Monday, October 31, 2005

Vai começar mais uma época natalícia... HELP!

Se não me engano... é já a partir de amanhã que começam a rechear as ruas de lisboa com as decorações de Natal. Pessoas passeiam na baixa de propósito para ver este fenómeno. Perguntam se já estão as "luzes" e vão em debandada... pela Av. da Liberdade, Rossio, Rua Augusta, Praça do Comércio... quase como uma peregrinação. Tenho de admitir que detesto o Natal... supostamente época para estar com a família ser mais simpático, generoso, e no entanto se formos a uma loja, ou a um centro comercial mais parecem animais a empurrar e a lutar para se embrulhar o presente, para conseguir o melhor preço, que é feito do espírito natalício enquanto se está numa fila para embrulhar 3 pares de meias ????? O que me faz pensar... que além das decorações serem más, as prendas são ainda piores, o típico pijama, meias, cuecas, e mesmo assim um familiar meu o ano passado conseguiu superar tudo isso oferecendo-me uma caixa de 6 lápis de cor. Deu para rir e reciclar a prenda para a minha prima que ainda tem idade para brincar com essas coisas, se ainda tivesse vindo um livro para colorir... mas sem isso, não valia mesmo a pena.

E a programação na televisão??? lá vamos nós no dia 24 e 25 de Dezembro ver o Sozinho em casa pela milésima vez... ou quem sabe os gremlins.. isso sim seria uma novidade, NOT!

O que ainda safa o Natal são os doces que o acompanham, quem consegue resistir a um sonho ou a uma rabanada? Bolo rei já não digo, mas quase tudo o resto compensa.


Entretanto, na Arca de Noé...

Friday, October 28, 2005

Arremesso de calhaus


Há um desporto que me intriga… Certamente já ouviram falar do Curling. Até podem ver várias competições do mesmo com alguma regularidade na Eurosport. Resumidamente, este “desporto” consiste em, empurrando uma pedra sobre um ringue de gelo, dar-lhe impulso suficiente para que esta percorra alguns metros (cerca de 42 – sim, fui-me informar) e termine o mais próximo possível do centro do alvo. As equipas alternam arremessos (8 cada no total), e no final de cada turno de lançamentos, a equipa que tiver a pedra mais próxima do centro ganha um ponto por cada pedra antes da primeira do adversário. Oito turnos no total determinam o vencedor. Simples, não?
Ora, a grande questão é: Que raio de desporto é este e, pior ainda, porque é este desporto olímpico? Ali temos um gajo, agarrado a um calhau (polido, ainda por cima), a empurra-lo ao longo de uns metros de gelo para que este deslize até ao alvo… Já parece mau? Temos pior: a “acompanhar” o calhau ao longo dos 42 metros temos outros dois gajos com vassouras(?!) que servem para ir “polindo” o gelo, e assim aumentar a velocidade do calhau. Na sequência desta grande invenção (escocesa, segundo pude apurar), venho aqui propor que se tornem olímpicos outros desportos que espero tenham tanto sucesso como o Curling:
A malha: porque não? Sempre é mais masculino, arremessar malhas a paus colocados de pé. De realçar ainda que este desporto pode ser praticado ao lado de um café, garantindo a presença constante de cervejas frescas.
O dominó: desporto também praticado com pedras e com tanta ou mais emoção que o curling.
O bowling: Mais uma vez, um desporto praticado com pedras polidas que deslizam até um alvo final, com a vantagem de implicar algum ruído e devastação, tornando-o mais macho...

Como isto iria implicar que os profissionais de curling ficassem desempregados, sugiro que se crie uma nova modalidade olímpica, denominada Brushing, em que os atletas teriam de varrer uma sala bem longa de chão de azulejo enquanto um colega arremessa o filho ainda bebé com o intuito de o deixar a uma distancia a que já não seja possível ouvir o choro. Ou então, mais moderno, recorrendo ao uso de aspiradores. Em qualquer dos casos, os atletas teriam de estar vestidos como Criadas Francesas (se é para praticar um desporto amaricado, que o façam vestidos para o efeito).

Mais uma recomendação


Muito boa, esta semana de cinema. “Lord of War” (de Andrew Niccol, que se estreou com o interessante “Gattaca”) é um grande filme com Nicholas Cage no principal papel. Um excelente argumento (baseado em factos reais) sobre a vida de um traficante de armas (engraçado como é ténue a linha entre um negociador e um traficante de armas), grandes interpretações (destaco aqui também Jared Leto como irmão de Nicholas Cage) e uma boa realização são os motivos para que ninguém deixe de ver “Lord of War”, por muito que possa custar (talvez seja demasiado real, tornando-se um pouco pesado). A não perder.

E viveram felizes para sempre...


Um filme europeu sobre relações é sempre uma boa premissa. Se a isso juntarmos o facto de ser um drama em forma de comédia como só os franceses o sabem fazer, temos então um excelente filme. “Ils se marièrent et eurent beaucoup d'enfants“, de e com Yvan Attal, é um desses, a história de três amigos e de como cada um deles inveja a vida dos outros. Um reflexo do que é a vida real, sem rodeios (como os europeus tanto gostam de fazer, não é whatever?).
Em destaque uma magnifica cena na Virgin Megastore de Paris, ao som de Creep dos Radiohead (toda a banda sonora é muito boa e tem várias músicas de Radiohead), em que a actriz principal, Charlotte Gainsbourg, contracena, sem trocar uma palavra, com… Bem, alguém surpreendente, garanto, e que não vou revelar para não estragar a surpresa.

Calor que vem do frio.


Uma excelente fotografia de paisagens naturais é logo à partida o grande trunfo deste filme. Um documentário sobre o “ritual” de reprodução dos pinguins imperadores pode não parecer um tema suficientemente interessante para um filme. Talvez para um documentário da BBC a ver num sábado antes de almoço. No entanto, neste “La Marche de l'empereur”, Luc Jacquet conseguiu fazer um filme que nos cativa e nos entusiasma, ao acompanhar um “casal” de pinguins nesse trajecto, fantasiando o que passa na cabeça desses pinguins e utilizando-os como voz-off para nos mostrar como é difícil o processo de reprodução destes animais. Em suma: um filme a não perder, que até consegue ter a cena mais sexy de sempre em cinema entre dois pinguins. E que dizer das paisagens…

Sunday, October 23, 2005

A nossa vida não é um conto de fadas...

... mas a deles é.

“The Brothers Grimm” é um divertido mas muito simples filme de Terry Gilliam, antigo membro dos Monty Python. Para quem já fez “Twelve Monkeys” e “Fear and Loathing in Las Vegas”, este “The Brothers Grimm” deixa algo a desejar.
É verdade que Matt Damon e Heath Ledger fazem uma dupla divertida, e que a história está bastante bem conseguida, pois conjuga elementos de várias fábulas de uma forma original. O “mundo” em que as personagens se movem está muito bem construído, as cidades/aldeias estão excelentes. E temos um magnifico Peter Stormare com um sotaque… genial!
Mas ficamos sempre com a sensação que falta algo ao filme.

P.S. - Realço este poster que encontrei algures por aí, e que tem um toque "Monty Pythoniano"...

Ainda bem que eram só os últimos...


Quis propositadamente deixar passar uns dias antes de escrever aqui alguma coisa sobre o filme “Last Days”.

Este filme é (levemente) inspirado no final da vida de Kurt Cobain, embora Gus van Sant tenha dito que não quis fazer o filme como uma biografia. Ora, a minha opinião sobre este filme é simples: van Sant, que considero ter tido o ponto alto da sua carreira em “Good Will Hunting” (quem sabe o truque está em apenas realizar e não escrever), acerta no alvo, isto se nos limitarmos a analisar a sua capacidade de transmissão do que ele considera como possíveis motivações para o suicídio de uma estrela rock, adorada por milhões. O problema é que o faz num filme de hora e meia, quando o poderia fazer em 20 minutos. Tudo bem que se pode entender como uma forma de, ao “cansar” o espectador, mostrar como a estrela em causa, de seu nome Blake (muito boa interpretação de Michael Pitt), também atinge um ponto de cansaço que o leva a desistir de tudo. Mas o que é certo é que a certa altura (ainda cedo no filme) a cadeira já estava a ficar cansada de mim… E cansei-me a tal ponto que até a opinião do filme piorou (e muito).
Um conselho para quem quer ver o filme: vejam em casa, no sofá e sem sono… E teria dito pior se tivesse escrito logo à saida do filme.

Wednesday, October 19, 2005

Tuga? Não, Português!


Uma surpresa positiva: “Alice” é talvez o melhor filme português dos últimos anos… Com um argumento simples mas bem construído e com interpretações de bom nível, a base estava lançada para um filme de qualidade. Mas o filme vai bem para além disso.
Uma fotografia de grande nível, uma belíssima musica composta para o filme por Bernardo Sasseti, uma produção de grande qualidade a todos os níveis (imagem/som/montagem) e, acima de tudo, uma excelente interpretação de Nuno Lopes. Uma surpresa vê-lo neste registo tão dramático, ele que apareceu a fazer o “Programa da Maria” e sketches no Herman SIC.
Não quero aqui alinhar nos elogios desmedidos que tenho visto/lido por ai. O filme tem os seus defeitos, o maior dos quais o facto de se “arrastar” em certas partes, cansando um pouco quem o está a ver. Mas é realmente de realçar quando (finalmente) vemos um filme português com uma produção ao nível de qualquer bom filme independente (seja europeu ou americano). O realizador Marco Martins, aqui na sua estreia(!!) promete trazer algo de novo ao cinema português... Vamos ver se cumpre.

"She hate me", she hate me not...


"She hate me" é o ultimo filme de Spike Lee. Pena é que não seja o seu melhor. Depois do excelente "25th Hour", um dos melhores filmes dos últimos anos e o primeiro filme em que Spike Lee foge completamente às temáticas raciais, esperava-se mais deste “She Hate Me”. Embora fugindo também a essas temáticas, a história central deixa muito a desejar. Se por um lado é uma critica às grandes empresas americanas (farmacêuticas em particular), Spike Lee aproveita também para dar algumas “alfinetadas” em GW Bush, a mais curiosa das quais durante o genérico inicial (não, não vou contar aqui). Pena é que o argumento peque por ser previsível e, nalgumas partes, seja mesmo óbvio. Para além disso, Spike Lee opta por ser demasiado “gráfico” em muitos momentos, com pormenores que são claramente dispensáveis.
Em resumo: “She hate me” é um filme fraco, muito longe da qualidade habitual dos filmes de Spike Lee e sem qualquer comparação possível com “25th Hour”.

Friday, October 14, 2005

E porque não?


Neste momento está a ser feita uma petição online para a FIFA a solicitar que a página da mesma esteja também disponível em português. No endereço http://www.petitiononline.com/FIFA2006/petition.html podem deixar a vossa "assinatura" para que o site do organizador dos Mundiais (e recordo que no próximo vão estar três selecções que falam Português - Portugal, Brasil e Angola) esteja disponível numa lingua falada por 200 milhões um pouco por todo o mundo, e que está entre as 10 línguas mais faladas, à frente da Francesa, por exemplo.

A perfect 10


Aqui está como um poster de um filme pode ter tanta qualidade como o mesmo. Tanto o poster como o filme em si merecem da minha parte um 10 em 10, para usar o sistema de avaliação ali do Morning Theft.
"The Shawshank Redemption" é o meu filme preferido e, para além disso, é um dos melhores filmes alguma vez feitos, se analisado apenas em função da qualidade. Aliás, segundo a minha fonte de informação sobre cinema, a sempre fiável Internet Movie Database, está em segundo lugar nas votações para melhor filme, com uma média igual ao líder, "The Godfather".
A partir de um conto maravilhoso de Stephen King, que fugiu ao habitual fantástico nesta história, Frank Darabont, no seu primeiro filme "a sério" conseguiu uma obra prima... Claro que para isso teve a "ajuda" das interpretações fantásticas de Tim Robbins como Andy Dufresne e de Morgan Freeman como Ellis Redding ou, como ficará para sempre conhecido, "Red".


Filmado no belissimo Ohio State Reformatory, nada falha neste filme. Os cenários, a realização, as interpretações já mencionadas, a história comovente sem entrar em exageros, mas passando por humor e algum suspense e até a forma como somos "levados" ao longo da história pela narração brilhante de "Red" - quem pode esquecer a mítica frase: "Andy Dufresne - who crawled through a river of shit and came out clean on the other side." - tornam impossível não sentirmos alguma emoção ao ver este filme.
Julgo não exagerar quando digo que esta obra (como algumas outras) justifica por si só a existência do cinema enquanto arte.

Thursday, October 13, 2005

O mundo hoje em dia...

Sem palavras...


Carta pré-eleitoral de Valentim aos idosos de Gondomar...

Wednesday, October 12, 2005

Given To Fly

He could've tuned in, tuned in, but he tuned out
A bad time, nothing could save him
Alone in a corridor, waiting, locked out
He got up outta there, ran for hundreds of miles
He made it to the ocean, had a smoke in a tree
The wind rose up, set him down on his knee

A wave came crashing like a fist to the jaw
Delivered him wings, "Hey, look at me now"
Arms wide open with the sea as his floor
Oh, power, oh

He's.. flying
Whole
High.. wide, oh

He floated back down 'cause he wanted to share
His key to the locks on the chains he saw everywhere
But first he was stripped and then he was stabbed
By faceless men, well, fuckers
He still stands

And he still gives his love, he just gives it away
The love he receives is the love that is saved
And sometimes is seen a strange spot in the sky
A human being that was given to fly

High.. flying
Oh, oh
High.. flying
Oh, oh
He's flying
Oh, oh

(Eddie Vedder)

Para não ser visto.


É esse o conceito de “Stealth”, um avião tecnicamente evoluído que não é detectado no radar e que não precisa de pilotos graças à avançada tecnologia de que dispõe. Ora, será uma grande surpresa para quem ainda não leu a história do filme se eu disser que o avião, ao ser atingido por um raio, se torna mau? E que os pilotos que colaboram no projecto é que vão ter de resolver a situação, assim demonstrando a superioridade dos humanos sobre as máquinas…? Enfim, um filme sem grandes surpresas (dá para perceber como vai acabar a meio do filme), com bons momentos de acção e alguns bons efeitos especiais, mas também com momentos fraquitos… Mais um filme de tarde de domingo na SIC, com um balde de pipocas a acompanhar.

Niagara Falls by night

A caminho das nomeações.


“Cinderella Man”, o filme de segunda-feira, é Ron Howard ao seu melhor nível. Pena é que o melhor estilo de Ron Howard nunca chega a atingir o genial, mas o homem deve ter um manual do estilo “Como ganhar nomeações para os óscares em 10 lições”. O que é certo é que “Cinderella Man” não deve falhar as nomeações de 2006. E uma delas devia ser para Russell Crowe.
Já não é surpresa que Russell Crowe é um excelente actor. E que os pontos altos da sua carreira são biografias, ou historias baseadas em factos reais. Para alem de “The Insider”, que é na minha opinião, o melhor papel de Crowe (e também aquele que o trouxe para a ribalta depois de boas interpretações em “L.A. Confidential” e no pouco conhecido mas muito bom “Romper Stomper”), temos também “A Beautiful Mind”.
Sim, eu sei que também fez o “Gladiator” e até ganhou o Óscar por ele, mas pessoalmente considero esse um filme banal, muito abaixo dos anteriormente citados, em que recebeu o Óscar por clara compensação pelo ano do “The Insider”.
Mas voltando a este ultimo filme de Crowe, mais uma vez mostra a sua versatilidade (embora alguns digam que fazer de boxeur é algo natural para ele e andam por aí guarda-costas que confirmam isso). Mas também Paul Giamatti está excelente no filme. Apenas Renée Zellweger deixa um pouco a desejar, na minha opinião.
A história (verídica) é muito boa, o guarda roupa e cenários estão optimos e as cenas de combate estão bastante realistas. Tudo isto faz de “Cinderella Man” um filme a não perder, uma excelente biografia e, na história de James J. Braddock podemos ver uma história de coragem num momento difícil. Claro que, e como defeito, podemos apontar as típicas “americanices”, como a conversa da segunda oportunidade, o facto de “acreditar sempre ser o suficiente”, etc, etc… Mas se a história é verídica…

Monday, October 10, 2005

"Singin' in the Rain" (better yet, make that swearing!)


Chegou a chuva… com ela, toda a confusão que deriva dos chapéus que se viram e/ou que molham quem vai ao lado, das poças que se geram na maravilhosa calçada portuguesa, das sarjetas entupidas pelas muitas folhas que foram caindo durante as ultimas semanas, dos acidentes causados pelos (inúmeros) condutores tugas que continuam a acelerar como se a estrada mantivesse a sua aderência, do trânsito resultante dos mesmos acidentes, da lama que surge nos vários locais em Lisboa onde temos obras, da casa suja pelos sapatos que ficam com restos da lama. Enfim, venha de lá o frio, levem-me esta chuva…

“Quanto mais tempo passa, mais duro fica”


É esta a frase chave de “The 40 year-old virgin”. Um filme que, se formos pelo titulo, promete uma comédia tipicamente americana, feita de humor fácil e uma sucessão de clichés… Mas não é esse o caso.
Judd Apatow (escritor e realizador), com a ajuda de Steve Carrel (protagonista e escritor e conhecido do "The Daily Show"), conseguiu fazer um filme que, na sua maioria, foge a esse humor fácil. Com um elenco a roçar o perfeito, uma história bem contada e uma excelente realização, este é realmente um filme a ver. Não quero aqui adiantar nada sobre o argumento (pelo menos não mais do que o titulo ou o trailer mostram), por isso fico-me pela recomendação por aquela que é, na minha opinião, uma das melhores comédias dos últimos tempos, embora também tenha momentos menos bons.
Uma nota de realce para este cartaz, do mais simples que há, mas com tudo o necessário. Desde as cores, ao sorriso, ao pólo e, principalmente, à iluminação “celestial”. Numa palavra: Perfeito!