, and her name's Story(...)"

O meu "contador de histórias" favorito sempre foi Steven Spielberg. Dos mais unanimemente aceites ("E.T. - The Extra-Terrestrial", "Schindler's List", "Saving Private Ryan") aos mais criticados ("A.I. - Artificial Inteligence", "War Of The Worlds", "Munich"), Spielberg sempre teve o condão de pegar numa boa história e transpô-la para cinema como mais ninguém.
No entanto, de há uns anos para cá, e em particular desde "Signs", que reconheço em M. Night Shyamalan um talento “diferente”. Shyamalan pretende fazer passar uma mensagem em cada filme seu. Para esse efeito, cria ele próprio toda uma história complexa, com múltiplas camadas de interpretação, de forma a que a sua mensagem passe, quer os espectadores se dêem ao trabalho de a tentar entender ou não.
Embora, para mim, o expoente máximo dessa forma de realizar seja “Signs”, este “Lady In The Water” não lhe fica muito atrás. Partindo de um conto de embalar que Shyamalan inventou para as filhas, “Lady (…)” é uma história aparentemente simples mas lindíssima, cheia de intencionalidade, desde os pequenos detalhes até à mensagem final. Para além dos momentos intensos (uma marca nos seus filmes), temos momentos de uma beleza rara, para a qual também contribui uma excelente e tocante banda sonora de James Newton Howard. Destaque ainda para as interpretações, neste caso de Paul Giamatti (cada vez mais a afirmar-se), Bryce Dallas Howard e do próprio M. Night Shyamalan, que pela primeira vez atribui a si mesmo um papel com maior presença ao longo do filme.
Quanto à história em si, consiste numa "narf" (Bryce Dallas Howard), de seu nome Story (mais um pormenor genial de Shyamalan), que vem ao nosso mundo para mudar a vida de alguém e que para isso é ajudada por Cleveland (Paul Giamatti), e depois de o fazer tem de regressar ao seu mundo, tarefa complicada pela presença de um animal aterrador que a tenta impedir. Não entro em mais pormenores da história nem das interpretações a que pode estar sujeita porque devem ver primeiro o filme, com a mente totalmente aberta, sem uma pré-definição de como a interpretar. Se depois de o ver quiserem falar sobre isso, óptimo que eu estou mortinho por isso... :)
P.S. - Tentem chegar a tempo ao filme, não percam a animação do genérico. Não só é importante para a história mas também pelo simbolismo de ser tão simples.
Friday, September 22, 2006
Sunday, September 17, 2006
Where Is My Mind
Ooooooh - STOP!
Ooooooh [4x]
With your feet in the air and your head on the ground (Ooooooh)
Try this trick and spin it, yeah (Ooooooh)
Your head will collapse (Ooooooh)
But there's nothing in it, and you'll ask yourself
Where is my mind [3x]
Way out in the water
See it swimmin'
I was swimmin' in the Carribean (Ooooooh)
Animals were hiding behind the rocks (Ooooooh)
Except the little fish (Ooooooh)
But they told me, he swears, tryin' to talk to me - to me - to me
Where is my mind [3x]
Way out in the water
See it swimmin' ?
With your feet in the air and your head on the ground (Ooooooh)
Try this trick and spin it, yeah (Ooooooh)
Your head will collapse (Ooooooh)
If there's nothing in it, and you'll ask yourself
Where is my mind [3x]
Way out in the water
See it swimmin' ?
(Ooooooh)
With your feet in the air and your head on the ground (Ooooooh)
Try this trick and spin it, yeah
(Ooooooh) [4x]
(Frank Black)
Friday, September 15, 2006
LuzMá
Não sei se já ouviram falar do projecto LuzBoa. Basicamente é um projecto que tem como objectivo dotar certas zonas emblemáticas da cidade de Lisboa de nova iluminação mais original.
Ora, isto é tudo muito bonito mas eu não vejo o que é que raio colocar lâmpadas vermelhas em candeeiros tem de apropriado! Isso mesmo! Leram bem! Vermelhas!
Pois é... Para quem ainda não viu, os candeeiros situados na Rua que desce do Príncipe Real até ao Largo Camões (rua essa que muda de nome tantas vezes que não me apetece dizê-los) estão todos dotados de lâmpadas vermelhas...
Clubismos à parte, é uma grande merda! A iluminação é francamente pior (a última vez que passei lá à noite por pouco não atropelei dois peões a atravessar em passadeiras) e existe agora um ambiente muito "bairro de putas" que, por muito que quem visite ache graça, para quem lá vive não tem piadinha mesmo nenhuma... Qual será a parte de "o objectivo principal das lâmpadas é iluminarem" que eles não perceberam?
Acho piada a estes projectos intelectualóides e mais piada ainda a quem os aprova. Se metessem mas era as lâmpadas vermelhas num sítio escuro que eu cá sei!
"já que só se fala em futebol"
Já que só se fala no Sporting, ou no Barcelona etc... (em Espanha tb prefiro o Real Madrid), acho importante deixar aqui o meu apoio ao Benfica assim pelo menos vai variando... somos 3 parrots e por incrível que pareça estou em minoria... portanto esta fica para os leitores benfiquistas:
FORÇA BENFICA!
Wednesday, September 13, 2006
Só para terminar o pensamento anterior
Peço desculpa a quem não gosta de futebol, mas só soube desta notícia agora e penso que é o melhor exemplo para demonstrar a imagem que queria passar no post anterior.
Depois de 107 anos sem qualquer referência publicitária nos equipamentos da equipa de futebol, o Barcelona estreou ontem a seguinte camisola:
Anunciada há poucos dias pelo presidente Joan Laporta na sequência da política "Barcelona: Més que un club" (em português: "Mais que um clube"), adoptada desde a sua eleição, a parceria entre as duas instituições tem contornos curiosos. Para além de, pela primeira vez, usar camisolas com inscrições, o Barcelona ainda vai contribuir para os programas de apoio a crianças da UNICEF com, pelo menos, 1,5 milhões de euros por cada um dos próximos 5 anos.
Tuesday, September 12, 2006
É por isto que vale a pena
Sou um grande admirador de futebol, como podem confirmar aqueles que me conhecem. Acima de tudo, pelo espectáculo, pelo desporto. Por isso, e apesar de este não ser um blog de futebol, não posso deixar aqui de contar duas histórias deste fim-de-semana.
Cazorla, de 21 anos, passou os últimos 3 anos a jogar no Villareal, um clube de uma pequena localidade com um estádio onde cabem praticamente todos os seus habitantes. Ajudou o Villareal a conquistar (pela primeira vez na sua história) um lugar na Liga dos Campeões e chegou mesmo a representar o "Villa" na competição, mas este ano acharam que não servia. Foi contratado pelo Huelva, acabadinho de subir à primeira divisão. E foi este fim-de-semana que as duas equipas se encontraram em Villareal, com o golo da vitória do Huelva a ser marcado por Cazorla e, admirem-se, a ser aplaudido por um público da casa que admira o futebol quase mais do que a própria equipa, e respeita aqueles que sempre deram tudo ao serviço do seu clube.
Jimmy Floyd Hasselbaink (que jogou no Campomaiorense e no Boavista) esteve 4 anos ao serviço do Chelsea (numa fase pré-Abramovich, em que o clube não ganhava nada). Ajudou o Chelsea a consolidar-se entre os primeiros da Premier League e a atingir uma final da Taça. Agora ao serviço do Charlton, marcou sábado ao Chelsea o golo que era, na altura, do empate a uma bola. Sem festejar, limitou-se a "pedir desculpa" (por gestos) pela desfeita aos adeptos do clube que mais anos representou e recebeu destes um aplauso sentido. Podem ver as imagens aqui.
Tudo a ver com "Casos Mateus", "Apitos Dourados" e afins, não é?....
Saturday, September 09, 2006
Pormenor irrelevante
Ouvi há pouco na televisão Tinoco de Faria (presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica) proferir exactamente as seguintes palavras:
- Ninguém do Benfica, de uma forma sistemática, tentou deturpar a verdade desportiva!
Depreendo portanto que tal não aconteceu de uma forma sistemática... Talvez apenas de uma forma ocasional, portanto?
Achei piada que nenhum dos jornalistas à volta o tivesse confrontado com isto... Enfim... Pormenores...
Friday, September 08, 2006
Em Dezembro, no Casino Lisboa!

E a estreia é logo no meu aniversário! Alguém alinha?
(mais pormenores aqui)
Wednesday, September 06, 2006
Um dia (muito) feliz...
Faz hoje um ano que comecei a puxar pelo meu lado imaginativo. Empurrado pelo crescente movimento bloguista em Portugal, decidi fundar um tal de "The Live Parrot". A dada altura, principalmente por haver uma coincidência nas perspectivas e no pensamento, mas também (há que ser honesto) como forma de aumentar o movimento do blog e tirar a pressão criativa apenas de cima de mim, decidi convidar duas pessoas muito especiais para se juntarem à equipa (que era de um, até esse dia).
Por isso, e mais do que dar os parabéns a um projecto que começou por ser meu (o que seria muito egocêntrico), quero aproveitar esta data para deixar um abraço muito especial ao bU e à whatever, que mais do que colegas de escrita, são amigos para a vida (auto-rádios à parte), mesmo que as circunstâncias da mesma nos venham a afastar a dada altura (espero que não aconteça).
Mesmo se pudesse escolher de novo, não seriam outros os papagaios a acompanhar-me nesta gaiola.
Tuesday, September 05, 2006
Monday, September 04, 2006
Au!!!
Não posso deixar de contar isto...
Para os mais distraídos, eu moro no Bairro Alto. Bairro esse que adoptou (e bem) há poucos anos atrás uma política de trânsito condicionado no seu interior. Assim sendo, as entradas e saídas são controladas através de um sistema que consiste numa espécie de cilindro com cerca de meio metro de altura que, quando accionado por um aparelhómetro em tudo semelhante a uma via verde, desce para o interior de uma cavidade, ficando ao nível da estrada e permitindo assim que os carros passem.
Ora, lá vinha eu hoje a descer a Rua S. Pedro de Alcântara, quando viro à direita preparando-me para ultrapassar o dito acesso que permite entrar na Travessa da Queimada.
Logo a seguir à curva, aquilo que aconteceu foi muito rápido...
- Páro o carro (como de costume) imediatamente antes do cilindro de acesso;
- Constato que está um puto completamente descontraído, montado numa bicicleta, de costas para mim e com o seu peso completamente apoiado na perna direita que, por sua vez, está completamente apoiada no dito cilindro;
- Tenho ainda tempo de pensar "Olha... Já foste...";
- Vejo o puto a cair desamparado para a direita quando o cilindro desce;
- ... Apenas para o ver embater contra um outro puto que estava também de bicicleta ao seu lado direito e que, sem ter tempo de transformar a sua perna direita num apoio, caiu redondo no chão...
Ainda saio do carro, e tal... Ninguém se magoou... Ok... Só umas esfoladelas... "Epá, não deviam estar aí...", "Pois não... Desculpe lá..."
Lindo!
Os putos ainda me pediam desculpa...
Hilariante!
Garanto que contado não tem um décimo da piada...
Putos...
Obrigatório!!

Tinha comprado, vi ontem.
É impressionante como um concerto pode, ao mesmo tempo, levar-nos ao êxtase e à depressão, lembrar-nos onde estamos e levar-nos bem longe, lembrar-nos o passado e fazer-nos imaginar o futuro...
Por favor, voltem a montar um espectáculo assim!
Por favor, passem por Portugal!
Por favor! Nem que seja bem caro... Eu pago!
P.S. - E já agora, se puderem fazer as pazes com o Roger Waters, ele que venha também.
Sunday, September 03, 2006
Hail to the (norwegian) police!
Embora com 3 dias de atraso, quero aqui deixar a nota de que foram finalmente encontrados os quadros roubados de Edvard Munch, o mais famoso pintor norueguês. Na passada quinta-feira, dois anos depois do roubo, a polícia conseguiu recuperar os quadros praticamente sem qualquer dano. Entre as obras recuperadas, encontra-se a minha pintura preferida: “O Grito” (representado abaixo), pelo que já posso novamente planear a minha visita ao museu Munch em Oslo.
Coincidência? Don't think so...

Até hoje, "apenas" por duas vezes me roubaram o auto-rádio...
Ontem, perdido nos meus pensamentos, apercebi-me que, se a primeira foi na Calçada da Glória, enquanto estava alegremente em casa do bU, a segunda vez foi algures na Costa do Castelo, enquanto bebia um café com a whatever...
Quero então saber quem é a pessoa que está feita com os meus colegas papagaios no sentido de eles me distrairem enquanto me levam auto-rádios!
Thursday, August 31, 2006
Onde é que isto vai parar...?
No jornal "Público" de hoje vem uma pequena notícia sobre um incidente no Aeroporto JFK, em New York. Um arquitecto de origem iraquiana, residente em NY há vários anos e que participa em vários movimentos de restabelecimento do Iraque, ia apanhar um avião para a Califórnia quando foi interpelado por dois agentes que lhe indicaram que a t-shirt que envergava estava a gerar algum desconforto.
A frase "We Will Not Be Silent"
(na t-shirt em inglês e árabe) vem de um movimento de resistência estudantil na Alemanha Nazi chamado "A Rosa Branca". É uma declaração de intenções que procura inspirar actos de resistência e dissidência contra um governo corrupto que abusa do seu poder e ignora a lei. Foi adoptada pelo movimento "Artist Against the War", à qual se juntou Raed Jarrar, e em nome do qual envergava a t-shirt naquele dia.
Podem ler uma descrição completa da situação aqui, mas para aqueles que preferirem uma versão resumida, posso adiantar que lhe foram ditas pérolas como:
"Usar essa t-shirt num aeroporto é como entrar num banco com uma t-shirt a dizer Sou um assaltante".
Ou, quando a colaboradora da companhia aérea se ofereceu para ir buscar uma t-shirt (típica) a dizer I (heart) New York, um dos agentes disse: "Também não lhe vamos pedir que vá de um extremo ao outro".(?!?!?!)
Finalmente, quando disse que era o seu direito constitucional exprimir-se daquela forma, foi confrontado com a afirmação que: "As pessoas aqui nos EU não entendem estas questões sobre direitos constitucionais".
Neste momento, não consigo dizer mais nada sobre o assunto e deixo espaço aos vossos comentários.
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Decerto já terá acontecido a todos: acordar em cima da hora para ir trabalhar, não ter tempo nem para tomar banho nem para comer e sair de casa ainda a abotoar-se...
Aconteceu-me hoje... E é uma merda... Um gajo parece que nunca chega a acordar...
Wednesday, August 30, 2006
Aviso
Se têm paredes rugosas em casa (do género com tinta de areia) pensem duas vezes antes de se decidirem a pintá-las. Percam o amor a uns quantos Euritos e contratem um profissional experimentado. É que eu já vou na quarta de mão e aquilo ainda está com aspecto de que precisava de mais uma...
Friday, August 25, 2006
Roleta Russa

Depois de uma experiência falhada com "Swept Away" (o filme parecia feito para agradar e dar um papel principal a Madonna, com quem vive), Guy Ritchie voltou no ano passado ao estilo que lhe deu fama com "Revolver". Apenas agora tive oportunidade de ver este filme de 2005, e só posso lamentar ter deixado passar tanto tempo. "Revolver" é, no meu entender, o seu melhor filme até ao momento, ultrapassando "Snatch" e "Lock, stock and two smoking barrels". Com uma interpretação MAGISTRAL do actor-fetiche de Ritchie, Jason Statham (ver atentamente a cena no elevador, próxima do final do filme), e um argumento cheio de reviravoltas, são 115m feitos de interrogações constantes no espectador, sobre o que se está a passar e quem são verdadeiramente as personagens. É certo que não é um filme de David Lynch, mas também vão existir "n" interpretações diferentes para o final.
Realce ainda para uma cena em particular, passada no casino de Lord John, com uma jovem que é, no mínimo... Interessante. Ao que pude apurar, a dita jovem chama-se Jasmine Lennard e não precisou de dizer nada na sua cena de 2m (e não, não aparece nua) para causar forte impacto em quem estava a ver o filme, nomeadamente no sexo masculino... A mesma jovem causou também impacto na estreia do filme, stealing the spotlight from Madonna, segundo os jornais ingleses. O motivo? Ver fotos em baixo (a primeira foi tirada na dita estreia do filme).

LOL !
A expressão "LOL" e outras similares ("LOLADA", "ROTFL", "ROTFLMAO", etc.) estão já de tal forma enraízadas na nossa cultura que não vale a pena falar mais sobre elas. Já todos, pelo menos uma vez, as usámos em diálogos da treta no MSN, IRC ou outros chats que tais... Pronto... Já é um facto completamente assimilado e consigo viver com isso...
Agora o que me preocupa é o crescente número de pessoas a utilizar ORALMENTE estas expressões... Conseguem imaginar dois gajos com caras sisudas a falarem um com o outro e, de quando em vez, saírem-se com um "LOL"? É bom que consigam porque eles andam aí e são cada vez mais...
Epá, gente... Se têm realmente vontade de rir, RIAM-SE A SÉRIO, ok? E deixem os "LOLs" para os chats!
Se a minha geração já é supostamente fria em termos de sentimentos (é o que dizem os especialistas), esta próxima geração ainda há-de ser pior. Os gajos já nem vão rir nem chorar...
Quando receberem uma má notícia vão limitar-se a dizer "dois pontos e abrir parêntesis"...












