Saturday, December 02, 2006

As regras...

Nos últimos tempos, tem-me incomodado particularmente a falta de neutralidade demonstrada por aqueles que mais deviam tê-la, nomeadamente os meios de comunicação social. Jornais, televisões ou rádios, em lado nenhum se consegue encontrar o distanciamento necessário para que o receptor da informação possa, ele próprio, fazer o julgamento dos factos em causa. Tudo nos surge já apreciado por quem está a passar a informação, de forma a que as pequenas mentes do povo as compreendam da mesma forma que quem já as apreciou, certamente um qualquer iluminado que trabalha numa redacção e que, porque tirou um curso superior de jornalismo ou comunicação social ou o que raio lhe chamaram na faculdade onde estudou, é mais capaz do que eu. Isto apesar dos constantes atropelos à grande língua portuguesa que muitas vezes são dados nesse mesmo texto, atropelos esses que são capaz de arrepiar até o pêlo mais céptico de alguém que nem sequer estudou na área de línguas (tipo eu).
Curiosamente, dei hoje de caras com o texto abaixo que, embora seja escrito por alguém que também não terá uma visão totalmente imparcial, espelha no meu entendimento a postura mais comum nos meios de comunicação social (não só a portuguesa) em relação à questão israelo-árabe.


Ground Rules
Written by Mona Baker
Sunday, 06 August 2006 Source: www.monabaker.com

Rule # 1: In the Middle East, it is always the Arabs that attack first, and it's always Israel who defends itself. This is called "retaliation".

Rule # 2: The Arabs, whether Palestinians or Lebanese, are not allowed to kill Israelis. This is called "terrorism".

Rule # 3: Israel has the right to kill Arab civilians; this is called "self-defense", or these days "collateral damage".

Rule # 4: When Israel kills too many civilians, the Western world calls for restraint. This is called the "reaction of the international community"

Rule # 5: Palestinians and Lebanese do not have the right to capture Israeli military, not even a limited number, not even 1 or 2.

Rule # 6: Israel has the right to capture as many Palestinians as they want (Palestinians: around 10000 to date, 300 of which are children, Lebanese: 1000s to date, being held without trial). There is no limit; there is no need for proof of guilt or trial. All that is needed is the magic word: "terrorism".

Rule # 7: When you say "Hezbollah", always be sure to add "supported by Syria and Iran".

Rule # 8: When you say "Israel", never say "supported by the USA, the UK and other European countries", for people (God forbid) might believe this is not an equal conflict.

Rule # 9: When it comes to Israel, don't mention the words "occupied territories", "UN resolutions", "Geneva conventions". This could distress the audience of Fox.

Rule # 10: Israelis speak better English than Arabs. This is why we let them speak out as much as possible, so that they can explain rules 1 through 9. This is called "neutral journalism".

Rule # 11: If you don't agree with these rules or if you favor the Arab side over the Israeli side, you must be a very dangerous anti-Semite. You may even have to make a public apology if you express your honest opinion (isn't democracy wonderful?).

Um fenómeno da Natureza

Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2006. Em Coimbra, ruiu um prédio. Na SIC é entrevistada uma testemunha da situação:

"Pois, eu ia a passar na rua, ouvi um ruído e de repente o prédio desovou!"

Friday, December 01, 2006

Verdade e Consequência...?


Esta é uma das imagens da campanha da RTPN que anda aí pelas ruas do nosso país. Desculpem-me pela má qualidade da imagem mas como não a encontrei em nenhum site, tive de arranjar uma foto tirada da paragem de autocarro aqui perto do trabalho. A campanha segue o tema de "Verdade e Consequência" tendo, para além das imagens em causa, outra em que aparece a imagem de uma chaminé de uma qualquer fábrica a emitir fumo com um glaciar a partir logo abaixo. Se nesse caso me parece bastante óbvia a relação, tenho alguma dificuldade em entender a associação da imagem acima.
Saber qual a consequência nestas duas imagens parece-me fácil mas... Qual é a verdade?

Capturar a essência


Queria começar por dizer que faço parte daqueles que tinham lido o livro de Patrick Süskind e, embora tivesse gostado, não achei fabuloso. E fiquei particularmente curioso quando soube que iam fazer um filme a partir do livro, tentando imaginar como seria possível transformar esta história que vive maioritariamente de cheiros e sensações e que é narrada na terceira pessoa.
Foi então com agrado que constatei que o realizador Tom Tykwer, que já tinha estado por detrás do surpreendente "Run, Lola, Run" (se ainda não viram, devem ver!), conseguiu neste "Das Parfum" capturar a essência do livro, da mesma forma que Grenouille pretende capt... Não, não vou entrar em pormenores da história, há sempre quem não saiba do que se trata e eu também não gosto que me façam o mesmo. Por falar em Grenouille, é de destacar Ben Whishaw, dono de uma expressividade silenciosa perfeitamente de acordo com a personagem de Jean-Baptiste, aqui no seu primeiro papel de destaque. Aliás, nesta co-produção europeia houve o cuidado de misturar actores pouco conhecidos, mesmo a nível de cinema europeu, com estrelas consagradas como Dustin Hoffman ou Alan Rickman.
Mas o que realmente merece destaque neste filme é a forma inteligente como os pormenores importantes do livro foram passados para imagem e o facto de, perante a necessidade óbvia de cortar partes do livro para o adaptar a um formato de 147m, apenas terem sido cortados elementos menos importantes e não essenciais ao enredo, mantendo o filme agradável tanto a quem leu o livro como a quem vai descobrir a história pela primeira vez.

Thursday, November 30, 2006

Coisas

Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria

Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi

Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós

São coisas
São só coisas

Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós

São coisas
São só coisas

Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver

(Manuel Cruz)

Monday, November 27, 2006

"Do I look like I give a damn?"


Ele está de volta! Depois de muita polémica à volta da escolha de Daniel Craig, com críticas a torto e a direito ainda antes de ele começar sequer a filmar (tenho de admitir que eu próprio não estava muito convencido), finalmente chegou o novo Bond: "Casino Royale". E começando pelo tema polémico, convém dizer que Craig é convincente, bastante convincente (gostaram do toque?) como Bond. Com uma postura mais crua, mais agressiva que Pierce Brosnan, menos convencida (apetecia-me dizer cocky) que Roger Moore e bem mais convincente que Timothy Dalton (não vou falar de George Lazenby, que é cruelmente apontado como o pior mas apenas fez um filme), Craig está próximo do registo de Sean Connery, tanto em capacidade de interpretação como na imagem de Bond que encarna. Mas o certo é que também ainda ele ainda só fez um filme, por isso é ainda cedo para avançar que é já o melhor Bond desde Connery, ou que é melhor ainda, como já li nalguns textos. Vamos dar-lhe tempo...
Para além disso, também o argumento (trabalhado por Paul Haggis, de "Million Dollar Baby" e "Crash") é bastante superior (o que ajuda o trabalho de Craig) a qualquer um dos interpretados por Brosnan, pois (coincidência?) vem de um dos livros originais de Ian Fleming, neste caso o primeiro (e o único que faltava), aquele que relata a chegada de Bond a agente "double O" e a sua missão de estreia enquanto tal. Temos aqui menos explosões desmedidas, menos milagres feitos por aquele que é suposto ser apenas uma pessoa, no fundo um aproximar à realidade mais patente nos primeiros filmes, sem perder claro o espírito do agente secreto que faz as coisas mais incríveis sem perder a compostura. Basta ver a boa percentagem do filme que é filmada numa mesa de poker e os jogos psicológicos aí feitos para perceber que este não é um filme feito de tanques a percorrer ruas da cidade... Palavra de elogio ainda para a Bondgirl de serviço, Eva Green está óptima como Vesper Lynd (adoro estes nomes das Bondgirls). E para os pequenos momentos que mostram como é que os tiques de Bond aparecem.
Depois de alguns anos a perder o gosto por ver um filme do 007, gosto esse que vinha de há muito tempo (vi-os todos), estou agora ansioso por ver o próximo, esperando que mantenha toda a aura deste "Casino Royale", a profundidade do argumento e que Craig mostre ser, pelo menos, o segundo melhor Bond (tenho uma certa simpatia por Sir Sean Connery).

Wednesday, November 15, 2006

Haverá Óscar?


Eu prevejo pelo menos umas nomeações para "The Departed", em particular nas categorias de interpretação. Se é verdade que o argumento é bom e se é verdade que a realização de Martin Scorsese é consistente e trabalhada (será desta que vem o Óscar?), este é claramente um "filme de actores", com especial destaque para Leonardo DiCaprio (no seu melhor papel até ao momento?), Matt Damon, Jack Nicholson (é impressionante como as suas interpretações são sempre tão próximas umas das outras mas sem perder a genialidade), Mark Wahlberg (num grande papel, com diálogos de mestre que me lembram diálogos com alguns amigos), Martin Sheen e Alec Baldwin (que me surpreendeu). Uma palavra ainda para os belos e expressivos olhos de Vera Farmiga, que vi pela primeira vez num papel de destaque e que justifica a atribuição do mesmo.
O filme retrata a "guerra" entre a polícia de Boston (dirigida por Sheen) e um grupo de mafiosos irlandeses (dirigidos por Nicholson), e fá-lo de uma forma crua, sem rodeios, assim muito "in your face", que poderá incomodar alguns ou passar ao lado de outros (na fila atrás da minha estava um grupo que passou o filme todo a rir, o que atendendo ao tema...), incluindo todos os jogos de poder entre as duas partes, entre estas e a "concorrência" (outros grupos mafiosos por um lado e outras agências como o FBI por outro) ou agentes infiltrados. Um filme a ver.

Tuesday, November 14, 2006

Exemplo



O anúncio pode ser com futebolistas, mas o sentimento deve ser universal.

Monday, November 13, 2006

Ontem, hoje e amanhã...


Não, não é uma montagem...
Juro!! Juro que não é montagem!!
Sim, é mesmo ele...
Sim, está mesmo com uma t-shirt dos Nirvana, o que só o vem engrandecer ainda mais...
Sim, tocou o "Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti"...

Estive ontem na Arruda dos Vinhos, na 9ª Festa da Vinha e do Vinho, e tive (finalmente, tantos anos depois) a oportunidade de o ouvir. E ele é grande! Confirma-se, o mito está vivo!
Numa sucessão de êxitos, cantados entusiasmadamente por um público vibrante e conhecedor, José Cid (e a sua banda da qual faz parte o também mítico Mike Seargent) animou a noite (sintam o entusiasmo na foto aqui ao lado) e demonstrou que está de volta aos grande momentos. Um concerto que todos devem ver e ouvir!!

Monday, November 06, 2006

Parabéns

Obrigado Sir Alex Ferguson (e parabéns):
- Por 20 anos de sucessos;
- Pelos 35 títulos conquistados neste periodo;
- Por aquela que foi votada como a mais emocionante de todas as finais da Liga dos Campeões, um dos jogos mais inesquecíveis que vi;
- Pelo Rooney e a sua entrega, pelo Cristiano Ronaldo e a sua magia, pelo Scholes e o seu pontapé, pelo Rio Ferdinand e a sua classe, pelo Solskjaer e o seu oportunismo, pelo Giggs e o seu repentismo, pelo Schmeichel e a sua elasticidade, pelo Roy Keane e a sua alma, pelo Beckham e os seus cruzamentos, pelo Andy Cole e o Dwight Yorke (sempre juntos), pelo Gary Neville, pelo Dennis Irwin, pelo Paul Ince, pelo Kanchelskis, pelo Sheringham, pelo Steve Bruce, pelo Gary Pallister, pelo ....

- E, acima de tudo, obrigado pelo "Rei" Cantona!

Tuesday, October 31, 2006

Obrigado!

Queria aqui deixar o meu sincero obrigado aos senhores da Konami...
Cá vai ele, então:

OBRIGADO, SENHORES DA KONAMI !!!

(Está melhor do que nunca...)

Friday, October 27, 2006

(A)Muse(d)


Mas quem é o Matthew Bellamy, afinal?

Tuesday, October 24, 2006

Para a Raquel

Bliss

Everything about you is how I wanna be
Your freedom comes naturally
Everything about you resonates happiness
Now I won't settle for less

Give me all the peace and joy in your mind

Everything about you pains my envying
Your soul can't hate anything
Everything about you is so easy to love
They're watching you from above


Give me all the peace and joy in your mind
I want the peace and joy in your mind
Give me the peace and joy in your mind

Everything about you resonates happiness
Now I won't settle for less

Give me all the peace and joy in your mind
I want the peace and joy in your mind
Give me the peace and joy in your mind
(Muse)

Wednesday, October 18, 2006


Juntou-se a nós ontem à noite a tão esperada Raquel, first born do nosso papagaio bU. Parabéns aos pais e desejos de um futuro brilhante!

Sunday, October 15, 2006

Porque quando há que dizer bem, diz-se bem ou Hail to the (portuguese) police

Há histórias que têm de ser contadas. E esta é uma delas.

Madrugada de Sexta para Sábado - uma noite tipicamente movimentada cá no bairro. Cinco e meia da manhã.
Dormia que nem uma pedra quando fui acordado pela campaínha da porta. Talvez um imbecial qualquer sem nada mais divertido para fazer do que campaínhar (verbo muito usado na meninice mas que mais tarde perde misteriosamente a piada). Não! Decididamente, isto era outra coisa. Ouviam-se bips e uma voz abafada a sair dum walkie-talkie. Obviamente, levantei-me.

- Quem é?
- Polícia!

Polícia? A esta hora? Alguma coisa aconteceu...
Nesta altura as possibilidades em aberto eram tantas que me lembro de nem conseguir pensar em nada. Só abri a porta. Era mesmo um polícia.

- Senhor Bruno Pinheiro?
- Sim?
- O senhor tem um Honda Civic?
- Tenho, sim...
- Estacionou o carro na Calçada da Glória? Em cima do passeio?

Nos breves décimos de segundo entre esta pergunta e a minha resposta consegui pensar em milhentos cenários. Partiram-me um vidro. Assaltaram-me o carro. Vandalizaram-me o carro. Pegaram-lhe fogo. Sei lá que mais é que pensei... Mas limitei-me só a responder...

- Sim, estacionei.
- Pois, então eu se fosse a si ia até lá. É que o senhor deixou o carro destrancado e os vidros completamente abertos. Naquele sítio não é boa ideia.

Irreal. Demasiado irreal.

- Obrigado! Obrigado pela informação.

Foi a única coisa que consegui dizer antes de ver o polícia começar a descer as escadas do prédio.
E pronto. Foi isto.
Escusado será dizer que me vesti e fui trancar o carro. Ainda tinha umas tantas coisas de algum valor na mala e não me apeteceu arriscar.
Mas o importante a reter disto é que houve um polícia que viu um carro de vidros abertos e se deu ao trabalho de saber de quem era e onde morava. E isto é reconfortante saber, ainda para mais tendo em conta que o carro estava mal estacionado (para todos os efeitos é proibido estacionar sobre passeios). Aqui temos um polícia que podia não ter feito nada (ou se fosse mauzinho até multava o carro por estacionamento indevido) mas que, em vez disso, decidiu fazer algo proactivo.
Se não estivesse com tanto sono juro que tinha visto o nome dele e, no dia seguinte, ia à esquadra entregar uma cartinha elogiosa.

Outra a coisa a reter foi a sorte danada que tive. Ninguém entrar num carro escancarado durante quase nove horas, à noite, na Calçada da Glória, é obra. É que, para quem não conhece o sítio, é quase a mesma coisa que cortar um dedo com uma faca e a seguir mergulhar numa piscina de tubarões...

Saturday, October 14, 2006

Sacados do baú !



Se não gostam de futebol NÃO carreguem no play!

Wednesday, October 11, 2006

Já repararam...

... Que há flocos de cereias que afundam no leite e outros que se mantêm à superfície?
Os Chocapic, por exemplo, não afundam... Estamos sempre a vê-los!
Já os Clusters, só se dá por eles quando se bebe o leite. Todinhos lá no fundo!
Curiosidades desta vida...

Monday, October 09, 2006

Assim Como

Assim como falham as palavras quando querem exprimir qualquer pensamento,
Assim falham os pensamentos quando querem exprimir qualquer realidade,
Mas, como a realidade pensada não é a dita mas a pensada.
Assim a mesma dita realidade existe, não o ser pensada.
Assim tudo o que existe, simplesmente existe.
O resto é uma espécie de sono que temos, infância da doença.
Uma velhice que nos acompanha desde a infância da doença.

Alberto Caeiro

Friday, October 06, 2006

10000 visitas

Muito obrigado a todos! E não percam o próximo post porque nós também não!

Thursday, October 05, 2006

G E N I A L !